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Modernização do pós-colheita é essencial para reduzir perdas e fortalecer o agronegócio brasileiro
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Segundo Eduardo de Aguiar, diretor comercial da Procer, o Brasil caminha para mais uma supersafra de grãos na temporada 2024/2025. A estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta para uma produção que ultrapassa 320 milhões de toneladas, consolidando o país como protagonista no mercado global de commodities agrícolas.
Déficit na armazenagem impacta eficiência da cadeia produtiva
Apesar do crescimento expressivo, o setor enfrenta um desafio estrutural significativo: o déficit de capacidade de armazenagem. Dados da Conab indicam que o Brasil possui uma falta de espaço para armazenar mais de 120 milhões de toneladas de grãos. Essa insuficiência tem consequências diretas na qualidade e na eficiência da cadeia produtiva.
Perdas significativas com armazenamento inadequado
Grãos como milho e soja, quando estocados em condições inadequadas — especialmente ao ar livre — podem sofrer perdas superiores a 4%, segundo estudos de diversas universidades. Considerando o volume produzido no país, esse percentual representa milhões de toneladas de alimentos desperdiçados e prejuízos econômicos relevantes.
Avanços tecnológicos no pós-colheita ajudam a preservar a produção
Nos últimos anos, o agronegócio tem investido na modernização dos equipamentos e processos do pós-colheita. Tecnologias cada vez mais avançadas possibilitam o monitoramento em tempo real de variáveis fundamentais, como temperatura e umidade, garantindo a conservação dos grãos em silos, armazéns e galpões.
Automação reduz custos e aumenta a eficiência
Sistemas automatizados controlam a aeração e a secagem dos grãos de forma precisa, preservando sua qualidade, diminuindo o consumo de energia elétrica e reduzindo os custos operacionais para os produtores rurais.
Procer lidera transformação no setor de armazenagem
Com 14 anos de atuação, a Procer atende hoje cerca de 20% da capacidade estática de armazenagem do país. Eduardo de Aguiar destaca que o uso de soluções inteligentes de monitoramento e controle pode reduzir as perdas nos silos para cerca de 1,4%, um resultado muito superior ao índice comum de perdas.
Investimento no pós-colheita é indispensável para a competitividade
Para garantir a sustentabilidade do crescimento da produção agrícola, reduzir desperdícios e aumentar a eficiência, modernizar o pós-colheita não é apenas uma estratégia — é uma necessidade. Esse avanço tecnológico é fundamental para que o agronegócio brasileiro mantenha sua competitividade no cenário global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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