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Mercado de trigo segue lento no Sul do Brasil enquanto preços caem em Chicago
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O mercado de trigo no Sul do Brasil permanece sem avanços significativos, refletindo um início complicado da safra 2025/26. Segundo a TF Agroeconômica, no Rio Grande do Sul a movimentação é lenta, sustentada pelo bom nível de abastecimento dos moinhos e pela baixa oferta disponível do cereal.
As indicações de compra giram em torno de R$ 1.250,00 no interior, enquanto as ofertas de venda se mantêm próximas de R$ 1.300,00. Em Lagoa Vermelha, o trigo branqueador é ofertado a R$ 1.650,00 FOB. A expectativa é de que, em setembro, os estoques da safra passada estejam totalmente sob domínio da indústria.
Na nova safra, cerca de 90 mil toneladas já foram negociadas, sendo 60 mil para exportação e 30 mil destinadas aos moinhos, mas sem novos avanços. O atraso no ciclo mantém o mercado travado, com compradores evitando apresentar valores e vendedores rejeitando ofertas consideradas baixas. No mercado externo, os preços para embarque em dezembro ficaram em R$ 1.250,00, com possibilidade de trigo de ração com deságio de 20%.
Santa Catarina registra pressão de oferta gaúcha
Em Santa Catarina, a lentidão também predomina. Não há novos negócios de safra, e os produtores se concentram apenas na gestão de contratos já firmados, em meio a dificuldades de qualidade do cereal.
A forte presença do trigo gaúcho tem limitado qualquer reação nos preços, que permanecem entre R$ 1.300,00 e R$ 1.330,00 FOB. Em algumas regiões, como Canoinhas e Xanxerê, houve recuo nos valores pagos aos produtores, enquanto em praças como Rio do Sul e São Miguel do Oeste os preços seguem estáveis.
Paraná mantém boa condição de lavouras
No Paraná, 83% das lavouras estão em boas condições. Apesar disso, o mercado também enfrenta dificuldades: vendedores seguem resistentes aos preços oferecidos, enquanto compradores mantêm cautela.
O mercado spot recuou levemente para R$ 1.400,00 CIF, e os contratos futuros caíram para R$ 1.300,00 CIF moinho. Já o trigo importado continua competitivo, com ofertas vindas do Paraguai e da Argentina entre US$ 240 e US$ 270 por tonelada.
Na média semanal, o preço pago ao produtor paranaense registrou queda de 0,57%, reduzindo a margem de lucro de 4,09% para 3,5%.
Trigo recua em Chicago com clima favorável
No cenário internacional, os contratos futuros do trigo em Chicago encerraram a quarta-feira (27) em queda. Analistas apontam como fatores de pressão o dólar forte, as grandes colheitas globais e o clima favorável nas regiões produtoras.
Previsões de chuvas nas áreas de trigo de inverno nos próximos dias reforçam esse movimento. Segundo Brian Hoops, presidente da Midwest Market Solutions, a umidade deve contribuir para restaurar o solo e preparar os campos para a próxima semeadura.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preços do diesel, gasolina e etanol caem nos postos em junho; etanol lidera recuo, aponta Ticket Log
Os preços dos principais combustíveis comercializados no Brasil voltaram a recuar na primeira quinzena de junho de 2026. Levantamento do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) mostra que diesel, gasolina e etanol ficaram mais baratos em comparação com o mesmo período do mês anterior, refletindo um cenário de acomodação dos custos de abastecimento no país.
Entre os combustíveis analisados, o etanol apresentou a maior redução percentual, reforçando sua competitividade frente à gasolina e ampliando sua atratividade para consumidores e setores que dependem da mobilidade rodoviária.
Etanol registra a maior queda do período
Segundo o IPTL, o preço médio do etanol caiu 4,98% na primeira metade de junho, passando a ser comercializado a R$ 4,39 por litro.
A redução ocorre em um momento em que o biocombustível ganha destaque nas discussões sobre segurança energética e transição para uma matriz de transportes mais sustentável.
De acordo com a Edenred Mobilidade, o etanol vem consolidando sua posição não apenas como alternativa econômica para os motoristas, mas também como importante ferramenta para reduzir a dependência de oscilações do mercado internacional de petróleo.
O cenário ganha ainda mais relevância diante da expectativa de ampliação da mistura obrigatória de etanol na gasolina.
Governo avalia aumento da mistura de etanol na gasolina
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deverá discutir, em reunião marcada para 24 de junho, a possibilidade de elevar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina dos atuais 30% para 32%.
A medida faz parte das estratégias voltadas ao fortalecimento dos biocombustíveis, à redução da dependência externa de combustíveis fósseis e ao avanço da agenda de sustentabilidade energética no Brasil.
Caso aprovada, a mudança poderá ampliar a demanda pelo biocombustível produzido no país e fortalecer ainda mais a cadeia sucroenergética brasileira.
Diesel também apresenta recuo nos postos
O diesel, combustível essencial para o transporte de cargas e para as operações do agronegócio, também registrou queda nos preços médios.
O diesel comum apresentou redução de 2,50%, chegando a R$ 7,02 por litro.
Já o diesel S-10, principal combustível utilizado pela frota de caminhões, máquinas agrícolas e veículos pesados no país, teve queda de 1,49%, com preço médio de R$ 7,25 por litro.
A redução representa um alívio para os custos logísticos e operacionais de diversos segmentos da economia, especialmente para o setor agropecuário, que depende fortemente do transporte rodoviário.
Gasolina recua, mas queda é mais moderada
A gasolina também registrou redução no período, embora em menor intensidade.
O combustível foi comercializado, em média, a R$ 6,80 por litro na primeira quinzena de junho, representando queda de 0,44% em relação ao mesmo intervalo do mês anterior.
Mesmo com a retração mais discreta, o movimento acompanha a tendência observada nos demais combustíveis líquidos e reflete o cenário de menor pressão sobre os preços internacionais da energia.
GNV é o único combustível com alta
Na contramão dos demais combustíveis, o Gás Natural Veicular (GNV) foi o único produto a registrar aumento de preço no período analisado.
O valor médio subiu 0,90%, alcançando R$ 4,47 por metro cúbico.
Apesar da elevação, o GNV continua sendo uma alternativa competitiva para motoristas de veículos adaptados, especialmente em regiões com ampla oferta do combustível.
Queda dos combustíveis beneficia logística e agronegócio
A redução nos preços de diesel, gasolina e etanol ocorre em um momento importante para o agronegócio brasileiro, que enfrenta desafios relacionados aos custos de produção, transporte e comercialização.
Com o diesel representando um dos principais componentes das despesas logísticas do setor, qualquer movimento de queda contribui para aliviar parte da pressão sobre os custos operacionais das cadeias produtivas.
Ao mesmo tempo, o avanço do etanol fortalece a indústria sucroenergética nacional e amplia o papel dos biocombustíveis na matriz energética brasileira, tema que deve continuar no centro das discussões do mercado ao longo dos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

