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Mapa lança ferramenta que calcula emissões de GEE evitadas no âmbito do Plano ABC+
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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou, nesta terça-feira (12) em Brasília, em parceria com o Instituto 17 e a Embrapa Suínos e Aves, a ferramenta ABC+Calc. A iniciativa tem como objetivo apoiar a implementação da política pública no monitoramento das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e contribuir para uma produção mais sustentável.
Fruto de cooperação no âmbito do Plano ABC+, do Mapa e da Coalizão Clima e Ar Limpo (CCAC), programa liderado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a ABC+ Calc foi desenvolvida para quantificar as emissões de metano (CH₄) e óxido nitroso (N₂O) associadas ao Manejo de Resíduos da Produção Animal (MRPA) das cadeias de suínos, aves, bovinos de corte e de leite.
A calculadora fornece, de forma simples e acessível, utilizando metodologias reconhecidas internacionalmente e alinhadas ao Plano ABC+, suporte técnico aos Grupos Gestores Estaduais, à Coordenação Nacional do ABC+ e aos demais atores envolvidos com a política.
Secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Mapa, Pedro Neto destacou a importância da ABC+ Calc no monitoramento das emissões no setor agropecuário, fundamental para a consolidação da contribuição desse segmento para a segurança climática e a criação de políticas mais eficazes que contribuam com a sustentabilidade do setor produtivo no Brasil que servem de modelo para o mundo.
Neto ressaltou também a excelência da produção agropecuária brasileira, destacando a evolução e a consolidação de práticas inovadoras e tecnologias que colaboram com a eficiência e o aumento na produtividade e a mitigação de gases de efeito estufa.
A doutora em Engenharia Agrícola e representante do Instituto 17, Deisi Tapparo, realizou a apresentação técnica da ABC+ Calc, demonstrando as formas de acesso, inserção de dados e visualização dos resultados das emissões de gases nas cadeias produtivas, considerando diferentes estados e o cenário nacional.
Ao final, Deisi agradeceu a parceria de toda a equipe do Instituto 17, do Mapa e da Embrapa Suínos e Aves, que colaborou na elaboração da Calculadora. Ela reafirmou que a ferramenta é um suporte ao setor público e que de forma transparente e precisa pode viabilizar decisões baseadas em ciência e tecnologia.
De acordo com o gerente de Política Climática do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e representante da CCAC, Vitor Pinheiro, a Calculadora exerce um papel fundamental para a agricultura sustentável, pois além de contribuir diretamente para mensurar e monitorar as emissões, permiti o acompanhamento do progresso de projetos e iniciativas voltadas à redução do metano.
Após o lançamento, foi promovida uma mesa redonda com instituições de pesquisa e extensão, técnicos e membros dos Grupos Gestores Estaduais do ABC+, para discutir o monitoramento das emissões no setor agropecuário e o papel das políticas públicas e ferramentas técnicas na rastreabilidade e na transparência das ações de mitigação.
O diretor de Produção Sustentável e Irrigação do Mapa, Bruno Brasil, ressaltou o papel estratégico do Plano ABC+, que há 15 anos promove práticas agropecuárias sustentáveis e de baixa emissão de carbono. Segundo ele, as tecnologias incentivadas pelo programa trazem benefícios diretos ao produtor, como aumento da produtividade, redução de custos e agregação de valor.
“Em um ano marcado pela COP30, o Brasil, como signatário do Acordo de Paris, tem compromissos firmes de redução de emissões estabelecidos em sua NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada), e a ABC+ Calc dará transparência aos esforços do produtor brasileiro e permitirá a tomada de decisão com base na melhor ciência disponível”, complementou o diretor.
Participaram do evento os pesquisadores da Embrapa Luiz Adriano, Bruno Alves e Maria Folegatti e gerente de projetos do CCAC, Marina Bortoletti, o coordenador-geral de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono do Mapa, Rodrigo Dantas, técnicos das instituições responsáveis pela criação da ABC+Calc e convidados.
PLANO ABC+
O Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (ABC+) é uma estratégia do Estado brasileiro, elaborada pelo Mapa em parceria com várias instituições públicas e privadas, dos setores produtivo, pesquisa e inovação. Criado em 2010 e reformulado em 2020, o plano tem como objetivo fomentar a alta eficiência produtiva.
Por meio da adoção de práticas e técnicas com eficácia comprovada por pesquisas científicas e validação em campo, o ABC+ busca incentivar a adoção de práticas conservacionistas, sustentáveis e reduzir as emissões de gases de efeito estufa na agricultura, conforme previsto na Política Nacional sobre Mudança do Clima. Além disso, promove a melhoria da eficiência no uso dos recursos naturais, o aumento da resiliência dos sistemas produtivos e a adaptação do setor agropecuário às mudanças do clima.
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Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas no line-up e mantêm forte ritmo de embarques nos portos do Brasil
O line-up de navios nos portos brasileiros aponta que o país deve exportar 1,606 milhão de toneladas de açúcar na semana encerrada em 17 de junho, mantendo o Brasil como um dos principais fornecedores globais da commodity.
O volume, apesar de expressivo, representa redução em relação à semana anterior, quando estavam programadas 1,860 milhão de toneladas para embarque. O levantamento considera embarcações já atracadas, em fila de espera ou com previsão de chegada até 13 de julho.
Porto de Santos concentra maior parte dos embarques
O Porto de Santos (SP) segue como principal hub exportador de açúcar do país, concentrando 1.325.530 toneladas programadas no período.
Na sequência aparecem o Porto de Paranaguá (PR), com 278.000 toneladas, Recife (PE), com 20.300 toneladas, e Maceió (AL), com 8.774 toneladas.
Predomínio do açúcar VHP nas exportações
A composição da carga mostra predominância do açúcar VHP, que responde pela maior parte dos embarques, com 1.461.304 toneladas.
Também estão previstos embarques de Crystal B150 (100 mil toneladas), TBC (32.300 toneladas), açúcar refinado A-45 (7 mil toneladas) e VHP ensacado, equivalente a 6.000 toneladas.
Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas em junho
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o Brasil exportou 1.603.237 toneladas de açúcar em junho, com receita de US$ 574,98 milhões no acumulado do mês.
A média diária exportada ficou em 178,137 mil toneladas, enquanto a receita média diária atingiu US$ 63,887 milhões, considerando nove dias úteis no período.
Receita diária recua, mas volume cresce na comparação anual
Na comparação com junho de 2025, houve aumento no volume exportado, mas queda na receita e nos preços médios.
A receita diária recuou 11,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o valor médio era de US$ 72,166 milhões.
Já o volume diário embarcado cresceu 5,8%, acima das 168,399 mil toneladas registradas em junho de 2025.
Preço médio do açúcar recua no mercado externo
O preço médio do açúcar exportado em junho de 2026 ficou em US$ 358,6 por tonelada, representando queda de 16,3% frente aos US$ 428,5 por tonelada observados em junho de 2025.
O recuo reflete um cenário internacional mais pressionado, apesar da manutenção de um forte fluxo físico de exportações brasileiras, sustentado pela competitividade do país no mercado global.
O desempenho do setor reforça o Brasil como protagonista no comércio mundial de açúcar, com volumes elevados de embarque, ainda que sob pressão de preços no mercado internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

