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Locação de Maquinário Premium no Agronegócio Cresce 20%
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A locação de máquinas agrícolas de alta tecnologia, como a colheitadeira CP770 da John Deere, avaliada em R$ 7 milhões, está se tornando uma alternativa cada vez mais vantajosa para produtores rurais. Por um custo que varia de 190 a 240 dólares por hectare por safra, os agricultores podem contar com o aluguel desse equipamento de última geração, acompanhado de suporte completo, reduzindo em até 30% os custos operacionais.
O modelo de locação de máquinas premium tem conquistado cada vez mais produtores de médio e grande porte, além de cooperativas, que têm reconhecido as vantagens dessa prática. Segundo Eduardo Martinatti, diretor da RZK Rental, a demanda por locação de equipamentos cresceu 20% nos últimos meses, refletindo a mudança na forma de encarar os investimentos em tecnologia no campo. “O aumento no número de clientes, incluindo cooperativas organizadas, mostra a crescente importância da tecnologia para o aumento da produtividade”, destaca.
Cenário do setor e os benefícios da locação
O crescimento da locação se dá em um momento de reconfiguração do mercado de máquinas e equipamentos agrícolas, que registrou uma queda de 8,6% em vendas no Brasil em 2024, segundo dados da Abimaq. Esse cenário fez com que muitos produtores buscassem alternativas mais flexíveis para ter acesso a equipamentos de ponta. A locação, nesse sentido, oferece uma oportunidade para otimizar os custos e as operações no campo, liberando capital para outras necessidades e possibilitando a utilização de maquinário avançado sem a necessidade de grandes investimentos iniciais.
Martinatti explica que a locação é uma ferramenta estratégica de gestão, que proporciona aos produtores maior flexibilidade operacional, permitindo que adaptem suas operações às demandas das safras. “Ao alugar, os produtores ganham em eficiência, reduzindo custos com aquisição, manutenção e impostos, além de ter acesso a dados e mapas de colheita que antes não estavam disponíveis”, afirma.
Equipamentos de alta tecnologia e eficiência
Entre os modelos disponíveis, destaca-se a CP770 da John Deere, frequentemente chamada de “Ferrari do agro”. Com um preço de mercado de cerca de R$ 7 milhões, a locação da CP770 proporciona uma economia significativa aos produtores. A RZK Rental, pioneira no Brasil, oferece o aluguel dessa colheitadeira por um valor médio de 190 a 240 dólares por hectare por safra, possibilitando uma redução de custos de operação e aumento da eficiência, com ganhos operacionais de até 30%.
Além da CP770, a RZK Rental oferece uma vasta gama de equipamentos, incluindo colheitadeiras, plantadeiras, pulverizadores e tratores, todos com suporte técnico especializado, para garantir o máximo de desempenho nas operações agrícolas. A empresa se destaca no mercado como a maior locadora de máquinas agrícolas do país, com uma infraestrutura robusta para garantir a qualidade e a continuidade das operações no campo.
Visão de futuro e presença na Agrishow 2025
O modelo de locação de maquinário agrícola com suporte integrado tem espaço crescente no mercado, principalmente quando aliado à tecnologia e à assistência técnica especializada. Para Martinatti, a locação permite uma gestão mais eficiente do parque de máquinas, como no caso da colhedora de algodão, onde os ganhos operacionais podem resultar na necessidade de menos máquinas, sem comprometer a produtividade.
A RZK Rental estará presente na Agrishow 2025, um dos maiores eventos do agronegócio da América Latina, onde apresentará suas soluções inovadoras em locação de maquinário agrícola. A participação da empresa no evento reforça seu compromisso com a inovação no campo e será uma oportunidade para os visitantes conhecerem de perto os benefícios desse modelo de locação.
A empresa, que opera no modelo full service, garante aos seus clientes um suporte técnico contínuo durante toda a locação, assegurando a manutenção preventiva e corretiva, o que evita paradas prolongadas e melhora a continuidade das operações.
Com um portfólio diversificado de equipamentos, a RZK Rental se posiciona como uma parceira estratégica para produtores e empreendedores do setor agrícola, buscando sempre oferecer soluções eficientes e sustentáveis para as operações no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Trigo: El Niño aumenta risco climático e produção brasileira pode cair 20% na safra 2026/27
O mercado brasileiro de trigo entra na safra 2026/27 cercado por desafios. A combinação de redução da área cultivada, custos elevados de produção e a confirmação do fenômeno El Niño deve impactar significativamente a produção nacional, que pode registrar queda próxima de 20% em relação ao ciclo anterior.
A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal de junho, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um cenário de maior risco para os produtores, especialmente devido aos possíveis efeitos climáticos sobre a qualidade dos grãos.
Plantio avança, mas produtores reduzem investimentos
Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a semeadura do trigo já alcançou 45,3% da área prevista para a temporada 2026/27. As condições iniciais das lavouras são consideradas favoráveis, principalmente na Região Sul, onde a umidade tem contribuído para a boa emergência das plantas e o desenvolvimento vegetativo.
Apesar disso, o ambiente econômico segue desafiador. A rentabilidade considerada insatisfatória tem levado muitos produtores a reduzirem investimentos e diminuírem a área destinada ao cereal.
A projeção da Conab aponta retração de 13,4% na área cultivada. Somada a uma expectativa de produtividade 7,6% menor, a produção brasileira deverá atingir aproximadamente 6,2 milhões de toneladas, representando uma queda de cerca de 20% frente ao ciclo anterior.
Além da redução de área, os custos mais elevados de produção têm limitado o uso de tecnologias e investimentos em manejo, fator que também contribui para o viés baixista da safra.
El Niño amplia preocupação com a qualidade do trigo
A confirmação do El Niño adiciona uma nova camada de incerteza ao mercado. Embora o fenômeno possa favorecer o fornecimento de água durante as fases iniciais de desenvolvimento das lavouras, o excesso de chuvas ao longo do ciclo preocupa produtores e analistas.
O principal risco está relacionado ao aumento da incidência de doenças e à perda de qualidade dos grãos na fase final de maturação e colheita, situação historicamente observada em anos sob influência do fenômeno climático.
A qualidade do trigo é um fator decisivo para a indústria moageira e para a formação dos preços, tornando o clima uma variável estratégica para o mercado nos próximos meses.
Mercado doméstico registra valorização durante a entressafra
Enquanto a nova safra está sendo implantada, os preços do trigo seguem firmes no mercado interno. No Paraná, principal estado produtor do país, o cereal foi negociado próximo de R$ 70 por saca na primeira quinzena de junho, acumulando valorização nos últimos 30 dias.
O movimento reflete a baixa liquidez típica do período de entressafra. Produtores permanecem retraídos nas vendas, enquanto os moinhos adotam postura cautelosa diante das dificuldades de repassar aumentos aos preços da farinha.
A valorização recente do dólar também contribuiu para sustentar as cotações domésticas, elevando a paridade de importação e fortalecendo o mercado interno.
Cenário internacional segue volátil
No mercado global, o trigo apresentou forte volatilidade entre maio e junho. As cotações em Chicago chegaram a superar US$ 6,60 por bushel durante maio, impulsionadas pela seca nas regiões produtoras dos Estados Unidos.
No entanto, o avanço da colheita no Hemisfério Norte, a melhora das condições climáticas em áreas produtoras americanas e perspectivas mais favoráveis para a safra russa provocaram correções nos preços no início de junho.
Apesar disso, persistem incertezas relevantes em importantes origens globais, como Ucrânia e Rússia, o que mantém o mercado sensível a qualquer alteração climática ou geopolítica.
Dependência de importações deve continuar elevada
Com a perspectiva de menor produção nacional, o Brasil deve manter elevada dependência das importações para abastecer o mercado interno.
Nesse contexto, a formação dos preços domésticos continuará fortemente influenciada pelo câmbio e pela competitividade do trigo argentino, principal fornecedor do cereal ao mercado brasileiro.
A expectativa é que os preços permaneçam sustentados durante a entressafra, embora o amplo abastecimento global limite movimentos mais expressivos de valorização no mercado internacional.
Perspectivas para o setor
O cenário para o trigo em 2026/27 combina fundamentos de oferta mais restrita no Brasil com riscos climáticos crescentes associados ao El Niño. Para os produtores, o momento exige atenção redobrada ao manejo das lavouras, estratégias de comercialização e gestão de riscos.
Enquanto o mercado acompanha a evolução do clima e do plantio, a qualidade da safra deverá ser um dos principais fatores para determinar o comportamento dos preços e a competitividade do cereal brasileiro nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

