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Exportações do Paraná disparam no 1º trimestre de 2025 com destaque para carnes, cereais e automóveis
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Crescimento expressivo das exportações paranaenses
As exportações do Paraná registraram aumento significativo no primeiro trimestre de 2025, com destaque para os segmentos de carnes suína e de frango in natura, cereais e automóveis, que apresentaram crescimento superior a 20% em comparação ao mesmo período de 2024. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e foram organizados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), por meio do informativo “Comércio Exterior Paranaense – Exportação”, divulgado na segunda-feira (14/04).
Frango in natura lidera as exportações do Estado
Principal produto da pauta de exportações do Paraná, o frango in natura teve aumento de 23% nas vendas internacionais, passando de US$ 814 milhões no primeiro trimestre de 2024 para US$ 1 bilhão em 2025. A participação desse item na balança comercial estadual cresceu de 14,8% para 18,8%. O Paraná mantém a liderança nacional na produção de frangos, respondendo por 34,2% do total produzido no Brasil.
Exportação de carne suína quase dobra
O desempenho da carne suína in natura foi ainda mais expressivo, com alta de 89,5% nas exportações, saindo de US$ 64 milhões entre janeiro e março de 2024 para US$ 121 milhões no mesmo intervalo de 2025. A participação do produto na pauta de exportações do Estado passou de 1,2% para 2,3%. O Paraná, segundo maior produtor de suínos do Brasil, reduziu a diferença em relação a Santa Catarina, atingindo 21,5% dos abates nacionais em 2024.
Cereais seguem em ritmo de alta nas exportações
As vendas externas de cereais também apresentaram expansão, com crescimento de 20,9% em relação ao ano anterior. O valor exportado subiu de US$ 215 milhões para US$ 260 milhões, elevando sua participação na pauta exportadora do Estado para 4,9%.
Exportações de automóveis mais que dobram
O maior avanço proporcional foi registrado no setor de automóveis, com aumento de 130,4% no valor exportado. As vendas cresceram de US$ 72 milhões no primeiro trimestre de 2024 para US$ 167 milhões em igual período de 2025. A participação dos veículos na balança comercial do Estado passou de 1,3% para 3,1%. O Paraná é atualmente o segundo maior polo automotivo do país.
Paraná entre os maiores exportadores do país
Com esse desempenho, o total exportado pelo Paraná entre janeiro e março de 2025 alcançou US$ 5,3 bilhões, colocando o Estado na quinta posição entre as unidades da Federação, com 5,3% de participação nas exportações nacionais, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Mato Grosso.
Principais destinos das exportações paranaenses
A China foi o principal destino das exportações do Paraná, absorvendo 21,9% do total. Na sequência, aparecem Argentina (6,9%), Estados Unidos (6,7%) e México (4,1%). Outros mercados relevantes, com participação entre 2% e 3%, foram Irã, Paraguai, Bangladesh, Chile, Emirados Árabes Unidos e Índia.
Exportações impulsionam o desenvolvimento regional
Para o secretário de Planejamento do Paraná, Ulisses Maia, as exportações desempenham papel estratégico no desenvolvimento econômico do Estado, uma vez que geram empregos e renda em diversas regiões. “As exportações são uma vocação paranaense, envolvendo praticamente todas as regiões do Estado”, afirmou.
Oportunidades no cenário internacional
De acordo com Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, o Paraná pode ampliar sua presença no mercado internacional, mesmo diante de desafios como as barreiras tarifárias e as disputas comerciais globais. “Há oportunidades que podem ser abertas ao Paraná, principalmente no segmento de commodities agropecuárias, com a substituição, favoravelmente ao Estado, de fornecedores para grandes mercados”, analisou.
O desempenho positivo reafirma a força da economia paranaense e sua competitividade nos principais mercados globais, com destaque para os setores agropecuário e industrial.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Brasil exporta menos café em volume, mas mantém faturamento com preços elevados
O Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os embarques somaram 43 milhões de sacas.
Apesar da redução na quantidade exportada, o desempenho financeiro do setor se manteve praticamente estável. A receita acumulada atingiu US$ 13,6 bilhões, levemente abaixo dos US$ 13,7 bilhões registrados na temporada 2024/25. O resultado evidencia que a valorização do grão no mercado internacional compensou a menor disponibilidade do produto brasileiro.
Preços altos sustentam receita mesmo com queda nas exportações
De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho do café brasileiro ao longo da safra 2025/26 foi impactado por uma combinação de fatores, especialmente a menor produção e os estoques internos historicamente reduzidos.
Com a oferta limitada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado ao longo do ciclo, o que reduziu significativamente os volumes remanescentes para negociação. Em paralelo, os preços elevados permitiram maior capitalização dos produtores, que não demonstraram necessidade de acelerar a venda dos estoques restantes.
Esse cenário contribuiu para a queda nos embarques, mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade no mercado internacional.
Nova safra avança, mas impacto nas exportações será gradual
Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar ritmo em maio, impulsionando o avanço das negociações no mercado interno. No entanto, o impacto desse novo ciclo ainda não aparece de forma significativa nos dados de exportação.
Isso ocorre porque o café recém-colhido precisa passar por etapas de preparo, secagem e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Dessa forma, o reflexo da nova safra sobre os volumes exportados deve ocorrer de maneira gradual ao longo dos próximos meses.
O Cepea avalia que parte desse movimento já pode ser percebida nos dados de junho, embora ainda de forma parcial, com tendência de aumento progressivo na oferta exportável conforme a safra avança.
Perspectivas para o setor cafeeiro brasileiro
O comportamento recente do mercado reforça o papel dos preços internacionais como principal fator de sustentação da receita do setor cafeeiro brasileiro em um cenário de menor oferta. Ao mesmo tempo, a transição para a nova safra tende a redefinir o equilíbrio entre volume e valor nas exportações nos próximos meses.
Com a entrada gradual da produção 2026/27 no mercado, a expectativa é de recuperação parcial dos embarques, ainda que condicionada ao ritmo de beneficiamento e à dinâmica de demanda global pelo café brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


