AGRONEGOCIOS
Feijão volta a ganhar força e atinge maior preço em nove meses, aponta Cepea
AGRONEGOCIOS
Os preços do feijão voltaram a subir no início de 2026, alcançando os maiores níveis dos últimos nove meses, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). A retomada é observada tanto no feijão carioca quanto no feijão preto, impulsionada pela menor oferta disponível no mercado interno.
Feijão carioca atinge maior valor desde outubro
De acordo com o levantamento do Cepea, o feijão carioca com notas 9,0 ou superiores alcançou, em janeiro, o maior preço dos últimos três meses. Já as variedades com notas 8,0 e 8,5 voltaram aos níveis mais altos desde abril de 2025, reforçando a tendência de valorização do grão no varejo e no atacado.
Feijão preto também registra alta expressiva
O mesmo movimento é observado no mercado do feijão preto, que atingiu as maiores médias de preços desde abril de 2025. A demanda firme e a escassez de oferta têm sustentado a valorização do produto nas principais regiões produtoras do país.
Oferta limitada impulsiona preços
Segundo os pesquisadores do Cepea, a principal razão para a alta está na redução da oferta da primeira safra, somada à expectativa de menor área plantada na segunda safra, atualmente em fase de cultivo. Essa combinação tem mantido o mercado mais ajustado e favorecido o avanço das cotações.
Perspectivas para o setor
Apesar dos custos de produção e das incertezas climáticas, os preços mais altos podem estimular parte dos produtores a investir na segunda safra de feijão. Por outro lado, a valorização tende a elevar os preços no atacado e no varejo, atraindo compradores e intensificando a disputa pelos lotes disponíveis, o que pode sustentar novas altas nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Pescado na mesa, saúde no prato: lançamento da Semana do Pescado
De 1º a 15 de setembro será realizada a Semana do Pescado 2026. Criada em 2003 pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), a iniciativa se firma como uma forma de incentivar o consumo de peixes, crustáceos e moluscos em todo o Brasil. Também tem o objetivo de valorizar o empreendedorismo pesqueiro.
“Nós precisamos universalizar o consumo do pescado no Brasil. O setor produtivo está muito organizado. São pescadores, armadores, feiras e empresas que envolvem essa cadeia. O pescado brasileiro precisa estar na nossa mesa. Que a nossa população possa consumir o pescado que é altamente nutritivo”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.
A Campanha propõe que as pessoas criem o hábito de incluir o consumo do pescado ao menos uma vez por semana. A mobilização envolve as entidades: Confederação Nacional da Indústria (CNI), Confederação Nacional do Comércio (CNC), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Associação Brasileira de Fomento ao Pescado (Abrapes), Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP) e Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC).
Pilares da Campanha:
– Saúde: foco técnico no bem-estar e nutrição;
– Curiosidade: descoberta de novas espécies e preparos.
– Prazer: a gastronomia como experiência de celebração e
– Hábito: consistência na rotina alimentar brasileira.
Segundo o Painel Unificado do Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), no Brasil, há 1.776.366 pescadores, 35.442 aquicultores, 4.018 armadores, 1.069 empresas pesqueiras e 25.533 embarcações de pesca.
Ana Célia Costa
Ministério da Pesca e Aquicultura



