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Ministro Carlos Fávaro defende políticas agrícolas estratégicas para o crescimento do agronegócio

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, ressaltou nesta quinta-feira (11), após a cerimônia de divulgação da safra recorde brasileira, que, para que o país continue registrando recordes de produção, são necessárias políticas públicas estratégicas, capazes de responder aos impactos das mudanças climáticas.

“A estratégia é estar atento às mudanças necessárias nas políticas públicas, como, por exemplo, a situação de alguns produtores que sofreram com intempéries climáticas. Novamente, o governo estende a mão com um plano muito estratégico de renegociação de dívidas”, disse Fávaro. Na última semana, o Governo do Brasil publicou Medida Provisória que disponibiliza R$ 12 bilhões para renegociações de dívidas de produtores rurais afetados por secas e enchentes nos últimos anos.

Um dos pontos estratégicos para o crescimento da safra brasileira é o papel da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por meio do estímulo à produção e do apoio à comercialização. O ministro Carlos Fávaro destacou ainda que a abertura de novos mercados para os produtos da agropecuária brasileira é fundamental, pois gera oportunidades, crescimento econômico e fortalece a balança comercial superavitária.

CAMINHO VERDE BRASIL

Para o crescimento sustentável do agronegócio, diversas estratégias vêm sendo implementadas, como o Programa Caminho Verde Brasil, que visa à recuperação de áreas degradadas. O ministro da Agricultura e Pecuária informou que, somente em 2025, foram recuperados 1,8 milhão de hectares, o que representa 2,5% da produção nacional.

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“Imagine um crescimento sustentável que investe no produtor, na recuperação de áreas degradadas e, com isso, combate novos desmatamentos. Nós podemos recuperar áreas já utilizadas, introduzi-las novamente no sistema produtivo, garantir o aumento da nossa produção e, assim, consolidar o Brasil como o maior produtor de alimentos e energia renovável do mundo”, evidenciou o ministro Carlos Fávaro.

BRASIL FORA DO MAPA DA FOME

Por meio do empenho e políticas públicas do Governo do Brasil, o país saiu do Mapa da Fome no final de julho deste ano, com base na abundância de alimentos proporcionada pela supersafra, como a de grãos 24/25, e pela oferta de alimentos que também gera oportunidade de aumento de renda para a população.

“Essa é uma das estratégias do governo para combater a fome. Também podemos aumentar a renda da população, já que está comprovado que a renda cresce entre 10% e 14% acima da inflação. Isso garante poder de compra, mesmo quando há aumento em algum produto. Somos recordistas na produção de frango, o maior produtor e exportador do mundo. A carne bovina vai bem, o suíno também. Mas é importante lembrar: o maior consumidor dos alimentos brasileiros não é o mercado externo, é o povo brasileiro, que consome 70% da produção”, afirmou o ministro Fávaro.

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SEGURO RURAL

Outro ponto em que o Governo do Brasil está trabalhando, e que tem grande importância para os produtores, é o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). O ministro Fávaro ressaltou que um seguro rural efetivo garante segurança ao produtor atingido por eventos climáticos, reduzindo riscos de endividamento.

“É necessária uma mudança, e nós estamos estruturando isso. A Fundação Getúlio Vargas deve apresentar nos próximos dias um estudo sobre o que impacta mais o Tesouro: renegociar dívidas após intempéries ou investir em seguro. Tenho certeza de que o resultado mostrará a importância de modernizar o seguro rural. Vamos apresentar um novo modelo, com apoio do Congresso Nacional, para trazer mais estabilidade ao campo”, afirmou o ministro.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Modernização das plantas de fertilizantes é essencial para reduzir custos e fortalecer a indústria no Brasil

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Brasil depende de importações e movimenta 45 milhões de toneladas de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes registrou a entrega de aproximadamente 45 milhões de toneladas em 2025, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Apesar do volume expressivo, o setor segue altamente dependente do mercado externo: cerca de 85% dos nutrientes utilizados no país são importados, de acordo com dados do Comex Stat. Essa operação movimenta aproximadamente US$ 15 bilhões por ano.

Plano Nacional de Fertilizantes busca reduzir dependência externa até 2050

Diante desse cenário, a modernização das plantas industriais é uma das diretrizes centrais do Plano Nacional de Fertilizantes (PNF), coordenado pelo Conselho Nacional de Fertilizantes e Insumos Nutricionais (Confert).

O objetivo do programa é reduzir a dependência externa do Brasil para cerca de 45% até 2050, fortalecendo a produção nacional e a competitividade do setor.

Eficiência no processamento é chave para manter margens do setor

Com os preços dos fertilizantes atrelados ao dólar, a eficiência operacional nas unidades de mistura e processamento se torna um dos principais fatores de controle de custos da indústria.

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Segundo Franklin Oliveira, diretor LATAM do setor de Indústria e Portos da AGI Brasil, a modernização é fundamental para garantir viabilidade econômica e segurança operacional.

“O fertilizante é um ativo dolarizado e um dos itens de maior peso na planilha do produtor. O rigor na dosagem assegura que o insumo entregue corresponda exatamente ao formulado, evitando desperdícios de matéria-prima cara”, afirma.

Falhas na mistura podem gerar riscos regulatórios e perdas financeiras

Além do impacto econômico, o especialista alerta que falhas no processo de mistura podem comprometer a conformidade do produto.

Sem sistemas de controle precisos, o fertilizante final pode apresentar variações na composição química, resultando em lotes fora das especificações exigidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

Segregação de materiais é um dos principais desafios técnicos da indústria

Um dos principais gargalos do setor está na dificuldade de homogeneizar matérias-primas com diferentes densidades e tamanhos de partículas.

Segundo Franklin Oliveira, quando esses componentes são movimentados juntos, ocorre a segregação física, em que partículas menores tendem a se concentrar em determinadas áreas do fluxo, enquanto as maiores se deslocam para outras regiões, comprometendo a uniformidade do produto.

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Automação reduz perdas e melhora precisão na produção

Para reduzir essas perdas, a adoção de sistemas automatizados é apontada como fundamental.

De acordo com benchmarks industriais, processos com baixa automação ou dependência de ajustes manuais podem gerar perdas de nutrientes entre 1% e 3% do volume total processado.

Sistemas de fluxo contínuo com monitoramento digital permitem ajustes em tempo real, compensando variações como umidade e densidade dos lotes, aumentando a precisão da mistura.

Automação e precisão definem futuro da indústria de fertilizantes

Com o avanço da tecnologia, o setor tende a ampliar o uso de soluções automatizadas para garantir maior padronização e eficiência produtiva.

Para Franklin Oliveira, a capacidade de manter homogeneidade em escala industrial será determinante para a competitividade global da indústria brasileira.

“A capacidade de manter a homogeneidade em escala industrial é o que permitirá ao Brasil produzir fertilizantes especiais e de liberação controlada com o mesmo rigor das principais potências globais. Não se trata apenas de movimentar carga, mas de assegurar que a engenharia de precisão atue como o núcleo da inteligência financeira da planta”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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