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Mercados europeus recuam com tensão entre Trump e Fed; ouro atinge recorde e dólar se aproxima de mínima histórica
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Mercados europeus em queda após críticas de Trump ao Fed
Os mercados acionários europeus registraram queda nesta terça-feira (data não especificada), após novas críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. A ofensiva verbal intensificou os temores sobre a interferência do Executivo na autoridade monetária do país e desencadeou uma onda de venda de ativos americanos, pressionando os rendimentos dos títulos do Tesouro e elevando a cotação do ouro a um novo patamar histórico.
Críticas à política monetária elevam tensão sobre independência do Fed
Em publicação nas redes sociais, Trump chamou Powell de “grande perdedor”, ao criticar a falta de cortes na taxa de juros. A declaração agravou as preocupações do mercado sobre a independência do Fed, em um contexto de já elevada volatilidade causada por incertezas em torno da guerra comercial e políticas imprevisíveis da Casa Branca. A tensão levou Wall Street a recuar cerca de 2,4% na segunda-feira, enquanto o dólar atingiu o nível mais baixo em três anos.
Possível substituição de Powell agrava instabilidade
O presidente americano afirmou na semana passada acreditar que poderia destituir Powell, caso assim desejasse. No entanto, o presidente do Fed já declarou que não deixaria o cargo voluntariamente. A questão sobre a autoridade de Trump para demitir Powell permanece sem resposta clara, embora ações judiciais sobre demissões anteriores estejam sendo analisadas como precedentes.
Mercado europeu busca estabilidade, mas registra quedas
Na Europa, os mercados mostraram sinais de estabilização durante o pregão desta terça-feira, embora o cenário ainda seja de cautela. Às 09h09 GMT, o índice STOXX 600 recuava 0,4%, enquanto o DAX, da Alemanha, cedia 0,2%. O índice britânico FTSE 100 contrariou a tendência, com alta de 0,2%. Já o MSCI World Equity caiu menos de 0,1% no dia.
Segundo Fiona Cincotta, analista sênior de mercado da City Index, “o mercado está muito agitado, então qualquer sentimento de negatividade, qualquer preocupação, só amplifica os movimentos”. A especialista destaca ainda que o confronto entre Trump e Powell acirra a ansiedade dos investidores, já elevada devido à guerra comercial.
Dólar se estabiliza após mínima; euro recua
O índice do dólar americano operava próximo de 98,369, recuperando-se levemente após atingir, na segunda-feira, seu menor valor desde março de 2022. O euro também registrou leve queda, sendo negociado a US$ 1,1502.
Para Quasar Elizundia, estrategista da corretora Pepperstone, “a independência do Federal Reserve é a base da credibilidade do dólar”. Ele alerta que o status da moeda americana como ativo de refúgio já não pode ser considerado garantido, pois está sendo ativamente contestado.
Ouro supera US$ 3.500 com demanda por segurança
A busca por ativos considerados seguros impulsionou o ouro a um novo recorde, com a cotação atingindo US$ 3.500,05 antes de recuar para cerca de US$ 3.455,43 — ainda assim, com valorização significativa no dia. A alta foi favorecida tanto pela fraqueza do dólar quanto pela crescente aversão ao risco nos mercados.
Investidores aguardam balanços trimestrais e acompanham desempenho da Tesla
Nesta semana, os investidores acompanham com atenção a temporada de divulgação de resultados corporativos. Aproximadamente 27% das empresas do S&P 500 devem apresentar seus balanços. A Tesla, que já caiu cerca de 6% na segunda-feira em meio a rumores sobre atrasos na produção, divulga seus números ainda nesta terça-feira. Já a Alphabet, controladora do Google, deve divulgar seus resultados na quinta-feira.
Petróleo avança, mas tarifas seguem no radar
Os preços do petróleo apresentaram alta, impulsionados por cobertura de posições vendidas. No entanto, as preocupações persistem quanto ao impacto das tarifas comerciais dos EUA sobre a demanda global por combustíveis.
Embora as negociações comerciais conduzidas pela Casa Branca estejam em curso ou prestes a começar, especialistas não esperam uma resolução rápida. Segundo analistas do JPMorgan, um acordo comercial leva, em média, 18 meses para ser negociado e 45 meses para ser plenamente implementado.
JPMorgan prevê alta chance de recessão nos EUA em 2025
Em relatório, o banco JPMorgan reiterou sua projeção de que, mantidas as atuais políticas econômicas, há 90% de chance de os Estados Unidos entrarem em recessão até 2025. A avaliação reforça o clima de cautela nos mercados globais.
China adverte contra acordos comerciais que a prejudiquem
Em meio às tensões comerciais, o governo chinês alertou na segunda-feira os demais países para que evitem firmar acordos com os EUA que possam prejudicar os interesses da China. A declaração indica a manutenção de um clima de tensão no cenário geopolítico internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Demanda interna de milho no Brasil deve bater recorde com avanço do etanol e pressão climática
A demanda interna de milho no Brasil deve alcançar um novo patamar recorde neste ano, com projeção de cerca de 100 milhões de toneladas, segundo estimativas da Pátria AgroNegócios. O volume representa alta de 11,11% em relação ao consumo do ano anterior, estimado em 90 milhões de toneladas, e reforça o papel estratégico do cereal na economia agrícola brasileira.
Etanol de milho lidera crescimento da demanda
Um dos principais motores dessa expansão é o avanço das usinas de etanol de milho, que vêm ampliando significativamente sua participação na absorção do grão no mercado doméstico.
De acordo com projeções do Rabobank, a demanda por milho destinada à produção de etanol no Brasil deve atingir cerca de 27,5 milhões de toneladas em 2026, crescimento de aproximadamente 20% em relação ao ciclo anterior.
O movimento é impulsionado pela expansão de novas plantas industriais, inicialmente concentradas no Mato Grosso e agora avançando para regiões como Bahia e Piauí, além de áreas do oeste mato-grossense. O principal fator de viabilidade, segundo análises de mercado, é a competitividade do preço do etanol nessas localidades, que compensa desafios logísticos e limitações de oferta.
Ração animal segue como principal destino do milho
Apesar do avanço do setor de biocombustíveis, a indústria de ração animal continua sendo o maior consumidor de milho no Brasil, respondendo por cerca de 60% do total do consumo interno, segundo dados da Abramilho.
Dentro desse segmento, a avicultura lidera a demanda, com aproximadamente 32% de participação, seguida pela suinocultura, com cerca de 15%.
O setor também vem passando por mudanças estruturais, com maior uso de subprodutos da indústria do etanol, como o DDG (grãos secos de destilaria), que ganha espaço nas formulações de rações devido ao custo competitivo e valor nutricional. O sorgo também aparece como alternativa complementar na alimentação animal.
Produção cresce, mas clima preocupa produtividade
Nos últimos dez anos, a produção brasileira de milho praticamente dobrou, impulsionada principalmente pela expansão da segunda safra (safrinha), que já representa cerca de 70% da produção nacional.
Apesar disso, especialistas alertam para riscos climáticos. O atraso no plantio da soja pode comprometer a janela ideal do milho safrinha, aumentando a exposição a períodos mais secos.
Regiões como Goiás, Minas Gerais, norte de São Paulo, Bahia e partes do Mato Grosso do Sul já enfrentam restrição de chuvas, cenário que pode afetar o potencial produtivo.
No Mato Grosso, principal estado produtor, houve leve melhora de produtividade recente, com estimativas subindo de 116,61 para 118,71 sacas por hectare, segundo consultorias de mercado. A produção estadual é projetada em 52,65 milhões de toneladas, crescimento de 1,81% frente às estimativas anteriores.
Expansão das usinas fortalece consumo interno
A proposta de elevação da mistura obrigatória de etanol na gasolina de 30% para 32% também é vista como fator adicional de sustentação da demanda.
O crescimento das usinas de etanol de milho reforça essa tendência. Atualmente, o Brasil conta com cerca de 30 unidades em operação, das quais 11 são plantas flex, capazes de processar milho e cana-de-açúcar.
A capacidade instalada do setor deve chegar a 12,6 bilhões de litros até a safra 2025/26, com produção estimada em 9,6 bilhões de litros, segundo projeções do mercado.
Logística e frete reforçam competitividade do setor
Outro fator que favorece a indústria de etanol de milho é a alta do frete interno no Brasil, que em algumas regiões chegou a subir cerca de 20%.
Como a maior parte das usinas está localizada próxima às áreas produtoras, o impacto logístico é menor, o que aumenta a competitividade na compra do milho frente a outros destinos, como a exportação.
Esse cenário fortalece ainda mais a demanda doméstica, reduz a dependência do mercado externo e consolida o milho como um dos principais pilares da cadeia de biocombustíveis e proteínas no país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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