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Importações de lácteos atingem recorde histórico no primeiro trimestre de 2025
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As importações brasileiras de lácteos alcançaram um recorde no primeiro trimestre de 2025, totalizando 590,83 milhões de litros em equivalente leite. O volume representa um aumento de 5,38% em comparação com o mesmo período do ano passado, conforme aponta a análise semanal divulgada nesta segunda-feira (7) pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Segundo o Imea, trata-se do maior volume já registrado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 1997. Além da quantidade recorde, os valores investidos nas aquisições externas também atingiram patamar inédito. “O valor gasto com essas compras foi o mais alto já observado para o período, totalizando US$ 279,87 milhões”, destaca o boletim.
Apesar do resultado expressivo no acumulado trimestral, as importações registraram retração no mês de março. No período, foram adquiridos 178,85 milhões de litros em equivalente leite, o que representa uma queda de 14,78% em relação ao volume de fevereiro.
De acordo com o instituto, essa redução mensal está associada à menor produção de leite nos principais países fornecedores, o que impactou a oferta internacional. “As compras provenientes da Argentina e do Uruguai recuaram 5,72% e 23,52%, respectivamente”, informa a análise. Em março, os volumes importados desses dois países somaram 106,32 milhões de litros e 54,64 milhões de litros em equivalente leite.
Os dados revelam uma dinâmica de mercado influenciada tanto por fatores sazonais quanto por movimentos de demanda interna, reforçando o papel das importações na composição do abastecimento nacional de lácteos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preço da tilápia sobe com oferta restrita e exportações alcançam maior volume de 2026
A baixa disponibilidade de peixes continuou sustentando os preços da tilápia no mercado brasileiro durante o mês de maio. Levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) aponta que a oferta restrita favoreceu novas altas em algumas das principais regiões produtoras acompanhadas pelo instituto.
Apesar da valorização observada em parte do mercado, algumas praças registraram recuo nos preços. Segundo pesquisadores do Cepea, a retração esteve relacionada ao enfraquecimento da demanda, especialmente pela redução das compras por parte dos frigoríficos, que adotaram uma postura mais cautelosa diante do cenário de consumo.
Oferta deve aumentar gradualmente nos próximos meses
De acordo com o Cepea, a partir de maio os peixes entram em uma fase de maior ganho de peso, fator que tende a ampliar gradualmente a oferta disponível para comercialização.
Esse movimento pode contribuir para um maior equilíbrio entre oferta e demanda ao longo do segundo semestre, reduzindo parte da pressão altista observada nos primeiros meses do ano.
Ainda assim, o setor segue atento à evolução dos custos de produção, ao ritmo de consumo no mercado interno e ao desempenho das exportações, fatores que continuarão influenciando a formação dos preços da proteína.
Exportações de tilápia atingem maior volume do ano
No comércio exterior, a piscicultura brasileira registrou resultados expressivos em maio. Os embarques de tilápia e produtos derivados alcançaram o maior volume exportado em 2026 e o mais elevado desde junho de 2025.
O desempenho reforça a competitividade da proteína brasileira no mercado internacional e demonstra a recuperação do fluxo comercial após um período de ajustes provocados por mudanças tarifárias e oscilações na demanda global.
Novas tarifas dos EUA preocupam setor
Apesar do avanço das exportações, o setor acompanha com atenção as recentes decisões do governo dos Estados Unidos relacionadas à política comercial.
Segundo o Cepea, a administração norte-americana anunciou novas tarifas de importação com previsão de entrada em vigor a partir de julho. A medida poderá impactar novamente a competitividade da tilápia brasileira no principal mercado comprador do produto.
Os Estados Unidos seguem como um dos destinos estratégicos para as exportações brasileiras de pescado, e eventuais barreiras comerciais podem influenciar o ritmo dos embarques nos próximos meses.
Perspectivas para a cadeia aquícola
O cenário para a tilapicultura brasileira combina fundamentos positivos e desafios relevantes. Enquanto a oferta ainda limitada sustenta os preços em diversas regiões e as exportações mostram forte desempenho, o mercado monitora o aumento gradual da produção interna e os possíveis efeitos das novas tarifas norte-americanas.
A evolução da demanda doméstica, o comportamento dos compradores internacionais e o ambiente comercial global deverão definir os rumos do setor ao longo do segundo semestre de 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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