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Etanol fecha semana em alta e indica estabilização dos preços no mercado interno, aponta Cepea/ESALQ

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O mercado de etanol encerrou a semana entre os dias 15 e 19 de junho em trajetória de recuperação, com alta nos indicadores divulgados pelo Cepea/ESALQ. O movimento reforça um cenário de maior estabilidade nas cotações, mesmo em meio ao avanço da safra de cana-de-açúcar e à maior disponibilidade do biocombustível no Centro-Sul do país.

Etanol hidratado registra segunda alta consecutiva

O etanol hidratado combustível apresentou valorização semanal de 0,82%, sendo negociado a R$ 2,2429 por litro no período avaliado. Este é o segundo avanço consecutivo do indicador, sugerindo uma retomada gradual dos preços após períodos de maior pressão baixista.

O comportamento do mercado indica que, apesar da oferta elevada típica da safra, a demanda segue suficiente para sustentar ajustes positivos nas negociações.

Etanol anidro também apresenta leve alta

O etanol anidro, utilizado na composição obrigatória da gasolina, também acompanhou o movimento de recuperação. O indicador semanal fechou em R$ 2,5311 por litro, com alta de 0,11% frente à semana anterior.

Embora o avanço seja mais moderado, o resultado reforça a tendência de estabilidade com viés positivo no mercado de combustíveis.

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Paulínia aponta leve ajuste diário, mas cenário segue equilibrado

No mercado paulista, referência para a formação de preços, o Indicador Diário Paulínia registrou o etanol hidratado a R$ 2.347,50 por metro cúbico na sexta-feira (19), com leve recuo de 0,04% em relação ao dia anterior.

Apesar da pequena variação negativa no fechamento da semana, o indicador reduziu as perdas acumuladas em junho para 0,17%, o que sinaliza um ambiente mais equilibrado entre compradores e vendedores.

Mercado mostra recuperação gradual e maior firmeza nas negociações

De forma geral, o balanço semanal aponta para uma recuperação moderada das cotações do etanol no mercado interno. O avanço dos indicadores reflete um ritmo mais firme nas negociações, com ajustes positivos tanto no hidratado quanto no anidro.

O cenário sugere uma fase de transição, em que o mercado busca equilíbrio entre a oferta elevada da safra e a sustentação da demanda, mantendo os preços próximos da estabilidade com leve viés de alta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Feijão registra forte alta na produção e pressão de repasse ao consumidor avança em 2026, aponta Cepea

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O mercado do feijão segue em trajetória de valorização ao longo de 2026, com altas expressivas nos preços ao produtor sendo gradualmente repassadas ao consumidor final. O movimento é resultado da combinação entre redução da área cultivada e impactos climáticos que afetaram a produtividade das safras, segundo levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Apesar da pressão de alta na origem, o repasse ao varejo ocorre de forma mais lenta, diante da cautela dos agentes atacadistas e varejistas nas compras junto às agroindústrias processadoras.

Mercado mantém cautela nas compras, mas qualidade sustenta negociações

De acordo com pesquisadores do Cepea, o comportamento do mercado ao longo da cadeia produtiva tem sido marcado por prudência, especialmente entre atacado e varejo, que adotam estratégias mais conservadoras diante da volatilidade dos preços.

Ainda assim, a demanda por grãos de melhor padrão de qualidade segue como um dos principais fatores de sustentação das negociações, evitando maior enfraquecimento das cotações em determinados momentos da comercialização.

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Preços do feijão disparam no campo em 2026

Nos primeiros cinco meses de 2026, o feijão registrou altas expressivas no mercado ao produtor, refletindo a menor oferta disponível e as perdas produtivas causadas pelo clima.

Destaques de valorização no campo
  • Feijão carioca: alta entre 85% e 90%
  • Feijão preto: valorização de 51,7%

Os dados consideram a média das principais regiões acompanhadas pelo Cepea, evidenciando um movimento consistente de valorização ao longo do ano.

Varejo já sente impacto, mas repasse ainda é gradual

No varejo, os preços também seguem em alta, embora em ritmo mais moderado, indicando o processo gradual de transmissão das valorizações da produção até o consumidor final.

Segundo dados do IPCA/IBGE:

  • Variação dos preços ao consumidor (maio/2026)
    • Feijão carioca: +6,44% no mês
    • Feijão preto: +2,07% no mês

No acumulado do ano, o avanço é ainda mais significativo:

  • Acumulado de 2026
    • Feijão carioca: +41,09%
    • Feijão preto: +13,69%

Os números reforçam que o aumento observado no campo continua sendo incorporado ao longo da cadeia de distribuição, ainda que de forma escalonada.

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Perspectivas para o mercado do feijão

O cenário para os próximos meses segue condicionado à evolução da oferta, ao comportamento climático nas regiões produtoras e à demanda interna, que tende a ser determinante para o ritmo de novos ajustes de preços.

Com estoques mais ajustados e oferta limitada em determinadas regiões, o mercado deve continuar operando com viés de sustentação, enquanto o repasse ao consumidor final tende a seguir ocorrendo de maneira gradual ao longo do ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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