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La Niña desafia início do plantio da soja e reforça importância do manejo integrado
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O fenômeno climático La Niña deve impactar o início do plantio da safra de soja 2025/2026 no Brasil, exigindo atenção especial dos produtores em relação ao manejo do solo, irrigação e defensivos agrícolas. Especialistas alertam que estratégias integradas são fundamentais para garantir produtividade e qualidade da colheita.
Fenômeno La Niña altera regime de chuvas e temperaturas
De acordo com previsões meteorológicas, o La Niña deve se consolidar em outubro, provocando aumento do calor e chuvas irregulares em diversas regiões produtoras do país. O fenômeno deve permanecer até o final de 2025, com retorno ao padrão neutro previsto para o início de 2026.
“Plantar em solo seco ou antes da regularização das chuvas pode comprometer a germinação e afetar toda a produtividade da lavoura. A recomendação é aguardar precipitações consistentes para garantir um bom estabelecimento inicial da soja”, alerta Alziro Pozzi Neto, engenheiro agrônomo e especialista em desenvolvimento de mercado da Ourofino Agrociência.
Apesar de o aumento das chuvas favorecer a umidade do solo para o plantio, o período de enchimento dos grãos, crítico para a produtividade, pode ser afetado por estiagens futuras.
Manejo integrado é decisivo para início da safra
Além do monitoramento climático, o manejo correto desde o plantio é considerado determinante para o sucesso da safra. A Ourofino Agrociência reforça a necessidade de integrar agricultura de precisão com defensivos agrícolas de alta performance, adaptados à agricultura tropical.
Entre as soluções recomendadas estão:
- Terrad’or: herbicida de amplo espectro para controle de plantas daninhas resistentes, indicado para pré-plantio e garantindo lavouras limpas desde a semeadura.
- Dotte e Pontual: fungicidas aplicáveis em diferentes estádios da soja, oferecendo ação preventiva e curativa contra doenças e manchas, com estratégias de rotação para manejo de resistência.
- ImparBR e Vivantha: inseticidas voltados ao controle de pragas iniciais e sugadoras, garantindo proteção desde o tratamento de sementes até estádios críticos da cultura.
“Um início bem-sucedido da safra depende da capacidade do produtor em associar tecnologias de monitoramento climático e agricultura de precisão ao uso de defensivos adequados. Essa integração reduz riscos e assegura produtividade mesmo em cenários climáticos desafiadores”, reforça Pozzi Neto.
Compromisso com eficiência e sustentabilidade
Com presença em todas as regiões produtoras, a Ourofino Agrociência destaca seu compromisso em oferecer soluções confiáveis que aliam eficiência e sustentabilidade, potencializando o desempenho da soja e contribuindo para o fortalecimento da agricultura brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Estruvita ganha espaço como alternativa nacional aos fertilizantes fosfatados e pode reduzir dependência externa
A busca por maior autonomia na produção de fertilizantes no Brasil avança com uma solução promissora: a estruvita. Desenvolvida por pesquisadores da Embrapa Agrobiologia, a tecnologia utiliza resíduos da suinocultura para produzir um fertilizante fosfatado de liberação lenta, capaz de reduzir significativamente a dependência do País por insumos importados.
Atualmente, cerca de 75% dos fertilizantes fosfatados utilizados no Brasil vêm do exterior — um cenário que expõe o setor a riscos de oferta e volatilidade de preços no mercado global.
Eficiência agronômica comprovada no campo
Ensaios conduzidos em lavouras indicam que a estruvita pode suprir até 50% da demanda de fósforo em culturas como soja e trigo, mantendo níveis de produtividade competitivos.
No caso da soja, os testes apontaram rendimento de 3.500 kg/ha com o uso do insumo alternativo, patamar próximo à média nacional registrada em 2025, de 3.560 kg/ha com fertilização convencional.
Além disso, a tecnologia apresenta vantagens importantes em solos tropicais, onde o fósforo aplicado via fertilizantes tradicionais tende a ser rapidamente fixado e se tornar indisponível às plantas. A liberação gradual da estruvita melhora o aproveitamento do nutriente ao longo do ciclo das culturas.
Economia circular no campo
A estruvita é formada por cristais de fosfato de magnésio e amônio, obtidos a partir da precipitação química de nutrientes presentes em dejetos da suinocultura.
O processo transforma um passivo ambiental em insumo agrícola de alto valor agregado, alinhando-se ao conceito de economia circular.
Além de reduzir a necessidade de fertilizantes minerais importados, a tecnologia contribui para:
- Mitigar riscos de contaminação de solos e águas
- Melhorar a gestão de resíduos nas propriedades
- Aumentar a eficiência do uso de nutrientes
- Potencial de produção e geração de renda
Estimativas da Embrapa indicam que propriedades com mais de 5 mil suínos poderiam gerar cerca de 340 mil toneladas de estruvita por ano no Brasil.
Esse volume representa não apenas uma alternativa de abastecimento interno, mas também uma oportunidade de diversificação de renda para produtores, que passam a transformar resíduos em produto comercializável.
A tecnologia é considerada especialmente atrativa para médios e grandes suinocultores, sobretudo nas regiões Sul e Centro-Oeste, onde a atividade é mais concentrada.
Aplicação flexível e inovação tecnológica
As recomendações iniciais apontam que a estruvita pode ser utilizada de forma isolada ou combinada com fertilizantes convencionais, em doses que variam de 50% a 100% da necessidade de fósforo, conforme a cultura e o tipo de solo.
Pesquisadores também avançam no desenvolvimento de fertilizantes organominerais que combinam estruvita com matéria orgânica. Em testes iniciais, essas formulações apresentaram desempenho superior, com difusão de fósforo até 50% maior nos primeiros 28 dias em relação à versão granulada pura.
Brasil ainda avança lentamente na tecnologia
Apesar do potencial, o uso da estruvita ainda é incipiente no Brasil. No cenário internacional, a tecnologia já é amplamente adotada, com mais de 80 unidades produtivas em operação, principalmente em países como China, Estados Unidos e Alemanha.
O desafio brasileiro está na adaptação da solução às condições tropicais, marcadas por solos ácidos e alta capacidade de fixação de fósforo — fatores que reforçam, inclusive, a importância da tecnologia.
Alinhamento com políticas públicas
A pesquisa está em sintonia com o Plano Nacional de Fertilizantes, que busca ampliar a produção interna e incentivar alternativas mais sustentáveis.
O projeto envolve diversas instituições, como:
- Embrapa Solos
- Embrapa Suínos e Aves
- Universidade Federal de Santa Catarina
- Universidade Federal de Santa Maria
- Universidade de Rio Verde
- Instituto Federal Farroupilha
O financiamento conta com apoio do CNPq.
Segurança alimentar e autonomia no radar
O fósforo é um dos nutrientes mais essenciais para a agricultura e suas fontes são finitas. Nesse contexto, a dependência brasileira de importações representa um risco estratégico.
A adoção da estruvita surge como uma alternativa viável para aumentar a segurança alimentar, reduzir custos e fortalecer a sustentabilidade do agronegócio.
Mais do que um novo fertilizante, a tecnologia representa um avanço rumo a um modelo produtivo mais eficiente, circular e menos dependente do mercado externo — um passo relevante para o futuro do agro brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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