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Jalles Machado projeta processamento de quase 8 milhões de toneladas de cana na safra 2025/2026
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A Jalles Machado anunciou, nesta terça-feira (17), a expectativa de processar 7,943 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2025/2026. O volume representa um aumento de 1% em relação às 7,868 milhões de toneladas moídas no ciclo anterior.
Capacidade de produção deve aumentar para 88,3%
A empresa projeta uma elevação na capacidade de produção, que deve alcançar 88,3% na safra 2025/2026, contra 87,4% registrado no ciclo 2024/2025.
Produtividade por hectare apresenta leve queda
Apesar do crescimento na moagem, a produtividade média, medida em toneladas de cana por hectare (TCH), deve recuar 1,8%, ficando em 83,0 t/ha. Esse desempenho reflete variações entre as unidades da companhia: a unidade Santa Vitória prevê aumento de 8,1% na produtividade, enquanto as unidades Jalles Machado e Otávio Lage têm projeções de queda de 6,3% e 2,6%, respectivamente.
Alteração no mix de produção: açúcar ganha mais espaço
Um destaque para a safra 2025/2026 é a mudança na composição da produção. A participação do açúcar no portfólio da Jalles Machado deve subir de 44,6% para 54%, enquanto a do etanol deve cair de 55,4% para 46%.
Investimentos mantidos estáveis
A companhia planeja um investimento total (Capex) de R$ 746,7 milhões para a próxima safra, valor praticamente estável em relação aos R$ 744,3 milhões aplicados no ciclo anterior.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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ABCS propõe novas linhas de crédito e ampliação do INOVAGRO para o Plano Safra 2026/27
A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) encaminhou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) uma série de propostas para o Plano Safra 2026/2027. O documento reúne sugestões voltadas à ampliação do crédito rural, modernização das granjas e fortalecimento da competitividade da suinocultura brasileira.
As medidas defendidas pela entidade buscam adequar as linhas de financiamento às necessidades do setor, que demanda investimentos constantes em tecnologia, biosseguridade, automação e bem-estar animal.
Entre os principais pontos apresentados pela ABCS está a criação permanente de uma linha de crédito específica para retenção de matrizes suínas, com prazo de carência de dois anos para pagamento.
ABCS pede crédito específico para retenção de matrizes
Segundo a entidade, a suinocultura possui um ciclo produtivo mais longo em relação a outras cadeias pecuárias. O intervalo entre a inseminação da matriz e o abate dos animais gerados no ciclo reprodutivo pode chegar a nove meses.
Além disso, cada matriz permanece em produção, em média, durante cinco ciclos, totalizando aproximadamente 24 meses de atividade.
Com base em levantamentos da Embrapa Suínos e Aves referentes aos custos médios registrados em janeiro de 2026 nos estados da Região Sul, a ABCS calculou que o custo direto por matriz ao longo de 2,5 anos chega a R$ 6.791.
O estudo considera despesas com aquisição de matrizes, alimentação, medicamentos e vacinas.
A associação estima que seriam necessários aproximadamente R$ 239 milhões em recursos para atender cerca de 5% dos produtores independentes do país por meio da nova linha de crédito proposta.
Entidade solicita ampliação dos limites do INOVAGRO
Outro ponto defendido pela ABCS é a ampliação dos limites de financiamento do Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (INOVAGRO).
A proposta prevê aumento do limite individual para R$ 4,5 milhões e do teto para operações coletivas para R$ 13,5 milhões.
Segundo a entidade, os investimentos são necessários para adequar as granjas às exigências previstas na Instrução Normativa nº 113/2020, que trata de bem-estar animal e práticas produtivas na suinocultura.
Os recursos seriam destinados principalmente para reformas em instalações de gestação, ampliação de maternidades, sistemas de climatização e automação das unidades produtivas.
A ABCS argumenta que as adequações são fundamentais para elevar a eficiência produtiva, reduzir o uso de antimicrobianos e atender exigências de mercado.
Proposta também prevê atualização do limite do Pronamp
A associação também sugeriu mudanças no enquadramento do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp).
A proposta encaminhada ao Mapa prevê elevação do limite de renda bruta anual de R$ 3,5 milhões para R$ 3,75 milhões.
De acordo com a entidade, a atualização é necessária diante do aumento dos custos de produção e das mudanças econômicas registradas nos últimos anos no setor agropecuário.
Setor cobra linhas de financiamento mais alinhadas à realidade da produção
Segundo o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, as propostas têm como objetivo aproximar os mecanismos de crédito da realidade enfrentada pelos produtores rurais.
“A atividade exige investimentos contínuos em tecnologia, biosseguridade e bem-estar animal. Por isso, defendemos que os mecanismos de crédito acompanhem a dinâmica e as necessidades do setor”, afirmou.
As sugestões apresentadas pela ABCS reforçam a mobilização do setor produtivo em torno do Plano Safra 2026/2027, considerado estratégico para garantir competitividade, expansão da produção e modernização da agropecuária brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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