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Exportações de carne bovina devem superar R$ 100 bilhões este ano
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As exportações brasileiras de carne bovina renderam cerca de R$ 93 bilhões entre janeiro e novembro de 2025, alta de quase 40% em relação ao mesmo período de 2024, com embarque de 3,51 milhões de toneladas, 19% acima do ano anterior. A estimativa da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), entidade que representa a indústria de abate e processamento de carne, é fechar 2025 com algo em torno de R$ 101 bilhões em receitas e perto de 4 milhões de toneladas exportadas.
Só em novembro, o faturamento ficou em aproximadamente R$ 10,5 bilhões, resultado de 361,9 mil toneladas embarcadas, avanço de 50% em valor e 30% em volume frente a novembro de 2024.
A China segue disparada na liderança: comprou cerca de R$ 45 bilhões em carne bovina do Brasil até novembro, com 1,5 milhão de toneladas, e hoje responde por 54% das vendas brasileiras de carne in natura. O preço médio para o mercado chinês gira em torno de R$ 30 mil por tonelada, quase 20% acima da média do ano passado.
Os Estados Unidos, mesmo com tarifas extras entre agosto e novembro, já somam algo próximo de R$ 10,6 bilhões em compras no ano, mantendo o posto de segundo maior mercado. A União Europeia aparece em seguida, com cerca de R$ 5,3 bilhões em receita e mais de 116 mil toneladas importadas, pagando um dos maiores preços do mundo: algo como R$ 47 mil por tonelada.
No total, a carne bovina brasileira chegou a 179 países em 2025, e 137 deles aumentaram as compras em relação a 2024, consolidando o Brasil como principal fornecedor global de proteína vermelha.
Fonte: Pensar Agro
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Fertilizantes recuam no mercado internacional e produtores mantêm cautela nas compras para a próxima safra
O mercado global de fertilizantes registrou novos ajustes nos preços nos últimos dias, com destaque para a ureia, que voltou a operar em níveis inferiores aos observados antes da escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O movimento reflete um cenário de maior cautela entre compradores e vendedores, diante das incertezas sobre a oferta internacional e das decisões dos principais países exportadores.
Segundo análise da StoneX, o comportamento do mercado continua fortemente influenciado pela política comercial da China, especialmente em relação aos preços mínimos de exportação e à possível ausência do país na atual rodada de compras promovida pela Índia, um dos maiores consumidores mundiais de fertilizantes.
Ureia lidera movimento de queda
A ureia foi o fertilizante que apresentou os recuos mais significativos nas últimas negociações internacionais.
Após registrar altas impulsionadas pelas preocupações com o conflito no Oriente Médio, o produto perdeu força e retornou aos patamares observados antes da elevação da tensão geopolítica. A correção indica uma redução da pressão compradora e maior expectativa do mercado em relação ao equilíbrio entre oferta e demanda nos próximos meses.
Além disso, a indefinição sobre a participação da China nas licitações indianas segue sendo um fator decisivo para a formação dos preços globais, já que qualquer alteração no fluxo de exportações pode impactar diretamente a disponibilidade do produto.
Fosfatados seguem sustentados pela demanda
No segmento dos fertilizantes fosfatados, o cenário permanece relativamente estável.
Mesmo com preços ainda considerados elevados, a demanda internacional continua apresentando resiliência, limitando movimentos mais expressivos de baixa. O equilíbrio entre oferta e consumo tem garantido sustentação às cotações, especialmente em mercados que já iniciaram o planejamento para as próximas safras.
Analistas avaliam que o comportamento dos fosfatados demonstra maior resistência às oscilações recentes observadas em outros nutrientes, mantendo um ambiente de negociações mais equilibrado.
Mercado brasileiro adota postura defensiva
No Brasil, os produtores rurais seguem cautelosos na aquisição de fertilizantes.
A estratégia predominante é de observação do mercado, com compras realizadas de forma pontual e apenas quando consideradas necessárias. A postura reflete tanto as incertezas sobre a evolução dos preços internacionais quanto a preocupação com os custos de produção diante das margens mais apertadas em diversas culturas.
O comportamento defensivo também está relacionado à expectativa de possíveis oportunidades de compra caso os movimentos de ajuste continuem nas próximas semanas.
Potássicos enfrentam demanda mais fraca
O mercado de fertilizantes potássicos apresenta menor intensidade nos movimentos de preços.
Segundo analistas, a demanda internacional relativamente enfraquecida tem limitado avanços mais expressivos nas cotações. Diferentemente da ureia, a influência da China sobre esse segmento é menos relevante, reduzindo o impacto das decisões do país sobre o mercado global.
No Brasil, o ritmo de compras também permanece moderado. Parte significativa da demanda já foi atendida anteriormente, o que reduz a necessidade imediata de novas aquisições por parte dos produtores.
Cenário exige atenção para planejamento da safra
Com os preços da ureia em ajuste, estabilidade nos fosfatados e mercado mais acomodado para os potássicos, produtores e distribuidores continuam monitorando atentamente os fatores internacionais que podem alterar a dinâmica dos fertilizantes.
Questões geopolíticas, políticas de exportação dos grandes fornecedores e o comportamento da demanda global seguirão determinando o rumo das cotações nos próximos meses, influenciando diretamente os custos de produção e o planejamento da próxima safra brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

