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Indústria suinícola mantém cautela diante de queda nos preços e expectativa de demanda fraca

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A indústria de carne suína no Brasil seguiu atuando com cautela nas negociações com o mercado de animais vivos nesta semana. De acordo com o analista Allan Maia, da consultoria Safras & Mercado, o setor está atento ao desempenho dos preços no atacado, que não mostraram sinais de recuperação. O movimento reflete uma postura mais conservadora das empresas diante das condições de mercado.

Demanda enfraquecida pressiona os preços

Maia também destacou que a demanda final pode ser impactada negativamente pelo processo de descapitalização das famílias brasileiras, o que limita o consumo de proteínas como a carne suína. Essa pressão adicional na ponta do consumo ajuda a explicar a tendência de queda nos preços observada nos últimos dias.

Exportações seguem como fator positivo

Apesar do enfraquecimento da demanda interna, o fluxo de exportações de carne suína “in natura” do Brasil permanece aquecido. Esse bom desempenho no mercado externo tem ajudado a aliviar a oferta doméstica, funcionando como um fator de equilíbrio no setor.

Setor acompanha de perto os desdobramentos da gripe aviária

A indústria de carnes também acompanha com atenção os possíveis impactos da gripe aviária. Embora ainda não haja consequências diretas no setor de suínos, o mercado está em compasso de espera quanto a novos desdobramentos. “As medidas sanitárias estão sendo cumpridas rigorosamente”, afirmou Maia.

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Custo da ração pode favorecer suinocultores

Mesmo com o preço do suíno vivo andando de lado, os produtores estão mais otimistas. Segundo Maia, a expectativa de queda nas cotações do milho — principal insumo da alimentação animal — deve contribuir para o avanço das margens da atividade suinícola, trazendo alívio ao produtor.

Queda nos preços do suíno vivo e da carne no atacado

Levantamento semanal da Safras & Mercado apontou recuo nos preços do suíno vivo e nos principais cortes comercializados no atacado:

  • Suíno vivo (média nacional): de R$ 7,80 para R$ 7,77/kg
  • Corte de pernil (atacado): de R$ 14,23 para R$ 13,99/kg
  • Carcaça suína (atacado): de R$ 12,66 para R$ 12,54/kg
Preços regionais do suíno vivo
  • São Paulo (arroba): estável em R$ 162,00
  • Rio Grande do Sul: integração em R$ 6,60/kg; interior em R$ 8,25/kg
  • Santa Catarina: integração em R$ 6,60/kg; interior de R$ 8,15 para R$ 8,10/kg
  • Paraná: mercado livre de R$ 8,30 para R$ 8,20/kg; integração estável em R$ 6,65/kg
  • Mato Grosso do Sul: Campo Grande estável em R$ 7,70/kg; integração em R$ 6,60/kg
  • Goiânia: queda de R$ 8,40 para R$ 8,35/kg
  • Minas Gerais (interior): estável em R$ 8,60/kg; mercado independente de R$ 8,80 para R$ 8,70/kg
  • Mato Grosso (Rondonópolis): estabilidade em R$ 7,70/kg; integração em R$ 7,05/kg
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Exportações em alta impulsionam desempenho do setor

As exportações brasileiras de carne suína “in natura” totalizaram US$ 145,255 milhões em maio, até o dia 17 (11 dias úteis), com média diária de US$ 13,205 milhões. O volume embarcado foi de 56,749 mil toneladas, com média diária de 5,159 mil toneladas, e preço médio de US$ 2.559,80 por tonelada.

Em comparação com o mesmo mês de 2024, os dados mostram avanço:

  • Valor médio diário: alta de 32%
  • Volume médio diário: aumento de 18,2%
  • Preço médio: elevação de 11,6%

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Federarroz entra no STF contra regras do crédito rural e questiona resoluções do CMN

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A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) como amicus curiae em uma Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) movida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A iniciativa tem como foco contribuir com o debate jurídico sobre a suspensão dos efeitos de resoluções recentes do Conselho Monetário Nacional (CMN) que impactam diretamente o acesso ao crédito rural.

No centro da discussão estão as Resoluções nº 5.193/2024 e nº 5.268/2025, que alteraram dispositivos do Manual de Crédito Rural (MCR). As mudanças passaram a vigorar em 1º de abril deste ano e estabelecem restrições à concessão de financiamento para propriedades com área superior a quatro módulos fiscais, especialmente em casos de suposta supressão de vegetação nativa após 31 de julho de 2019.

De acordo com o diretor jurídico da Federarroz, Anderson Belloli, as novas exigências geram insegurança jurídica e podem comprometer o acesso dos produtores ao crédito. Segundo ele, a entidade busca demonstrar ao STF inconsistências na aplicação das normas, principalmente em regiões com características específicas, como o Bioma Pampa.

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Além da participação no processo, a Federarroz também solicitou audiência com o ministro Gilmar Mendes, relator da ação na Suprema Corte. O objetivo é apresentar argumentos técnicos e jurídicos que evidenciem os impactos das resoluções sobre a atividade agropecuária, especialmente para produtores gaúchos.

A movimentação reforça a preocupação do setor produtivo com o endurecimento das regras de financiamento rural e seus reflexos na produção agrícola, em um momento considerado estratégico para o planejamento das próximas safras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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