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Mapa lança atestado digital e reforça compromisso do Brasil com transparência e inovação no agro
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Às vésperas da COP 30, que será realizada em Belém (PA) em 2025, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reforça seu trabalho de modernização e transparência das políticas públicas agrícolas com o lançamento do atestado digital VMG (Verificação Agrícola, Monitoramento e Conformidade de Grãos), ferramenta baseada em inteligência artificial e tecnologias geoespaciais capaz de verificar a correta aplicação de recursos disponibilizados aos produtores rurais através das linhas de financiamentos que tem como requisito de liberação pelos agentes financeiros a apresentação de um projeto técnico. A iniciativa amplia a projeção do Brasil como referência internacional em governança, transparência e sustentabilidade na produção de alimentos.
“O Mapa tem atuado para melhorar fluxos, trazendo inovação que agiliza os processos e garante mais transparência na gestão pública agrícola. Isso reduz custos para os produtores e melhora a sua competitividade”, destacou o ministro Carlos Fávaro.
A medida, oficializada pela Instrução Normativa Conjunta SPA/SDI/SE Nº 01 de agosto de 2025, estabelece que produtores de grãos poderão se habilitar a acessar linhas de crédito oferecidas através das políticas agrícolas coordenadas pelo Mapa por meio do atestado digital emitido por empresas credenciadas. O atestado é obtido através de validações digitais realizadas em poucos cliques, com uso de inteligência artificial, blockchain e tecnologias geoespaciais, permitindo maior agilidade e segurança no processo de concessão de créditos.
Transparência e competitividade internacional
Além de reduzir custos e simplificar processos, o atestado VMG fortalece a imagem do agronegócio brasileiro no cenário global. A transparência assegurada pela tecnologia atende às exigências crescentes dos mercados quanto à origem sustentável dos alimentos, ampliando a competitividade dos grãos brasileiros.
O lançamento dessa ferramenta está em sintonia com o trabalho que o governo do Brasil vem conduzindo no caminho da consolidação de uma agropecuária cada vez mais sustentável, demonstrando capacidade de inovar e modernizar a agricultura com transparência. A iniciativa sinaliza ao mundo que o país está comprometido em alinhar crescimento econômico, preservação ambiental e governança pública.
Impacto direto para o produtor
Na prática, o atestado digital funciona como um acompanhamento inteligente. O produtor rural poderá comprovar boas práticas agrícolas e ambientais de forma simples e rápida. Além disso, contará com assessoramento digital durante toda a safra, por meio da inteligência artificial da infraestrutura VMG, que fornecerá análises personalizadas sobre janelas de plantio, relatórios climáticos e recomendações técnicas.
Ao final do ciclo produtivo, será emitido para o produtor que utilizar a infraestrutura VMG um caderno de campo digital, consolidando o histórico da área monitorada. Esse documento poderá ser utilizado como diferencial de mercado, agregando valor à comercialização dos grãos.
Modernização da gestão pública
O Mapa também terá acesso a dados anonimizados, que permitirão melhorar o planejamento e a alocação de recursos, apoiar produtores sustentáveis e oferecer respostas rápidas a crises, como ocorreu recentemente durante as enchentes no Rio Grande do Sul.
Com a Infraestrutura VMG, o Brasil moderniza suas políticas públicas e demonstra ao mundo que a transformação digital no agro já é uma realidade. Uma inovação capaz de unir eficiência produtiva, transparência e sustentabilidade, pilares centrais da COP 30.
Informação à imprensa
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Açúcar fecha maio em forte queda no mercado internacional diante de ampla oferta global
Mercado internacional de açúcar registra forte desvalorização em maio
O mercado internacional de açúcar encerrou maio com forte pressão negativa nos preços, refletindo o cenário de ampla oferta global e o aumento da produção em importantes países produtores.
Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), os contratos do açúcar bruto com vencimento em julho fecharam o pregão de 28 de maio cotados a 13,93 centavos de dólar por libra-peso, contra 14,61 centavos registrados em 28 de abril, acumulando desvalorização de 4,65% no período.
Produção elevada no Brasil amplia pressão sobre os preços
O avanço da safra brasileira foi um dos principais fatores baixistas para o mercado internacional.
Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia, a produção de açúcar na região Centro-Sul do Brasil cresceu 109,48% na segunda quinzena de abril, alcançando 1,8 milhão de toneladas na comparação anual.
Além do Brasil, o mercado também reagiu ao encerramento de safras acima das expectativas na Tailândia e na China, ampliando a percepção de excesso de oferta global.
Organização Internacional do Açúcar aumenta projeção de excedente global
A Organização Internacional do Açúcar estimou que o mercado mundial deverá apresentar déficit de 262 mil toneladas na temporada 2026/27.
No entanto, em sua atualização trimestral, a entidade elevou significativamente a projeção de excedente para a safra 2025/26, passando de 1,22 milhão para 2,244 milhões de toneladas.
A revisão reforçou o sentimento baixista entre investidores e operadores do mercado futuro.
Petróleo influencia mercado de açúcar e etanol
Outro fator que contribuiu para a queda das cotações foi o movimento de baixa do petróleo no mercado internacional.
As recentes expectativas de avanço em negociações envolvendo Estados Unidos e Irã aumentaram a possibilidade de normalização do fluxo no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% da oferta global de petróleo.
Com a queda do petróleo, o etanol perde competitividade frente à gasolina, o que pode levar usinas brasileiras a direcionarem maior volume de cana para a produção de açúcar, ampliando ainda mais a oferta global do adoçante.
Mercado acompanha decisões das usinas brasileiras
A relação entre petróleo, etanol e açúcar segue no centro das atenções do mercado global.
Com preços internacionais mais baixos e perspectiva de elevada produção no Centro-Sul brasileiro, investidores monitoram os próximos movimentos das usinas em relação ao mix de produção entre açúcar e biocombustível.
O cenário atual reforça a expectativa de continuidade da volatilidade nas bolsas internacionais, especialmente diante do avanço da safra brasileira e das oscilações no mercado energético global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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