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Guerra comercial acelera uso estratégico do crédito no agronegócio brasileiro
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Tarifas elevadas dos EUA pressionam o agro brasileiro
A decisão do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 104% sobre produtos chineses e aplicar novas taxas de 10% sobre itens do agronegócio brasileiro — como carne bovina industrializada, suco de laranja e café verde — acendeu um alerta sobre a competitividade do setor agroexportador nacional. As justificativas de Trump se concentram em proteger a indústria americana e reduzir o déficit comercial, estimado em cerca de US$ 1 trilhão anuais. No entanto, diante da crescente pressão sobre margens e do risco de perda de mercado, os exportadores brasileiros precisam reagir com agilidade.
Crédito se torna ferramenta estratégica diante do novo cenário
Nesse contexto de guerra comercial, o crédito passa a ser um instrumento vital para que o agronegócio brasileiro se adapte às novas exigências globais. A necessidade de capital para financiar ajustes regulatórios e buscar novos mercados se intensifica. Segundo Volnei Eyng, CEO da gestora Multiplike, “o crédito pode ser usado para financiar a diversificação de mercados, cobrir custos de adaptação regulatória e até para investir em industrialização local, aumentando o valor agregado do produto exportado”.
Agregação de valor exige novos formatos de financiamento
Para reduzir a dependência de commodities in natura, muitas empresas do setor têm apostado na industrialização e em estratégias de diferenciação. Isso inclui desde o processamento mínimo — como carnes industrializadas ou sucos concentrados — até a aplicação de rótulos premium voltados a nichos mais exigentes do mercado internacional. Essas iniciativas, no entanto, exigem linhas de crédito mais flexíveis do que as oferecidas por instituições tradicionais. “É aqui que entram estruturas modernas, como as gestoras de crédito privado, que conseguem oferecer soluções mais ágeis e adaptadas às demandas do setor”, explica Eyng.
Sistema tradicional de crédito revela gargalos
A crise atual escancarou uma fragilidade no modelo convencional de financiamento: a lentidão e a rigidez dos processos bancários. Em um cenário de alta volatilidade econômica e urgência nas respostas, a morosidade do crédito tradicional pode comprometer a competitividade das empresas. “Estamos vendo companhias que precisam reagir em semanas, não em meses. O crédito precisa acompanhar essa velocidade”, alerta Eyng.
Gestoras ganham protagonismo na oferta de crédito ao agro
Em 2024, o volume de crédito destinado ao agronegócio brasileiro foi de R$ 52,3 bilhões. Entretanto, com o recuo do governo federal no financiamento rural, as gestoras de recursos têm ganhado espaço como alternativa relevante. Eyng destaca que estruturas como os fundos multicedente e multissacado já são utilizados para financiar indústrias de fertilizantes e distribuidoras, proporcionando prazos maiores para aquisição de insumos pelos produtores.
FIDCs e nova regulação impulsionam crédito privado no campo
O crescimento do mercado de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), impulsionado pela Resolução CVM e por um ambiente regulatório mais moderno, tem ampliado a oferta de funding disponível para o agronegócio. Essa expansão reforça o papel das gestoras como elo estratégico na cadeia de financiamento, permitindo que o setor se reposicione e mantenha sua relevância no cenário global, mesmo em meio a turbulências comerciais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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FAO en Alter do Chão: Gobierno de Brasil participa en los debates sobre el sector de la acuicultura
El Ministerio de Pesca e Aquicultura (MPA) estuvo presente este lunes (10) en Alter do Chão, distrito de Santarém (PA), representado por el ministro Edipo Araujo. Él participó en el evento organizado por la Organización de las Naciones Unidas para la Alimentación y la Agricultura (FAO), con el apoyo de INFOPESCA y la Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Esta es la primera vez que este evento se realiza en el municipio.
El ministro participó en el taller “Estado y perspectivas futuras de las principales especies de peces comerciales cultivadas en la cuenca amazónica”. La iniciativa busca intercambiar conocimientos técnicos actualizados, analizar desafíos comunes y explorar oportunidades de cooperación regional enfocadas en el desarrollo sostenible de la acuicultura de especies nativas. El enfoque abarca especies nativas de alto valor productivo y comercial, como el tambaqui (Colossoma macropomum), el pirarucú (Arapaima gigas), el pacú y el paco (Piaractus spp.), el matrinxã (Brycon spp.), el bagre amazónico (Pseudoplatystoma spp.), así como variedades híbridas.

- FAO
Foto: Cláudio Braga
En consecuencia, el taller contribuye a la elaboración de recomendaciones para el sector. “Actualmente, la acuicultura brasileña alcanza alrededor de 882,3 mil toneladas anuales, superando la producción de la pesca extractiva, que registra aproximadamente 485,7 mil toneladas por año. Estas cifras indican la creciente participación de la actividad acuícola en la oferta de pescado, en la conservación de los stocks pesqueros naturales, en la seguridad alimentaria y nutricional, en el desarrollo regional y en la generación de ingresos para las familias, especialmente para las mujeres, destacó Edipo.
Por la tarde, el ministro participó en una mesa redonda en la Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), donde se abordaron temas relacionados con las políticas públicas y las perspectivas para la pesca y la acuicultura. La agenda también incluyó una visita técnica al Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), campus de Santarém.
Leia a versão em Português aqui.
Ana Célia Costa
Ministério da Pesca e Aquicultura



