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EUA precisam importar 600 mil toneladas de ureia e atraso nas compras pressiona mercado de fertilizantes
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O mercado de fertilizantes nos Estados Unidos segue em alerta diante do ritmo lento das importações de ureia, insumo essencial para a produtividade agrícola. A avaliação é de especialistas do setor, que apontam risco de pressão sobre o abastecimento interno caso as compras externas não avancem nas próximas semanas.
Déficit de importação preocupa setor agrícola
De acordo com estimativas da CRU Group, os Estados Unidos ainda precisam importar cerca de 600 mil toneladas de ureia para atender à demanda projetada. O volume é considerado significativo, especialmente por se tratar de um dos principais fertilizantes nitrogenados utilizados nas lavouras.
A ureia desempenha papel central na nutrição de culturas como milho, trigo e algodão, sendo determinante para o rendimento das safras.
Cautela nas compras trava avanço do mercado
Apesar da necessidade de recomposição de estoques, importadores norte-americanos têm adotado postura cautelosa na realização de novos pedidos. A estratégia reflete a expectativa de possível acomodação nos preços internacionais, o que levaria a condições mais favoráveis de aquisição no curto prazo.
Esse movimento, no entanto, amplia a sensibilidade do mercado a oscilações de oferta e preço, principalmente em um cenário global ainda marcado por volatilidade.
Fatores geopolíticos influenciam decisões
Parte dessa hesitação está associada à expectativa de melhora no ambiente internacional, incluindo questões geopolíticas que impactam diretamente o comércio de fertilizantes. Entre os pontos observados está a condução diplomática dos Estados Unidos em relação a regiões estratégicas para a produção de insumos.
A leitura de mercado considera que eventuais avanços nesse campo poderiam contribuir para maior estabilidade nos preços globais — embora o cenário ainda seja tratado com cautela pelos agentes.
Risco de compras tardias pode elevar preços
Caso o atraso nas importações persista, os Estados Unidos podem ser forçados a acelerar as aquisições em um momento menos favorável, o que tende a pressionar as cotações da ureia no mercado internacional.
Para o agronegócio, o movimento reforça a importância do monitoramento constante do mercado de fertilizantes, já que variações nos custos de insumos impactam diretamente a rentabilidade das lavouras e a competitividade global da produção agrícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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MPA realiza seminário sobre Extensão Pesqueira Artesanal
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) realizou, nesta sexta-feira(4), o I Seminário Interno de Extensão Pesqueira Artesanal, com a finalidade de ampliar o debate sobre a realidade das mulheres pescadoras e marisqueiras. Com o tema “Mulheres Pescadoras: Autonomia, Igualdade e Sustentabilidade Ambiental”, o evento representou um momento de apresentação prévia dos resultados do Mapeamento Socioterritorial da Pesca Artesanal, realizado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
O seminário nasceu do Projeto Mulheres Pescadoras, desenvolvido pela Fiocruz, pelo MPA e pelo Ministério das Mulheres. O Mapeamento Socioterritorial da Pesca Artesanal aprofundou a análise em 52 municípios de atenção prioritária, distribuídos pelas cinco regiões do país: 18 no Norte, 10 no Sudeste, 6 no Sul e 3 no Centro-Oeste. Essa ação dialoga com o Programa Povos da Pesca Artesanal e teve como eixos estruturantes: Emergência Climática e Racismo Ambiental; Populações Tradicionais e Territórios; Segurança Alimentar, Epidemiologia e Saúde; e Economia Solidária e Cadeia Produtiva.
De acordo com o secretário-executivo do MPA, Lázaro Medeiros, o evento traz para o centro do debate o tema das mulheres pescadoras. “É um tema que apresenta também um diálogo com quem vive de fato os territórios pesqueiros. Além disso, ele apresenta um mapeamento socioterritorial, apresentando com mais profundidade a realidade das comunidades”, destacou.
A pesquisadora da Fiocruz, Maria Juliana Correa, apontou a importância do seminário para dar visibilidade aos direitos sociais das mulheres pescadoras. “A gente sempre escutava das mulheres das águas a necessidade de um olhar específico para a saúde das pescadoras e marisqueiras, unindo o meio ambiente e a saúde nos territórios”, afirmou.
O secretário Nacional da Pesca Artesanal, Cristiano Ramalho, destacou o objetivo do evento. “Encontros como esses criam caminhos para a construção do futuro da pesca artesanal do Brasil. Estamos aqui produzindo conhecimentos que serão transformados em políticas públicas”, afirmou.
A pescadora sergipana, Arlene Costa, afirmou que são as mulheres as grandes guardiãs dos territórios. “Hoje enfrentamos diversas ameaças ambientais nos territórios e somos nós, as mulheres das águas, que preservamos e garantimos os recursos naturais para as próximas gerações”, disse.
Para a coordenadora-geral de Assistência Técnica e Extensão Pesqueira do MPA, Lorena Abrahão, o mapeamento é fundamental para a construção de políticas públicas estruturantes para as mulheres das águas. “Mais do que retratar vulnerabilidades, os dados evidenciam a força organizativa e o protagonismo das mulheres que vivem da pesca em todo o Brasil”, finalizou.
O evento contou também com a presença da coordenadora-geral da Secretaria Nacional de Autonomia Econômica e Política de Cuidados do Ministério das Mulheres, Larissa Passos, e do secretário Nacional de Políticas de Ações Afirmativas e Combate e Superação do Racismo do Ministério da Igualdade Racial, Clédisson Geraldo dos Santos Júnior.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
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