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illycaffè registra crescimento recorde em 2024 e amplia rentabilidade pelo terceiro ano consecutivo
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A illycaffè S.p.A. encerrou 2024 com resultados financeiros históricos, consolidando-se como uma das principais marcas de café super-premium no mercado global. Pelo terceiro ano consecutivo, a empresa registrou um crescimento expressivo na rentabilidade, com aumento de 19% no EBITDA e alta de 42% no lucro líquido em relação a 2023.
O Conselho de Administração da illycaffè aprovou as Demonstrações Financeiras de 2024, que refletem o avanço sustentado da companhia nos principais mercados e canais de distribuição.
Crescimento consistente impulsionado por expansião global
As receitas consolidadas do grupo atingiram 630 milhões de euros, um aumento de 6% em relação ao ano anterior, impulsionado pelo crescimento orgânico nos principais mercados, como Itália, Estados Unidos, Espanha, França e Reino Unido. O aumento dos volumes de venda e a estratégia de expansão internacional foram fundamentais para esse desempenho positivo.
A margem operacional bruta (EBITDA) alcançou 110 milhões de euros, um crescimento de 19%, elevando a margem EBITDA para 17,5% das receitas, um aumento de 1,9 pontos percentuais em relação a 2023. Já o lucro operacional (EBIT) atingiu 61 milhões de euros, um avanço de 50% em relação ao ano anterior, impulsionado pelo crescimento do EBITDA e pela redução do impacto da depreciação nas receitas líquidas.
O lucro líquido ultrapassou 33 milhões de euros, um aumento de 42% em comparação a 2023, acompanhando a forte evolução do EBIT. A posição financeira líquida ficou em 109 milhões de euros, representando uma melhoria de 10% em relação ao ano anterior.
Reconhecimento aos colaboradores e investimentos estratégicos
Como reconhecimento ao desempenho excepcional da equipe, a illycaffè concederá um bônus extraordinário de 1 milhão de euros a mais de 1.000 colaboradores em todo o mundo.
A forte geração de caixa da empresa permitiu investimentos estratégicos voltados à expansão da capacidade produtiva, ao fomento da inovação sustentável e à aceleração da transformação digital. A relação PFN/EBITDA foi de 1x, refletindo uma redução de 0,3 pontos percentuais em comparação com 2023.
Projeções e desafios para 2025
A CEO da illycaffè, Cristina Scocchia, celebrou os resultados e reforçou a estratégia da empresa para os próximos anos:
“2024 marcou o terceiro ano consecutivo de crescimento robusto, com aumento significativo do EBITDA e do lucro líquido, apesar dos desafios macroeconômicos e do aumento dos custos das matérias-primas. Reafirmamos nosso compromisso com a inovação sustentável e com a expansão internacional. Em reconhecimento ao empenho de nossos colaboradores, concedemos um bônus extraordinário de 1 milhão de euros. Para 2025, enfrentamos desafios decorrentes do aumento dos custos do café verde, que dobraram após um crescimento de 40% em 2024. Seguiremos investindo na inovação e na expansão global, com um plano de investimentos de 120 milhões de euros para ampliar nossa capacidade produtiva e logística em Trieste.”
Destaque no mercado global e avanço nos canais de distribuição
Em 2024, todos os principais mercados da illycaffè registraram crescimento. A empresa fortaleceu sua liderança na Itália no segmento de café super-premium, enquanto na Europa o avanço foi impulsionado por Espanha, França e Reino Unido. Nos Estados Unidos, mercado prioritário para o grupo, o crescimento foi de 11% em relação a 2023, com destaque para as vendas online, que cresceram 18%.
Nos canais de distribuição, o segmento Ho.Re.Ca. (hotéis, restaurantes e cafeterias) cresceu aproximadamente 6%, especialmente na Itália, Estados Unidos, Espanha e França. A Distribuição Moderna registrou um crescimento significativo de 10%, com avanços expressivos na Itália, Estados Unidos, Reino Unido e Espanha.
Com um crescimento sustentado e investimentos estratégicos, a illycaffè reforça sua posição como uma das principais marcas de café super-premium no mundo, preparando-se para um futuro de expansão e inovação no setor cafeeiro global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Alta do petróleo e avanço dos biocombustíveis elevam preços internacionais dos alimentos
A nova alta dos preços internacionais dos alimentos acendeu um alerta, e também abriu oportunidades, para o agronegócio brasileiro. Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostra que os alimentos voltaram a subir em abril, puxados principalmente pelos óleos vegetais, em um movimento diretamente ligado à tensão no Oriente Médio, ao petróleo mais caro e ao avanço global dos biocombustíveis.
O Índice de Preços de Alimentos da FAO subiu 1,6% em abril e atingiu o maior nível desde fevereiro de 2023. Para o produtor brasileiro, porém, o dado mais importante está no comportamento do óleo de soja e das commodities ligadas à energia.
Com o aumento das tensões envolvendo o Irã e os riscos sobre o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, o mercado internacional passou a precificar possível alta nos combustíveis fósseis. Na prática, petróleo mais caro torna o biodiesel mais competitivo e aumenta a demanda por matérias-primas agrícolas usadas na produção de energia renovável.
É justamente aí que o Brasil ganha relevância. Maior produtor e exportador mundial de soja, o país também ampliou nos últimos anos sua indústria de biodiesel. Com a mistura obrigatória de biodiesel no diesel em níveis mais elevados, cresce a demanda interna por óleo de soja, fortalecendo toda a cadeia produtiva.
O efeito tende a chegar dentro da porteira. Preços internacionais mais firmes para óleo vegetal ajudam a sustentar as cotações da soja, melhoram margens da indústria e podem aumentar a demanda pelo grão brasileiro nos próximos meses.
Além disso, o cenário fortalece a estratégia de agregação de valor do agro nacional. Em vez de depender apenas da exportação do grão bruto, o Brasil amplia espaço na produção de farelo, óleo e biocombustíveis, segmentos mais ligados à industrialização e geração de renda.
Os cereais também registraram leve alta internacional em abril. Segundo a FAO, preocupações climáticas e custos elevados de fertilizantes continuam influenciando o mercado global de trigo e milho.
Mesmo assim, os estoques mundiais seguem relativamente confortáveis, reduzindo o risco de uma disparada mais intensa nos preços dos grãos neste momento. Outro ponto que interessa diretamente ao produtor brasileiro está na carne bovina. O índice internacional das proteínas animais bateu recorde em abril, impulsionado principalmente pela menor oferta de bovinos prontos para abate no Brasil.
Isso ajuda a sustentar os preços internacionais da proteína brasileira e reforça a competitividade do país em um momento de demanda firme no mercado externo. Na direção oposta, o açúcar caiu quase 5% no mercado internacional diante da expectativa de aumento da oferta global, especialmente por causa da perspectiva de produção elevada no Brasil.
A FAO também revisou para cima sua projeção para a safra mundial de cereais em 2025, estimada agora em 3,04 bilhões de toneladas — novo recorde histórico. O cenário mostra que o mercado global de alimentos continua abastecido, mas cada vez mais conectado ao comportamento da energia, da geopolítica e dos biocombustíveis. Para o agro brasileiro, isso significa que petróleo, conflitos internacionais e política energética passaram a influenciar diretamente o preço da soja, do milho, da carne e até a rentabilidade dentro da fazenda.
Fonte: Pensar Agro
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