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MPA lança Cartilha de Interação Social para promover a inclusão e o respeito à diversidade
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A Assessoria de Participação Social e Diversidade do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), lançou uma Cartilha de Interação Social. A publicação chamada “Mergulhando na Inclusão” reúne orientações para que os servidores possam interagir de maneira adequada com pessoas diversas, respeitando diferenças de gênero, deficiência física e intelectual, identidade de gênero, sexualidade, racial, étnica, religiosa e de idade.
O objetivo do documento é promover e facilitar a interação com diferentes públicos, estimular um ambiente de respeito mútuo, combater qualquer forma de preconceito e discriminação, além de fortalecer o diálogo entre o MPA e suas unidades descentralizadas e a sociedade como um todo.
Vale destacar que o MDHC foi um parceiro fundamental na construção da Cartilha, contribuindo com sua expertise na promoção da equidade, dos direitos individuais e da cidadania plena. Sua participação garantiu que o conteúdo do documento estivesse alinhado com as diretrizes nacionais de combate à discriminação e promoção da inclusão, fortalecendo o compromisso interinstitucional com a construção de ambientes mais justos, acolhedores e respeitosos para todas as pessoas.
A então chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade do MPA, Adriana Toledo, foi a responsável por coordenar o processo de construção da cartilha, articulando contribuições de diferentes áreas e promovendo um diálogo comprometido com a inclusão. Para ela, que hoje é chefe de gabinete do ministro André de Paula, a iniciativa representa mais do que uma diretriz institucional. “Construir essa cartilha foi um exercício coletivo de escuta, empatia e compromisso com a inclusão. Queremos que cada servidor do MPA se sinta preparado para acolher a diversidade com respeito e sensibilidade. Mais do que uma publicação, ela é um convite à transformação das relações humanas dentro e fora do Ministério”, ressaltou.
Na publicação, o ministro André de Paula destacou o compromisso do Ministério com o respeito e a dignidade de cada ser humano. “Acreditamos que não existe transformação verdadeira sem respeito. Por isso, reafirmamos: combater qualquer forma de preconceito ou discriminação é um valor que nunca abriremos mão”, completou.
A servidora da Assessoria de Participação Social e Diversidade, Ingrid Lopes, contribuiu para o lançamento do documento. Segundo ela “a intenção é possibilitar a difusão e a normalização de pessoas historicamente invisibilizadas, permitindo a apreensão e compreensão, de forma breve, sucinta e pedagógica, das muitas formas de ser e de experienciar a vida”.
Além disso, Ingrid acredita que a publicação pode contribuir para transformar o comportamento das pessoas no dia a dia. “O efeito prático desta busca é que os servidores se sintam confiantes em tratar de maneira digna, respeitosa e honrosa todas as pessoas que passam pelo Ministério, independentemente de sua posição socioeconômica, origem ou qualquer outra característica”, explicou.
Como lidar com questões de gênero, orientação sexual e características sexuais – No dia 28 de junho, é celebrado o Dia Mundial do Orgulho LGBTQIAPN+. A data faz referência às manifestações ocorridas em 1969 em frente ao bar Stonewall Inn, em Nova York, quando ativistas enfrentaram a polícia lançando pedras. É usada para reconhecer a importância de que cada um se sinta bem com a própria sexualidade e uma forma de celebrar a diversidade.
Para reforçar o compromisso com o respeito à diversidade, a Cartilha esclarece de forma acessível as diferenças entre sexo, identidade de gênero, orientação sexual e expressão de gênero. Além disso, apresenta orientações práticas sobre como utilizar corretamente esses termos e interagir de forma respeitosa com pessoas LGBTQIAPN+, tanto no ambiente de trabalho quanto em outras esferas sociais.
Entre as recomendações, destaca-se a importância de tratar cada pessoa pelo nome e pronome com os quais ela se identifica, independentemente de sua aparência física ou do nome registrado em documentos oficiais. A orientação é clara: “seja cordial e trate a pessoa pelo nome e pronome que ela se apresentou, independentemente da aparência física ou do nome que consta no documento”.
A Assessoria de Participação Social e Diversidade tem tratado o tema de forma sensível, não apenas em função do Mês do Orgulho. O objetivo é demonstrar o compromisso do Ministério com a afirmação da dignidade e liberdade das pessoas LGBTQIAPN+.
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Voto deste domingo pesa no custo e no futuro do agronegócio brasileiro
Mais de 158 milhões de brasileiros estão aptos a votar neste domingo (04.10) para escolher os representantes que participarão das decisões sobre crédito, impostos, infraestrutura e condições de produção no País. Para o agronegócio, a eleição coincide com o avanço do plantio da safra de verão e coloca em discussão políticas que interferem diretamente no custo de produzir, na proteção contra perdas e no acesso aos mercados.
A ligação entre a urna e a propriedade rural aparece em decisões concretas. O dinheiro disponível para financiar uma lavoura depende das regras do crédito e das condições oferecidas pelas instituições financeiras. A contratação de seguro pode depender da ajuda pública para pagar a apólice. O escoamento exige estradas conservadas, armazenagem e portos eficientes. A exportação precisa de negociação comercial, defesa sanitária e comprovação de origem.
Essas relações orientam a reportagem de capa da edição de setembro da Revista Pensar Agro. A publicação examina como as escolhas políticas chegam à rotina de produtores, cooperativas, agroindústrias, transportadores e exportadores. Às vésperas da votação, a análise ajuda a avaliar propostas pelo efeito que poderão produzir sobre a atividade econômica.
O financiamento mostra a dimensão dos interesses envolvidos. O Plano Safra 2026/27 prevê R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial, dos quais R$ 384,9 bilhões destinados a custeio e comercialização. São recursos programados para sustentar despesas que começam meses antes da receita da colheita. Para quem planta, tão importante quanto o montante anunciado é conseguir contratar a tempo, com juros e exigências compatíveis com sua capacidade de pagamento.
Nos dois primeiros meses do ciclo, entre julho e agosto, as contratações somaram R$ 65,7 bilhões, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). As Cédulas de Produto Rural (CPRs) responderam por 49,2% desse total. A participação desses instrumentos evidencia a importância do financiamento privado e amplia o peso das decisões sobre garantias, contratos e segurança jurídica.
O resultado da eleição também terá consequências para os investimentos que ajudam a preservar a margem do produtor. Um armazém permite organizar estoques e escolher melhor o momento da venda. Uma estrada em boas condições reduz dificuldades de transporte. Pesquisa e assistência técnica contribuem para enfrentar pragas, doenças e limitações do solo. São benefícios que exigem continuidade, orçamento e capacidade de execução.
Por isso, a avaliação do eleitor precisa alcançar todos os cargos em disputa. O presidente conduz a administração federal, propõe o Orçamento e define prioridades para a política agrícola e as negociações internacionais. Deputados e senadores votam leis, analisam os recursos e fiscalizam o Executivo. Governadores e assembleias estaduais participam de decisões sobre rodovias, segurança rural, defesa sanitária, tributação e serviços ambientais.
A disputa presidencial concentra atenção, mas o Congresso eleito terá influência sobre regras que podem atravessar várias safras. Toda a Câmara dos Deputados será renovada, assim como dois terços do Senado. Cada eleitor poderá escolher dois senadores, além dos representantes para os demais cargos. A composição dessas bancadas será relevante para transformar compromissos de campanha em medidas efetivas.
Na leitura das propostas, importa identificar como serão executadas. Ampliar crédito exige indicar recursos e condições de acesso. Prometer obras pressupõe planejamento, financiamento e fiscalização. Simplificar procedimentos requer preservar critérios técnicos e oferecer prazos claros. Abrir mercados depende de trabalho diplomático, qualidade dos produtos e confiança nos controles brasileiros.
A reportagem da revista acompanha essas escolhas sem reduzir o agronegócio a uma única demanda. O setor reúne atividades, regiões e produtores com necessidades diferentes. Uma medida que favoreça a indústria pode pressionar o preço da matéria-prima; outra que estimule exportações precisa considerar logística e abastecimento. Avaliar esses efeitos ajuda a separar propostas consistentes de soluções que transferem o problema de um elo para outro.
O PODER DO VOTO
Na opinião do presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT) , o produtor conhece o peso de uma decisão porque trabalha com dinheiro comprometido muito antes de receber pela produção. Quando vai às urnas, precisa levar essa mesma responsabilidade.
“As decisões do poder público entram na conta da propriedade: no custo do financiamento, na disponibilidade do seguro, na estrada por onde passa a colheita e nas condições de acesso aos mercados. A importância desta eleição está também na escolha de quem terá a responsabilidade de administrar recursos, estabelecer regras e acompanhar sua execução. Tudo isso afeta a capacidade de produzir, investir e manter empregos”, explica Isan
“O agronegócio precisa de planejamento que dure mais do que uma safra. Pesquisa, armazenagem, irrigação, defesa sanitária e infraestrutura exigem investimentos contínuos, com objetivos claros e resultados acompanhados. Não adianta anunciar crédito se o recurso não chega durante a janela de plantio, nem aprovar uma obra que permanece anos sem conclusão”.
“Precisamos de instituições capazes de transformar orçamento em serviço e de regras que permitam ao produtor cumprir suas obrigações sem ficar preso à demora e à insegurança. Essa qualidade da gestão pública interessa tanto a quem produz quanto a quem depende do abastecimento”, diz o presidente do IA.
“A responsabilidade com o voto deve continuar depois da eleição. Cabe ao setor acompanhar os orçamentos, cobrar a execução das políticas e apresentar suas necessidades com dados e propostas consistentes. Uma dificuldade na propriedade pode repercutir na cooperativa, na indústria, no transporte e no comércio. Da mesma forma, uma política bem executada pode ampliar oportunidades em toda essa cadeia. O compromisso que esperamos do poder público é criar condições para que o trabalho no campo tenha continuidade, que os investimentos sejam viáveis e que o crescimento da produção gere renda e benefícios para a sociedade”, completa Tezende.
Neste domingo, a votação ocorrerá das 8 às 17 horas, pelo horário de Brasília. A ordem na urna será deputado federal, deputado estadual ou distrital, primeiro senador, segundo senador, governador e presidente. São escolhas feitas em poucos minutos, com consequências que acompanharão a produção por anos.
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Fonte: Pensar Agro





