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GreenLight Biosciences, líder mundial em RNA para agricultura, inicia operações no Brasil
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A GreenLight Biosciences, empresa pioneira em biotecnologia, especializada em soluções baseadas em RNA para a agricultura, anuncia sua chegada ao Brasil, um passo significativo em sua missão de levar tecnologias de proteção de cultivos de última geração aos agricultores de um dos maiores mercados agropecuários do mundo.
Sediada nos Estados Unidos, a GreenLight está expandindo suas operações para países estratégicos produtores de alimentos, oferecendo produtos de alto desempenho, incluindo uma tecnologia exclusiva de RNA, segura para pessoas, animais e o meio ambiente. A empresa trará ao Brasil um portfólio diversificado de inseticidas, fungicidas e herbicidas, com o país se tornando o centro de operações da companhia para a América Latina.
“O agronegócio brasileiro possui um potencial imenso, e nosso plano estratégico visa o crescimento no país, com investimentos contínuos”, afirma o Dr. Andrey Zarur, CEO da GreenLight Biosciences no Brasil. “Estamos cientes dos desafios enfrentados pelos agricultores brasileiros, que impactam diretamente a produtividade, e estamos comprometidos em oferecer soluções acessíveis, eficazes e sustentáveis que ajudem na proteção das lavouras e na gestão integrada das propriedades.”
Reconhecida globalmente pela sua liderança em pesquisa, desenvolvimento e fabricação, a GreenLight Biosciences se destaca em publicações científicas e detém diversas patentes, incluindo novos processos de fabricação de RNA, permitindo-lhe oferecer produtos a custos competitivos aos agricultores.
“Somos a única empresa do mundo com produtos à base de RNA já disponíveis no mercado. Não se trata de um plano, mas de uma realidade”, declara Areadne Zorzetto, responsável pela área de Marketing e Vendas na América Latina. No Brasil, a companhia já comercializa o FortivanceTM, um adjuvante potencializador para inseticidas, e realiza experimentos para o registro do primeiro produto à base de RNA.
A tecnologia de RNA da GreenLight Biosciences é altamente seletiva, preservando insetos benéficos e a biodiversidade. O produto foi desenvolvido para degradação rápida no ambiente, protegendo a saúde do solo e a qualidade da água. Com um novo modo de ação, a tecnologia oferece uma solução eficaz para o controle de pragas, especialmente em propriedades onde a resistência aos pesticidas convencionais tem sido um desafio para os agricultores.
No mercado norte-americano, a GreenLight Biosciences já tem obtido resultados expressivos. Seu biopesticida Calantha® representa 10% dos insumos utilizados no combate ao besouro da batata do Colorado, um inseto responsável por prejuízos milionários globalmente. O produto age de forma similar aos pesticidas químicos tradicionais, podendo ser aplicado com os mesmos equipamentos e oferecendo uma nova abordagem para o manejo de resistência.
A entrada da GreenLight Biosciences no Brasil é respaldada por um investimento estratégico de US$ 25 milhões da Just Climate, empresa focada em soluções para setores com elevada emissão de gases de efeito estufa. A Just Climate conta com um conselho consultivo local que possui vasta experiência no agronegócio brasileiro, incluindo Marcos Jank, professor de Agronegócio Global do Insper, e Pedro Fernandes, head de Agronegócio do Itaú BBA. O objetivo do investimento é consolidar a presença da empresa no Brasil a longo prazo, com o lançamento de novos produtos e ampliar o acesso dos agricultores a soluções inovadoras.
“O Brasil é um dos maiores produtores agrícolas do mundo e enfrenta desafios em termos de proteção dos cultivos. Por isso, estamos investindo em uma empresa sólida, capaz de introduzir tecnologias avançadas na agricultura. Nosso objetivo é conectar os produtores rurais com soluções sustentáveis e eficazes, fomentando parcerias duradouras no Brasil”, afirma Eduardo Mufarej, head de estratégia de Soluções Climáticas Naturais e co-Chief Investment Officer da Just Climate.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Safra de urucum impulsiona pequenas propriedades
A colheita do urucum avança nas principais regiões produtoras do país com preços entre R$ 12,50 e R$ 15 por quilo das sementes. No noroeste do Paraná, onde a produtividade pode chegar a 1,5 tonelada por hectare, a regularidade das chuvas favoreceu as lavouras depois de dois ciclos prejudicados pela seca.
Nas áreas de melhor desempenho, a combinação entre produtividade e preço representa uma receita bruta potencial de R$ 22,5 mil por hectare. O valor não desconta os gastos com implantação, adubação, manejo, mão de obra, colheita e beneficiamento das sementes.
O Brasil ocupa a liderança mundial na produção de urucum. Levantamento do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), elaborado com dados de 2020 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estimou uma colheita nacional de 13,6 mil toneladas, equivalente a aproximadamente 57% da produção global naquele ano.
São Paulo concentra o principal polo produtor do país, especialmente na Nova Alta Paulista. Municípios localizados entre Tupã e Panorama têm parte da economia agrícola ligada à cultura. Na região, a safra principal ocorre entre junho e agosto, com preços atuais entre R$ 12,50 e R$ 13 por quilo.
No Paraná, o cultivo comercial ganhou espaço a partir da década de 1980 e encontrou condições favoráveis nos municípios do noroeste. A combinação entre solo arenoso, elevada luminosidade e temperaturas adequadas permitiu o desenvolvimento da atividade, principalmente em pequenas propriedades.
A colheita paranaense começa em março nas áreas mais precoces, atinge o maior volume entre junho e julho e pode seguir até setembro. A estimativa consolidada da produção regional deverá ser conhecida em outubro, depois do encerramento dos trabalhos nas lavouras.
Levantamentos locais indicam produtividade entre 800 e 1.500 quilos de sementes por hectare, dependendo da variedade, da idade das plantas, dos tratos culturais e das condições climáticas. A melhora dos preços também estimulou a retomada dos investimentos em adubação e manutenção das áreas.
A maior parte dos agricultores utiliza as variedades Piave tradicional e Piave anão. A primeira forma árvores de maior porte. A segunda apresenta plantas mais baixas, característica que facilita o acesso às cápsulas e reduz o esforço necessário durante a colheita.
Segundo especialistas, o porte das plantas é um fator importante principalmente nas propriedades que dependem de mão de obra familiar. A uniformidade da maturação e a disposição dos galhos também interferem na velocidade da colheita e no aproveitamento das sementes.
O urucum tem espaço em áreas nas quais a produção de soja ou milho em grande escala encontra limitações econômicas e operacionais. Em propriedades de até dez hectares, a cultura pode complementar a renda obtida com a pecuária leiteira e outras atividades.
A colheita é semimecanizada. As cápsulas são retiradas dos galhos e encaminhadas para equipamentos que fazem a separação das sementes. O processo ainda exige participação considerável de trabalhadores, o que torna o custo e a disponibilidade de mão de obra pontos importantes no planejamento.
Os frutos do urucuzeiro são cápsulas revestidas por espinhos maleáveis. Em seu interior ficam as sementes cobertas por um pigmento avermelhado utilizado na fabricação de colorau e de corantes naturais.
A bixina, principal pigmento extraído das sementes, abastece sobretudo a indústria de alimentos. A substância é empregada na coloração de queijos, embutidos, massas, molhos, bebidas, sorvetes, doces e outros produtos.
A matéria-prima também possui aplicações nas indústrias cosmética, química, têxtil e de vernizes. A procura por corantes de origem natural ajuda a sustentar o mercado, mas a remuneração depende da qualidade das sementes e do conteúdo de pigmento.
O teor de bixina é um dos principais critérios avaliados pela indústria. Sementes com maior concentração proporcionam melhor rendimento no processamento, o que aumenta a importância da escolha da variedade e do manejo correto da lavoura.
Pesquisas conduzidas pelo Instituto Agronômico (IAC), ligado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), buscam desenvolver plantas que reúnam porte reduzido, maior produtividade, elevado teor de bixina e resistência às principais doenças.
Entre os problemas acompanhados está o oídio, doença identificada pela formação de uma camada esbranquiçada nas folhas. Quando não controlada, pode reduzir a capacidade de desenvolvimento das plantas e afetar o potencial produtivo.
Os estudos também avaliam espaçamento, arquitetura das plantas, adaptação regional e diversidade genética. O instituto mantém um banco de germoplasma com 378 genótipos, utilizados na seleção de materiais com características de interesse dos agricultores e da indústria.
Por ser uma cultura perene, o urucum exige planejamento de longo prazo. A implantação das mudas deve ser feita preferencialmente entre a primavera e o verão, quando o período chuvoso favorece o crescimento inicial.
Antes de iniciar o cultivo, o produtor precisa avaliar a existência de compradores, a distância até as unidades de beneficiamento e a disponibilidade de trabalhadores. Ao contrário das grandes commodities, o urucum possui um mercado mais restrito e depende de canais comerciais organizados.
A produtividade elevada e os preços próximos de R$ 15 por quilo melhoram as perspectivas desta safra. Para as pequenas propriedades, a cultura representa uma alternativa de diversificação, mas o resultado depende de assistência técnica, qualidade das sementes, eficiência na colheita e segurança na comercialização.
Fonte: Pensar Agro


