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Exportações de soja devem atingir 11,6 milhões de toneladas em fevereiro, segundo line-up portuário
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Brasil amplia embarques de soja e projeta novo recorde mensal
O line-up portuário, que reúne a programação oficial de embarques nos portos brasileiros, aponta que o Brasil deve exportar 10,69 milhões de toneladas de soja em grão em fevereiro de 2026, segundo levantamento da Safras & Mercado.
O volume supera as 9,58 milhões de toneladas registradas no mesmo mês de 2025, demonstrando o ritmo acelerado das exportações brasileiras neste início de ano.
Março deve concentrar maior volume de exportações
As projeções indicam que março de 2026 será o mês de maior fluxo de embarques, com estimativa de 11,67 milhões de toneladas de soja exportadas.
Em janeiro, os portos nacionais já haviam programado 2,44 milhões de toneladas, totalizando, entre janeiro e março de 2026, uma previsão de 24,8 milhões de toneladas embarcadas.
Para comparação, dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, no mesmo período de 2025, o Brasil havia exportado 7,49 milhões de toneladas, evidenciando o forte avanço nas operações logísticas do agronegócio neste ano.
Exportações de arroz seguem firmes pelo Porto de Rio Grande
Além da soja, o Brasil mantém um ritmo consistente de exportações de arroz. Segundo levantamento da Agência Marítima Williams Brasil, foram agendadas 190,98 mil toneladas de arroz para embarque entre 1º e 24 de fevereiro de 2026, pelo Porto de Rio Grande.
O relatório considera tanto as embarcações já atracadas quanto as que aguardam autorização para carregamento, reforçando o bom desempenho das exportações brasileiras também no segmento de cereais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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