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Mercado aguarda decisão do Banco Central do Brasil sobre juros com foco no tom do comunicado
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O principal ponto de observação vai além da decisão em si: o foco será no discurso que acompanha o anúncio — o tom do comunicado será decisivo para sinalizar o rumo futuro da política monetária.
Projeções e sinais esperados para a taxa Selic
Segundo analistas, embora haja consenso em manter a taxa nos 15%, o mercado quer entender quando o Banco Central começará a discutir cortes. Para o cofundador da Dom Investimentos, Alison Correia, é fundamental observar o posicionamento dos dirigentes, especialmente do presidente da instituição.
O discurso pode trazer indícios de que os cortes comecem no início de 2026.
Cenário de inflação e expectativas segundo o Boletim Focus
De acordo com a última edição do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, as projeções do mercado para a inflação deste ano foram revisadas para 4,55%, marcando a sexta queda consecutiva nas estimativas. Para 2026, a expectativa se mantém em 4,20%; já para 2027 e 2028, as projeções foram ajustadas para 3,80% e 3,50%, respectivamente.
Projeções macroeconômicas: PIB e câmbio
O mercado também manteve a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2025 em 2,16%. Para 2026, a projeção segue em 1,78%.
Quanto à taxa de câmbio, a estimativa para o final de 2025 permanece em R$ 5,41 por dólar, enquanto para 2026 projeta-se R$ 5,50.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro
O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.
O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.
A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.
O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.
Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.
Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.
A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.
Fonte: Pensar Agro

