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Soja enfrenta volatilidade no Brasil e em Chicago com foco em logística, safra americana e relações comerciais

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O mercado da soja no Brasil apresentou ontem (19) baixa liquidez e oscilações nos preços, segundo dados da TF Agroeconômica. No Rio Grande do Sul, a saca para entrega em agosto foi cotada a R$ 142,99 no porto. No interior, os valores variaram: R$ 134,00 em Cruz Alta, Passo Fundo e Ijuí; R$ 133,00 em Santa Rosa e São Luiz; e R$ 122,00 em Panambi.

Em Santa Catarina, a comercialização segue em ritmo lento, mas com avanços pontuais nos preços. Em Palma Sola, a saca subiu 0,82%, e no porto de São Francisco do Sul a cotação chegou a R$ 141,83.

No Paraná, a competitividade tem sido reforçada pelos avanços logísticos. Em Paranaguá, a saca foi cotada a R$ 143,49, enquanto em Cascavel e Maringá os preços recuaram para R$ 129,83 e R$ 130,90, respectivamente. Em Ponta Grossa, a soja registrou alta de 1,51%, chegando a R$ 132,69 FOB, e no balcão o preço ficou em R$ 118,00.

No Mato Grosso do Sul, os preços foram impactados pela suspensão preventiva da Moratória da Soja. As cotações ficaram em R$ 123,81 em Dourados, Campo Grande, Maracaju e Sidrolândia, enquanto em Chapadão do Sul o valor foi de R$ 121,55.

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Já no Mato Grosso, além da movimentação de preços, a fiscalização ganhou destaque após operação que apurou desvio de mais de R$ 1 milhão em grãos. As cotações variaram de R$ 121,10 em Lucas do Rio Verde e Sorriso a R$ 123,65 em Rondonópolis, Primavera do Leste e Campo Verde.

Chicago: soja recua com safra americana em bom ritmo

Na Bolsa de Chicago (CBOT), a soja encerrou a terça-feira (19) em queda, pressionada pelo bom andamento da safra norte-americana e pela proximidade da colheita. O contrato de setembro caiu 0,76%, fechando a US$ 1.013,00/bushel, enquanto o de novembro recuou 0,82%, cotado a US$ 1.033,75.

O farelo, por outro lado, registrou alta de 2,53%, a US$ 287,50/ton curta, enquanto o óleo de soja teve forte baixa de 2,98%, para US$ 51,68/libra-peso.

Apesar das estimativas menores do USDA, os traders mantêm cautela diante da ausência da China nas compras nos EUA e aguardam definições sobre as negociações comerciais entre os dois países.

Pro Farmer Crop Tour indica bom potencial produtivo

O Pro Farmer Crop Tour, que percorre as principais regiões produtoras dos EUA, trouxe novos sinais baixistas ao mercado. Em Dakota do Sul, a contagem de vagens chegou a 1.188,45 em talhões de 90×90 cm, superando a média das últimas três edições (970,10) e o resultado de 2024 (1.025,89). Em Ohio, a média foi de 1.287,28, também acima do registrado no ano anterior.

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Na manhã desta quarta-feira (20), os contratos da soja em Chicago recuavam entre 0,25 e 0,50 ponto, com setembro cotado a US$ 10,12 e novembro a US$ 10,33/bushel. Enquanto isso, o farelo seguia em leve alta e o óleo em queda.

Produtores americanos pressionam por acordo com a China

Com a nova safra prestes a ser colhida, produtores e exportadores dos Estados Unidos enfrentam dificuldades para escoar a produção. As vendas externas acumulam queda de 19% em relação ao mesmo período do ciclo anterior, reflexo direto da ausência chinesa.

A Associação Americana de Soja enviou carta ao presidente Donald Trump pedindo prioridade nas negociações com Pequim e a retirada das tarifas de 20% sobre o grão. O setor alerta para o risco de um “abismo comercial e financeiro”, já que a China tem ampliado contratos de importação com o Brasil, deixando os EUA em desvantagem.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Irrigação impulsiona produtividade da noz-pecã no RS e reduz perdas no campo

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A irrigação vem se consolidando como uma das principais estratégias para garantir produtividade e reduzir perdas na cultura da noz-pecã no Rio Grande do Sul. O tema será destaque na 8ª Abertura Oficial da Colheita da Noz-Pecã, que ocorre no dia 8 de maio, em Nova Pádua (RS), reunindo produtores, técnicos e especialistas do setor.

O evento, promovido pelo Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), terá como um dos destaques o relato do produtor Arlindo Marostica, que apresentará os resultados do primeiro ano de cultivo com sistema de irrigação em seu pomar. A experiência evidencia o impacto direto da tecnologia na estabilidade produtiva, especialmente em períodos de estiagem.

Irrigação evita perdas e melhora rendimento

Embora a incidência solar seja essencial para o desenvolvimento da nogueira-pecã, a falta de chuvas durante a fase de enchimento dos frutos pode comprometer seriamente a produção. Segundo o produtor, a adoção da irrigação — com apoio de subsídio estadual de 20% — foi decisiva para evitar prejuízos na safra atual.

Sem o sistema, a perda da colheita seria praticamente inevitável. Além de garantir o desenvolvimento dos frutos, a irrigação também contribuiu para a melhoria da qualidade operacional da colheita.

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Em anos anteriores, a queda excessiva de folhas dificultava o processo, reduzindo a eficiência. Agora, com plantas mais equilibradas, houve redução significativa de impurezas, permitindo maior rendimento por volume colhido e menor necessidade de limpeza.

Manejo define produtividade futura

Outro ponto que será abordado no evento é a importância do manejo antecipado para garantir a produtividade das próximas safras. Especialistas destacam que o desempenho produtivo não depende apenas do ciclo atual, mas também das condições fisiológicas da planta nos anos anteriores.

A formação de ramos produtivos, a nutrição adequada e o equilíbrio hídrico são fatores determinantes para a consolidação da produção futura. Um pomar bem conduzido hoje pode garantir resultados positivos nas próximas safras, reforçando a importância do planejamento técnico.

Cultura em expansão no Sul do Brasil

A produção de noz-pecã vem ganhando espaço no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, impulsionada por programas de incentivo e pela crescente adoção de tecnologias no campo.

A Abertura Oficial da Colheita integra as ações do programa Pró-Pecan e conta com apoio de instituições como a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Emater e Embrapa. O objetivo é fortalecer a cadeia produtiva, difundir conhecimento técnico e ampliar a competitividade da cultura no estado.

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Produtor alia tecnologia e experiência no campo

Com trajetória ligada à agricultura desde a infância, o produtor anfitrião do evento destaca que o sucesso do pomar está diretamente relacionado à dedicação, ao acompanhamento constante das plantas e à adoção de boas práticas de manejo.

A combinação entre experiência prática e investimento em tecnologia, como a irrigação, tem permitido alcançar níveis elevados de produtividade, posicionando a noz-pecã como uma alternativa cada vez mais relevante para diversificação e agregação de valor no agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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