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Mercado de insumos agrícolas começa o ano com contrastes entre fertilizantes e defensivos
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O mercado de insumos agrícolas iniciou 2026 com comportamentos distintos entre os principais segmentos, segundo análise de especialistas. Enquanto os fertilizantes apresentam pressão de preços, o setor de defensivos agrícolas mostra maior equilíbrio e estabilidade, proporcionando um ambiente mais previsível para o produtor rural.
Fertilizantes sobem e defensivos mantêm estabilidade
De acordo com Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, o início do ano revela um contraste evidente entre os dois grupos de insumos. “Os fertilizantes começam o ano estressados, com preços mais elevados, enquanto o mercado de defensivos segue em condição bem mais equilibrada”, afirma.
Nos últimos meses, as oscilações de preços foram pequenas e influenciadas principalmente pelas variações cambiais, sem grandes choques de oferta ou demanda. O cenário atual é mais estável quando comparado aos períodos de forte volatilidade registrados no passado recente.
Volatilidade fica no passado e poder de compra segue equilibrado
O analista lembra que os tempos de alta extrema, como o período em que o glifosato ultrapassou R$ 100 por litro no Brasil, ficaram para trás. Hoje, o poder de compra do produtor — medido pela quantidade de sacas necessárias por hectare para custear os insumos de proteção das lavouras — apresenta poucas distorções, salvo em casos pontuais.
Entre os produtos monitorados, tebuconazol se destaca por oferecer relação de troca mais favorável ao agricultor, superando os níveis observados em 2023 e 2024. Por outro lado, clorotalonil e mancozeb tiveram aumento de preços sem compensação proporcional nos valores da soja, o que reduziu o poder de compra dos produtores.
Safra 2026/27 deve manter equilíbrio, com câmbio como fator-chave
De maneira geral, os pacotes de insumos avaliados indicam um cenário de equilíbrio para a safra 2026/27, sem riscos significativos de desequilíbrio entre custos e rentabilidade. O principal fator de atenção segue sendo o câmbio, que influencia diretamente os preços dos produtos importados e a competitividade do mercado interno.
A equipe responsável pelo acompanhamento do setor publicou um relatório detalhado sobre o comportamento dos insumos agrícolas no início de 2026, com foco na formação de preços e nas perspectivas de mercado para os próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Brasil avança na OMC em negociações sanitárias para abertura de mercados
O Brasil obteve avanços nas negociações sanitárias e fitossanitárias para a abertura e ampliação de mercados durante a 95ª reunião do Comitê de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) da Organização Mundial do Comércio (OMC), realizada entre os dias 22 e 26 de junho, em Genebra, na Suíça. A atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE) incluiu 17 reuniões bilaterais com países estratégicos para o agronegócio brasileiro, contribuindo para destravar negociações, atualizar certificados sanitários e fortalecer o comércio internacional de produtos agropecuários.
A delegação brasileira foi composta pela adida agrícola do Brasil junto à OMC, Andréa Moura; pelo coordenador de Temas Multilaterais da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, César Vandesteen; pelo auditor fiscal federal agropecuário Bernardo Todeschini; e pelos diplomatas do MRE que atuam na OMC, Diego Fernandes Alfieri e Paulo Henrique Moraes Tapajós.
No âmbito do Comitê SPS, o Brasil tratou diretamente com parceiros comerciais de temas que impactam o acesso de produtos agropecuários aos mercados internacionais. As reuniões bilaterais tiveram como foco o avanço de negociações sanitárias pendentes, a ampliação de mercados, a atualização de certificados sanitários internacionais e a defesa dos interesses do agronegócio brasileiro.
Entre os principais resultados, a Ucrânia sinalizou a possibilidade de realizar, ainda em setembro deste ano, uma auditoria no sistema brasileiro de inspeção. A medida representa uma etapa importante para a retomada das exportações brasileiras de carne suína ao país europeu, suspensas desde 2018.
Também houve avanços nas tratativas com o Canadá, que confirmou a realização de uma auditoria no início de outubro para o reconhecimento da regionalização brasileira para Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) e Doença de Newcastle. A iniciativa permitirá dar continuidade às negociações para a atualização dos Certificados Sanitários Internacionais aplicáveis às exportações brasileiras de carne de aves, processo conduzido pelo Brasil desde 2023.
Ao longo da semana, também foram discutidas 13 Preocupações Comerciais Específicas (PCEs), instrumento utilizado pelos membros da OMC para buscar esclarecimentos sobre medidas sanitárias e fitossanitárias que possam afetar o comércio internacional. Aproximadamente metade das PCEs é solucionada em até dois anos. Por privilegiar o diálogo técnico entre os países-membros, o mecanismo consolidou-se como uma importante ferramenta para prevenir disputas comerciais, apoiar a abertura de mercados e defender os interesses do agronegócio brasileiro.
Sobre o Comitê SPS
O Comitê de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) é o principal foro internacional para discutir medidas sanitárias e fitossanitárias que afetam o comércio de produtos agropecuários. Seu objetivo é assegurar que as medidas adotadas para proteger a saúde humana, animal e vegetal sejam fundamentadas em critérios científicos e não constituam barreiras injustificadas ao comércio internacional.
O Brasil mantém atuação ativa no Comitê SPS e atualmente é o segundo país que mais apresenta notificações ao colegiado, atrás apenas dos Estados Unidos. Essa atuação contribui para ampliar a transparência, a previsibilidade e a segurança jurídica das regras aplicadas ao comércio internacional de produtos agropecuários.
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