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MAMÃO/CEPEA: Cotações do havaí e do formosa caem na BA
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Cepea, 19/04/2022 – Os valores do mamão havaí e do formosa recuaram no Sul da Bahia na semana passada (de 11 a 14 de abril), de acordo com dados do Hortifruti/Cepea. O havaí tipo 12 a 18 foi vendido por R$ 2,30/kg, queda de 33% com relação à semana anterior. O formosa foi comercializado por R$ 0,95/kg, baixa de 45% na mesma comparação. Colaboradores do Hortifruti/Cepea relataram que a queda no preço do formosa aconteceu devido ao aumento da oferta da variedade, sobretudo de frutas graúdas, que não têm boa aceitação do consumidor. Produtores afirmam que esperavam que essas frutas maturassem em maio; porém, o clima muito quente na Bahia acelerou a maturação. Com relação ao havaí, a pressão veio da desvalorização do formosa. No entanto, como sua disponibilidade se manteve baixa, os preços não caíram tanto quanto os do formosa. Fonte: Cepea/Hortifruti – www.hfbrasil.org.br
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Uso de antibióticos para ganho de peso é proibido na produção animal
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) proibiu o uso de antibióticos como promotores de crescimento na produção animal, em medida que já está em vigor e altera práticas consolidadas nas cadeias de aves, suínos e bovinos. A decisão veta a importação, fabricação, comercialização e uso desses aditivos quando destinados ao ganho de desempenho produtivo, além de determinar o cancelamento dos registros dos produtos enquadrados nessa categoria.
Na prática, substâncias tradicionalmente utilizadas para acelerar o ganho de peso deixam de ser permitidas com essa finalidade. Entre os compostos atingidos estão a virginiamicina, a bacitracina (e suas variações) e a avoparcina, com destaque para a primeira, amplamente adotada em sistemas intensivos. A norma, no entanto, mantém a possibilidade de fabricação exclusiva para exportação, desde que haja autorização prévia do Mapa.
A mudança segue recomendações de organismos internacionais como a Organização Mundial da Saúde, que há anos orientam a restrição do uso de antimicrobianos na produção animal quando não houver finalidade terapêutica. O objetivo é conter o avanço da resistência antimicrobiana — fenômeno em que bactérias se tornam resistentes a antibióticos, reduzindo a eficácia de tratamentos tanto na medicina veterinária quanto na humana.
Para o setor produtivo, a medida impõe uma transição operacional. O Mapa estabeleceu prazo de 180 dias para utilização dos estoques já existentes e determinou que empresas informem volumes disponíveis em até 30 dias. Após esse período, os produtos deverão ser retirados do mercado.
Sem esses aditivos, produtores terão de recorrer a alternativas para manter desempenho zootécnico, como ajustes no manejo, nutrição mais precisa e uso de aditivos não antibióticos. No curto prazo, a mudança pode elevar custos e exigir adaptação dos sistemas produtivos. No médio prazo, a expectativa é de alinhamento a exigências sanitárias internacionais, especialmente de mercados mais rigorosos.
A restrição aproxima o Brasil de padrões já adotados em outros países e reforça a tendência global de redução do uso não terapêutico de antibióticos na produção animal, tema que ganhou relevância crescente na agenda sanitária e comercial do agronegócio.
Fonte: Pensar Agro
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