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Mercado do algodão mantém estabilidade há três meses com baixa demanda interna e estoques globais elevados
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Preços do algodão seguem estáveis no mercado brasileiro
Os preços do algodão no Brasil mantêm-se praticamente estáveis há cerca de três meses, com pequenas variações registradas desde o início de outubro de 2025. De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), a diferença entre os valores mínimo e máximo do período é de apenas 4%, evidenciando um cenário de equilíbrio no setor.
Câmbio e estoques mundiais limitam valorização
Segundo pesquisadores do Cepea, fatores como as oscilações cambiais, a falta de estímulos econômicos que ampliem a demanda e o alto volume de estoques globais de algodão têm impedido a elevação dos preços no mercado interno.
As cotações internacionais também influenciam o comportamento doméstico, mantendo a commodity sob pressão. A oferta abundante no mercado mundial e a ausência de novos impulsos de consumo dificultam qualquer reação significativa nas negociações no Brasil.
Produtores priorizam exportações e liquidez segue restrita
No mercado físico nacional, os vendedores consultados pelo Cepea continuam priorizando as exportações e a comercialização da safra de verão, garantindo fluxo de caixa. Por outro lado, os compradores não demonstram urgência em recompor estoques, já que os níveis atuais atendem à demanda da indústria têxtil.
Essa diferença de estratégias entre vendedores e compradores mantém a chamada “queda de braço” no mercado, o que resulta em baixa liquidez e negociações pontuais.
Exportações registram queda expressiva em janeiro
Os embarques de algodão brasileiro somaram 316,86 mil toneladas em janeiro de 2026, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O volume representa uma queda de 30% em relação a dezembro de 2025 e uma redução de 23,8% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando o país exportou 415,6 mil toneladas.
A diminuição no ritmo de exportações reflete o desaquecimento da demanda internacional e a forte concorrência de outros produtores globais, como os Estados Unidos e a Índia, que contam com estoques elevados e preços mais competitivos.
Perspectivas para o setor
O cenário para o algodão no curto prazo é de continuidade da estabilidade nos preços, com poucas chances de valorização expressiva, a menos que haja mudanças relevantes nas condições externas ou recuperação mais consistente da demanda global.
A expectativa de analistas é que o mercado siga atento à movimentação cambial e aos próximos relatórios internacionais de oferta e demanda, fatores que podem influenciar o ritmo de comercialização nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Brasil registra alta de 7,1% nas exportações no 1º trimestre e agronegócio lidera resultado histórico
O Brasil iniciou 2026 com forte desempenho no comércio exterior. No primeiro trimestre, as exportações somaram US$ 82,3 bilhões, alta de 7,1% em relação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 68,2 bilhões, resultando em um superávit de US$ 14,2 bilhões, o terceiro maior da série histórica para o período, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).
Em março, o ritmo foi ainda mais intenso. As exportações cresceram 10% na comparação anual, alcançando US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações avançaram 20,1%, chegando a US$ 25,2 bilhões. A corrente de comércio atingiu US$ 56,8 bilhões, com expansão de 14,3%.
Agronegócio lidera exportações e alcança maior resultado da história
O principal destaque do trimestre foi o agronegócio, que registrou US$ 38,1 bilhões em exportações, o maior valor já apurado para os meses de janeiro a março.
A soja em grãos liderou os embarques, com 23,47 milhões de toneladas, volume 5,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
A China manteve a liderança como principal destino dos produtos do agro brasileiro, respondendo por quase 30% das exportações do setor, com US$ 11,3 bilhões.
Diversificação de mercados fortalece exportações brasileiras
Além da China, outros mercados ganharam relevância no período. As exportações para a Índia cresceram 47,1%, enquanto Filipinas registraram alta de 68,3% e o México avançou 21,7%.
A ampliação dos destinos comerciais é vista como um fator positivo para a resiliência da pauta exportadora brasileira, especialmente diante das incertezas no cenário global.
Indústria extrativa e de transformação também contribuem para o crescimento
A indústria extrativa, que inclui petróleo e minérios, apresentou crescimento de 22,6% no trimestre, sendo um dos principais motores da expansão das exportações em termos nominais.
Já a indústria de transformação registrou avanço de 2,8%, contribuindo de forma complementar para o resultado geral do comércio exterior.
Exportações para os Estados Unidos caem com impacto de tarifas
Em contraste com o desempenho geral positivo, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 18,7% no primeiro trimestre, totalizando US$ 7,78 bilhões. A corrente de comércio bilateral também caiu 14,8%.
O resultado reflete os impactos de sobretaxas impostas ao longo de 2025. Apesar de uma decisão da Suprema Corte dos EUA, em fevereiro, ter invalidado parte das tarifas mais elevadas, os efeitos sobre o fluxo comercial ainda persistem.
Uma nova ordem executiva publicada em fevereiro de 2026 isentou cerca de 46% das exportações brasileiras dessas sobretaxas. No entanto, aproximadamente 29% ainda permanecem sujeitas às tarifas da Seção 232, que incidem sobre produtos como aço e alumínio.
Projeção indica novo recorde nas exportações brasileiras em 2026
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta que o Brasil encerre 2026 com exportações de US$ 364,2 bilhões, o que representaria um novo recorde e crescimento de 4,6% em relação a 2025.
As importações devem atingir US$ 292,1 bilhões, com alta de 4,2%, resultando em um superávit estimado de US$ 72,1 bilhões no ano.
Cenário global exige estratégia e gestão de riscos no comércio exterior
Apesar dos números positivos, o cenário internacional segue desafiador. Fatores como volatilidade cambial, incertezas nas cadeias globais de suprimento e os impactos ainda presentes das tarifas americanas exigem atenção das empresas.
Segundo especialistas, a gestão eficiente do câmbio e dos riscos associados ao comércio internacional passa a ser um diferencial estratégico.
“Para as empresas que operam no comércio exterior, a questão não é mais se haverá volatilidade, mas como se preparar para ela”, avalia Murilo Freymuller, Head Comercial Corporate do banco Moneycorp.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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