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Exportações brasileiras de carne suína batem recorde no primeiro semestre de 2025, aponta Cepea
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Exportações de carne suína alcançam novo recorde
O Brasil registrou um desempenho histórico nas exportações de carne suína no primeiro semestre de 2025. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), divulgados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o volume exportado entre janeiro e junho chegou a 713,4 mil toneladas — um crescimento de 17,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
Receita em alta com vendas externas
Além do aumento no volume, a receita gerada com as exportações também surpreendeu positivamente. O total arrecadado nos seis primeiros meses de 2025 alcançou R$ 9,82 bilhões, representando um avanço expressivo de 49% em comparação com o mesmo intervalo de 2024.
Demanda asiática impulsiona resultado
De acordo com os pesquisadores do Cepea, o excelente desempenho nas exportações está diretamente ligado à intensificação da demanda por parte de países asiáticos. Japão, China e Filipinas figuram entre os principais destinos que ampliaram significativamente suas compras da carne suína brasileira neste ano.
Mercados africanos também se destacam
Além do crescimento no mercado asiático, países africanos como Angola e Libéria também vêm aumentando suas importações do produto brasileiro. Esses avanços reforçam a presença global do Brasil como um dos principais fornecedores de carne suína do mundo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preço do leite sobe no RS e projeção do Conseleite aponta R$ 2,5333 em abril
O mercado de leite no Rio Grande do Sul dá sinais consistentes de recuperação em 2026. O valor de referência projetado para o litro em abril foi fixado em R$ 2,5333, conforme divulgação do Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do RS (Conseleite/RS). O número representa uma alta de 10,47% em relação à projeção de março, que havia sido de R$ 2,2932.
A definição ocorreu durante reunião realizada na sede da Farsul, reunindo representantes de toda a cadeia produtiva, entre produtores, indústrias e lideranças do setor.
Além da projeção para abril, o Conseleite também confirmou o valor consolidado de março de 2026 em R$ 2,3721 por litro, o que representa avanço de 11,67% frente ao resultado final de fevereiro, quando o leite foi cotado a R$ 2,1243.
Os indicadores são calculados pela Universidade de Passo Fundo (UPF), com base em dados fornecidos pelas indústrias, considerando a movimentação dos primeiros 20 dias de cada mês.
Recuperação ganha força no mercado lácteo
Os números mais recentes reforçam uma retomada gradual do setor leiteiro gaúcho após um período prolongado de margens pressionadas tanto no campo quanto na indústria. A alta, que vinha sendo observada de forma moderada no início do ano, ganha consistência com os dados divulgados em abril.
Representantes do Conseleite destacam que o momento atual valida a metodologia utilizada pelo colegiado, que busca refletir com precisão as condições reais de mercado. A avaliação é de que os indicadores estão alinhados com a tendência observada em outras regiões do país.
Sustentação dos preços depende de consumo e mercado interno
Apesar do cenário positivo, o setor ainda enfrenta desafios relevantes. A manutenção dos preços em patamares mais elevados dependerá, principalmente, do fortalecimento do consumo interno e da capacidade de escoamento da produção.
O atual nível de endividamento das famílias brasileiras e o baixo poder de compra seguem como fatores limitantes. Por outro lado, a expectativa de maior circulação de recursos na economia ao longo do ano, impulsionada por medidas como antecipação de benefícios e liberação de recursos, pode favorecer a demanda.
Produção e importações entram no radar do setor
Outro ponto de atenção é a tendência de recuperação da produção no campo nos próximos meses, o que pode pressionar os preços caso não haja crescimento proporcional da demanda.
Além disso, o avanço das importações, especialmente de leite proveniente da Argentina, preocupa o setor produtivo. Durante a reunião, o Conseleite deliberou pelo envio de ofícios ao governo federal, alertando para os impactos do aumento das compras externas sobre o mercado interno.
A orientação é manter o tema em evidência junto aos ministérios responsáveis, buscando medidas que garantam maior equilíbrio competitivo para o produtor nacional.
Perspectiva para o setor
O cenário atual aponta para um momento mais favorável ao produtor de leite, com recuperação de preços e melhora gradual nas condições de mercado. No entanto, a sustentabilidade desse movimento dependerá do equilíbrio entre oferta, demanda e política comercial, especialmente no que diz respeito às importações.
O setor segue atento aos desdobramentos econômicos e às políticas públicas que possam influenciar diretamente a rentabilidade da atividade nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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