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Exportações brasileiras crescem 4,8% em julho e atingem US$ 198 bilhões no acumulado do ano
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Exportações registram avanço em julho
Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (6/8) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), as exportações brasileiras cresceram 4,8% em valores e 7,2% em volume no mês de julho de 2025, na comparação com o mesmo período de 2024. Em julho, o país exportou US$ 32,31 bilhões.
Acumulado do ano soma US$ 198 bilhões em exportações
No acumulado até julho, as exportações brasileiras totalizam US$ 198 bilhões, o que representa crescimento de 0,1% em valores e 2% em volume sobre o mesmo período do ano anterior. A corrente de comércio soma US$ 359 bilhões no ano, com saldo positivo de US$ 37 bilhões.
Crescimento das exportações para principais destinos
O avanço nas exportações ocorreu para diversos mercados importantes, com destaque para o volume embarcado:
- Estados Unidos: aumento de 5%
- México: crescimento de 17,2%
- Argentina: expansão expressiva de 42,4%
- União Europeia: alta de 7,4%
- Japão: incremento de 7,3%
Principais produtos e setores em alta
Entre os produtos com maior crescimento mensal estão carne bovina, óleos brutos de petróleo, minérios de cobre e café não torrado. No que diz respeito aos setores, a Indústria de Transformação liderou o avanço em valores, com crescimento de 7,4%, seguida pela Indústria Extrativa (3,6%) e pela Agropecuária (0,3%).
Importações também apresentam crescimento significativo
No mês de julho, as importações brasileiras subiram 8,4% em valores, totalizando US$ 25,2 bilhões. O destaque ficou para:
- Bens de capital, com aumento de 13,4%
- Bens intermediários, crescimento de 10,8%
- Bens de consumo, alta de 5,1%
No acumulado do ano até julho, as importações somam US$ 161 bilhões, com crescimento de 8,3% em valores e 9,7% em volume.
Balança Comercial Mensal Julho/2025
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Pesca e aquicultura geram empregos em todo o país
Em média, o brasileiro consome 12 quilos de pescado por ano. O número é ainda maior em alguns estados como Ceará, Pernambuco e Amazonas, onde o consumo pode passar de 40 quilos por pessoa ao ano. Esse consumo só é possível porque contamos com uma longa cadeia produtiva, que envolve pescadores industriais e artesanais, armadores de pesca, aquicultores e uma indústria robusta, responsável pelo beneficiamento.
Atualmente, são mais de 1 milhão de pescadores profissionais registrados, sendo que mais de 507 mil mulheres. Na aquicultura, apenas em Águas da União, são 1.422 contratos vigentes, que geral 4.126 empregos diretos e outros mais de 16 mil indiretos.
Esses trabalhadores são responsáveis por mais de 1.780 milhão de toneladas de pescado ao ano (águas continentais e marinhas). Na aquicultura, são mais de 3,1 milhões de toneladas ao ano. Entre os produtos mais procurados estão o camarão, a tilápia, o tambaqui e outras espécies de peixes.
Mas o setor ainda pode ser fortalecido e gerar ainda mais empregos por meio do aumento do consumo. Em entrevista recente ao programa “Bom Dia, Ministro”, do Canal Gov, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, ressaltou a importância de incentivar o consumo pescado pelos brasileiros. “Estamos trabalhando para que a população deixe de comer peixe apenas no Natal e na Semana Santa, datas em que o consumo é principalmente de espécies estrangeiras, como o bacalhau”.
Ele também destacou a necessidade de políticas públicas para melhorar a rastreabilidade e a confiabilidade dos produtos de origem da pesca e aquicultura. “A gente precisa garantir que o pescado chegue com qualidade na mesa do nosso consumidor”.
Para o secretário Nacional da Pesca Artesanal, Cristiano Ramalho, a atuação do Ministério da Pesca e Aquicultura tem contribuído para o reconhecimento e a valorização dos trabalhadores do setor pesqueiro. “As nossas ações se conectam para ampliar a potencialidade do mundo do trabalho da pesca artesanal, que é associado ao modo de vida, à segurança alimentar e aos aspectos éticos e raciais nos territórios pesqueiros”, declarou.
A diretora do Departamento de Aquicultura em Águas da União, Juliana Lopes, exaltou o trabalho e a dedicação de todos que trabalham na pesca e aquicultura. “Neste Dia do Trabalhador, vamos celebrar quem faz das águas o seu sustento e a sua missão. Homens e mulheres que movimentam a economia, que alimentam o Brasil e que mantêm viva a tradição da pesca e da aquicultura. Por trás de cada produção, existe dedicação, resistência, resiliência e muito amor pelo que se faz”.
Acesse nosso Boletim e Painel da Estatística Pesqueira e Aquícola e saiba mais sobre o perfil dos trabalhadores e trabalhadoras das águas do Brasil.
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