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Frio e umidade afetam produção de morangos no RS e elevam preços ao consumidor
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Clima desfavorável prejudica lavouras de morango no RS
O excesso de umidade e as baixas temperaturas registradas no Rio Grande do Sul têm causado prejuízos à produção de morangos em várias regiões do estado. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (3), as perdas se concentram especialmente nas áreas laterais das estufas, onde os impactos climáticos são mais intensos.
Perdas e queda na qualidade em Caxias do Sul
Na região de Caxias do Sul, produtores relataram perdas significativas de flores e frutos, além de uma redução na qualidade dos morangos colhidos. As frutas apresentam coloração mais clara e sabor mais ácido. A Emater/RS-Ascar explica que o desenvolvimento das mudas plantadas entre abril e maio está sendo comprometido pelas condições adversas, o que também tem elevado a necessidade de aplicações de fungicidas para conter a pressão de doenças.
Preços em alta com oferta reduzida
A oferta limitada de morangos está pressionando os preços em diferentes canais de comercialização. O valor do quilo da fruta in natura, vendida diretamente ao consumidor, varia entre R$ 35,00 e R$ 50,00. Já os produtos congelados são comercializados entre R$ 12,00 e R$ 15,00/kg. Nas centrais de abastecimento (Ceasas), o quilo tem sido negociado entre R$ 25,00 e R$ 40,00.
Para atender à demanda, produtores de Nova Petrópolis relataram que cargas vindas de Minas Gerais estão sendo distribuídas em municípios da Serra gaúcha, como Feliz e Caxias do Sul.
Produção em Pelotas e dificuldades com mudas importadas
Em Pelotas, cultivares de dias neutros em segundo ano, além das variedades de plantio precoce, iniciaram a floração e frutificação. As primeiras colheitas estão sendo comercializadas em feiras municipais, com preços entre R$ 30,00 e R$ 40,00 o quilo.
No entanto, mudas importadas da Espanha, Argentina e Chile ainda estão em fase inicial de desenvolvimento. A Emater/RS-Ascar também registrou perdas entre as mudas nacionais e estrangeiras, atribuídas a falhas no transporte, problemas fitossanitários e dificuldades logísticas. O clima úmido tem favorecido a proliferação de pragas e doenças, como os ácaros, agravando ainda mais os prejuízos dos produtores.
Perspectiva preocupante
Diante desse cenário, a produção de morangos no Rio Grande do Sul enfrenta uma conjuntura desafiadora, marcada por perdas nas lavouras, aumento dos custos com defensivos e elevação nos preços ao consumidor. A expectativa do setor é de que o clima volte a colaborar para a retomada da qualidade e da produtividade nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado
A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.
O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.
Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.
A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.
A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.
Fonte: Pensar Agro
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