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Exportações do Paraná avançam 3,5% em outubro e superávit comercial chega a US$ 2,3 bilhões

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As exportações do Paraná somaram US$ 2 bilhões em outubro de 2025, registrando crescimento de 3,53% em relação ao mesmo período de 2024, quando totalizaram US$ 1,94 bilhão. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pelo Ipardes.

Mesmo diante de sobretaxas aplicadas pelos EUA sobre produtos paranaenses, o desempenho demonstra a capacidade do Estado de superar obstáculos e expandir a atuação em mercados internacionais.

Crescimento expressivo em destinos estratégicos

O Paraná registrou fortes altas nas exportações para diversos países em outubro:

  • Espanha: +189,2%
  • Filipinas: +181,7%
  • Arábia Saudita: +110%
  • Irã: +44,8%
  • China: +35%

O avanço reflete a diversificação de mercados e a inserção em novos compradores, reduzindo dependência de destinos tradicionais.

Produtos com maior aumento nas vendas externas

Os setores que mais se destacaram foram:

  • Derivados de petróleo: +295,9%
  • Açúcar bruto: +76,8%
  • Celulose: +62,3%
  • Cereais: +55,5%
  • Café solúvel: +39,7%

No caso do café solúvel, o aumento ocorreu mesmo diante da tarifa de 50% imposta pelos EUA, tradicional importador. A Rússia assumiu a liderança nas compras, com US$ 8,52 milhões, superando os EUA (US$ 5,42 milhões).

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Acumulado de janeiro a outubro: Paraná mantém posição de destaque

No acumulado de 2025 até outubro, o Paraná exportou US$ 19,7 bilhões, com destaque para:

  • Soja em grãos: US$ 4 bilhões
  • Carne de frango in natura: US$ 2,9 bilhões
  • Farelo de soja: US$ 1 bilhão
  • Açúcar bruto: US$ 951 milhões

O Estado se consolidou como sexto maior exportador do Brasil, com os principais destinos sendo: China (23,3%), Argentina (8,2%), EUA (5,4%) e México (4%). O comércio com a Índia cresceu 39,2%, passando de US$ 358 milhões para US$ 499 milhões, enquanto as vendas para a Argentina avançaram 69%, de US$ 958 milhões para US$ 1,6 bilhão.

Exportações impulsionam economia, empregos e renda

Segundo Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, os resultados demonstram a competência dos exportadores paranaenses e a importância das vendas externas para o crescimento econômico do Estado.

Para Ulisses Maia, secretário de Planejamento, o aumento das exportações também reflete maior produção, geração de empregos e elevação de salários, contribuindo para o fortalecimento da economia local.

Superávit na balança comercial do Paraná

O Paraná encerrou outubro com superávit comercial de US$ 2,3 bilhões, resultado de US$ 19,7 bilhões em exportações e US$ 17,3 bilhões em importações, predominantemente de fertilizantes e autopeças. O saldo positivo reforça a competitividade do Estado no comércio internacional.

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Balança comercial até outubro

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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