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Ibovespa opera com leve baixa em meio à repercussão do decreto do IOF e PEC dos Precatórios
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Ibovespa inicia o dia em leve queda
O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, abriu esta quinta-feira (17) em leve baixa, refletindo a cautela dos investidores diante de decisões recentes do governo e do cenário político-econômico. Às 10h08, o índice recuava 0,06%, aos 135.438,35 pontos.
Mercado repercute decisão sobre o IOF e PEC dos Precatórios
Entre os fatores que influenciam o humor do mercado está a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que validou parcialmente o decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Além disso, os investidores acompanham o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, que foi aprovada em primeiro turno no Senado e traz impactos relevantes sobre as contas públicas.
Tensões comerciais com os Estados Unidos no radar
O mercado também monitora a possível resposta do Brasil às tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos como aço e alumínio. A reação do governo brasileiro a essas medidas pode gerar impactos nas relações comerciais e no desempenho de empresas exportadoras.
Indicadores econômicos movimentam cenário interno e externo
Na agenda internacional, os dados econômicos dos Estados Unidos ganham destaque, com foco especial nos indicadores de emprego e nas vendas no varejo, que podem influenciar as decisões de política monetária do Federal Reserve.
Já no Brasil, o destaque do dia é o IGP-10, divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), que registrou recuo de 1,65% em julho. A queda foi puxada por uma retração generalizada nos preços ao produtor, sinalizando menor pressão inflacionária no atacado.
Contratos futuros indicam cautela no curto prazo
Apesar da leve queda do Ibovespa no mercado à vista, o contrato futuro do índice com vencimento mais curto, em 13 de agosto, apresentava alta de 0,1% no mesmo horário. O movimento indica que os investidores seguem avaliando os desdobramentos dos fatores políticos e econômicos antes de uma tomada de posição mais firme.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril
O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.
Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços
A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.
No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.
O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.
Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante
No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:
- Paraná: +20%
- Rio Grande do Sul: +25%
Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.
Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.
Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade
A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.
No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.
Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.
Câmbio limita repasse da alta internacional
Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.
A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.
Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio
A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.
No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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