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MPA lança Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Pesca Amadora e Esportiva (PNPA)
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Nesta terça-feira (03/06), o Ministério da Pesca e Aquicultura lançou o Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Pesca Amadora e Esportiva (PNPA). O documento reúne as informações sobre a atividade em todo o país e traça um panorama sobre o setor. No evento de lançamento, o MPA também assinou um Protocolo de Intenções para a criação da Rota da Pesca Amadora e Esportiva.
A diretora do Departamento de Pesca Industrial, Amadora e Esportiva do MPA, Sandra Silvestre, explicou que o PNPA contribuirá para a inovação no setor. “O Plano é uma ferramenta inovadora para o monitoramento da pesca amadora e esportiva. O propósito é disponibilizar informações que vão subsidiar a construção de políticas públicas para o fomento do setor, de acordo com o compromisso do MPA em desenvolver a pesca e aquicultura em todo o país”, afirmou.
Para o secretário Nacional de Pesca Industrial, Amadora e Esportiva, Expedito Netto, o PNPA está alinhado às políticas do Governo Federal. “Nós temos um governo que gosta muito da pesca esportiva e que trabalha para o setor. Essas conquistas são fruto de muito trabalho, dos técnicos, dos Ministérios, mas mais do que isso, da luta da população. A pesca esportiva gera emprego, renda, melhoria para a vida das pessoas. E, com mais de 6,5 mil espécies, nós temos potencial para ampliar a atividade de maneira sustentável. Uma opção de lazer acessível e inclusiva para toda a família”, destacou.
O PNPA será inserido em um sistema de políticas públicas de abrangência em todo o país, com a supervisão direta do MPA. De acordo com a secretária–executiva do Conselho Nacional da Aquicultura e Pesca (CONAPE), Adriana Toledo, será criado um comitê temático para a pesca amadora e esportiva dentro do órgão consultivo do Ministério. “É uma iniciativa para desenvolver o setor em âmbito nacional, com o acompanhamento direto da execução do PNPA”, explicou.
Rota da Pesca
Além do PNPA, o MPA também deu início à criação da Rota da Pesca Amadora e Esportiva, em parceria com os Ministérios da Integração e Desenvolvimento Regional e do Turismo, com a assinatura de um Protocolo de Intenções. O projeto faz parte das Rotas de Integração Nacional e pretende alinhar inclusão produtiva, desenvolvimento sustentável e turismo à cadeia da pesca amadora e esportiva.
O ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, reforçou a importância da parceria entre os Ministérios para desenvolver o setor. “É muito representativo nós termos um governo que se preocupa com a pesca e com os pescadores, pois assim nós podemos integrar os Ministérios para criar ações e políticas que fortalecem a pesca e a aquicultura”, completou.
O ministro da Integração Nacional, Waldez Góes, destacou os números expressivos da pesca amadora e esportiva. “Apenas em 2024, foram mais de 330 mil novos registros de pescadores esportivos e 117 campeonatos pelo país. É uma atividade que está crescendo e tem muito potencial, graças ao trabalho que tem sido realizado pelo Governo Federal, com a liderança do Ministério da Pesca e Aquicultura, do ministro André de Paula”, ressaltou.
O secretário-adjunto do Ministério do Turismo, Sandro de Vargas, representou o ministro Celso Sabino e se disse orgulhoso em assinar o Protocolo de Intenções. “Essa será uma iniciativa estratégica para integrar turismo, pesca e desenvolvimento regional, com foco no crescimento sustentável”, acrescentou.
Outros lançamentos
No mesmo evento, também aconteceu o lançamento do livro “Pesca Amadora no Brasil”, publicação que traz resultados de estudos e pesquisas sobre a atividade, e uma websérie documental sobre as boas práticas de manuseio de peixes e o turismo da pesca sustentável. Ambos os projetos foram produzidos pelo MPA em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Além disso, foi apresentado o Painel Virtual da Pesca Amadora e Esportiva, ferramenta que traz dados sobre a atividade em todo o país.
Compromisso com a pesca – Emocionado, André de Paula também reafirmou o compromisso assumido em liderar o MPA para trazer resultados cada vez melhores para o setor pesqueiro. “Este é um dos momentos mais importantes da minha passagem por este ministério. Fico muito feliz com esses lançamentos e agradeço a todos que contribuíram direta e indiretamente para este trabalho. Tenho certeza de que este momento ficará marcado na memória de todos e será mais um passo fundamental para o desenvolvimento da pesca amadora e esportiva”, concluiu.
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Colheita passa da metade, mas chuva atrasa máquinas e aumenta risco de perdas
A colheita do milho safrinha entrou na segunda metade no Brasil, puxada pelo avanço das máquinas em Mato Grosso. O ritmo nacional, entretanto, continua abaixo do registrado no ano passado, enquanto chuvas e elevada umidade dos grãos dificultam os trabalhos no Paraná e em Mato Grosso do Sul.
O último levantamento consolidado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostrava 49,8% da área colhida até 18 de julho, ante 55,5% no mesmo período de 2025 e uma média de 56,7% nos últimos cinco anos. Dados estaduais divulgados posteriormente indicam que o País já ultrapassou a metade da área, embora ainda não exista um novo percentual nacional consolidado.
A segunda safra concentra aproximadamente 77% de todo o milho produzido no Brasil. A Conab estima uma colheita de 109,43 milhões de toneladas, dentro de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, considerando também as safras de verão e a terceira safra.
Mato Grosso está mais próximo de concluir os trabalhos. Até sexta-feira (24), os produtores haviam retirado o cereal de 90,66% da área, avanço de 11,74 pontos percentuais em uma semana. O índice supera ligeiramente os 90,37% observados no mesmo período do ano passado, mas permanece abaixo da média de 92,68% dos últimos cinco anos.
No Médio-Norte mato-grossense, principal polo produtor do cereal, a colheita chegou a 98,03%. Mantido o ritmo atual e sem novas interrupções climáticas, o Estado deverá encerrar a maior parte dos trabalhos entre o fim de julho e o início de agosto.
Mato Grosso deve colher um recorde de 57,06 milhões de toneladas, mais da metade de todo o milho segunda safra previsto pela Conab para o Brasil. A produtividade estadual foi estimada em 128,64 sacas por hectare, resultado favorecido pelo desempenho das lavouras do Médio-Norte.
A situação é diferente no Paraná. A colheita havia alcançado 29% da área no início da última semana, ante 40% no mesmo período de 2025 e 67% em 2024. Além do plantio mais tardio, as chuvas recentes impediram a entrada das máquinas em várias propriedades e mantiveram elevada a umidade dos grãos.
O Paraná deverá concentrar a retirada do milho durante agosto. Parte dos trabalhos poderá avançar por setembro, especialmente nas áreas implantadas mais tarde. O Estado cultiva aproximadamente 2,9 milhões de hectares e espera colher cerca de 17,4 milhões de toneladas na segunda safra.
As precipitações da semana passada reduziram o ritmo, mas ainda não há confirmação de perdas expressivas provocadas diretamente pelas chuvas. Segundo técnicos do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), o principal efeito observado até agora é operacional. O excesso de umidade impede a colheita e aumenta os gastos com secagem, mas a extensão de eventuais danos dependerá do tempo de permanência do milho maduro no campo.
Quanto maior a demora, maior o risco de germinação dos grãos na espiga, ocorrência de fungos, tombamento das plantas e redução do padrão comercial. A umidade também pode provocar filas nos armazéns e limitar o recebimento das cargas, sobretudo quando muitos produtores retomam a colheita ao mesmo tempo após a abertura do tempo.
Em Mato Grosso do Sul, a retirada do cereal chegou a 15,8% da área até 17 de julho, ante 8,2% na semana anterior. Apesar da aceleração, o Estado permanece atrás do ritmo da safra passada. As chuvas registradas desde junho elevaram a umidade dos grãos e retardaram a entrada das máquinas.
A produção sul-mato-grossense está estimada em 11,14 milhões de toneladas, cultivadas em 2,2 milhões de hectares. Historicamente, a colheita ganha força na segunda quinzena de julho e atinge o pico entre o fim deste mês e o início de setembro. Por isso, o atraso atual ainda pode ser parcialmente recuperado se houver uma sequência de dias secos.
Goiás havia colhido 28% da área até 18 de julho. No Estado, a maior preocupação não está apenas no calendário. Períodos de estiagem registrados em abril e maio atingiram as lavouras durante fases importantes do desenvolvimento e reduziram o potencial produtivo em diferentes regiões.
A falta de chuva também afetou áreas de Minas Gerais, São Paulo e Piauí. Nesses locais, a colheita deverá confirmar perdas provocadas por espigas menores, falhas no enchimento dos grãos e redução da produtividade. O impacto varia conforme a época de plantio e o estágio em que cada lavoura enfrentou o déficit hídrico.
No Rio Grande do Sul, os temporais da última semana causaram alagamentos e danos em mais de 200 municípios. O impacto sobre a produção nacional de milho, porém, tende a ser limitado porque o Estado concentra sua produção na primeira safra, que já havia sido praticamente concluída antes das chuvas. Os maiores riscos imediatos estão nas estradas rurais, nas estruturas das propriedades e nas culturas de inverno.
Pelo calendário dos principais estados produtores, a maior parte da segunda safra brasileira deverá ser retirada até o fim de agosto. Áreas implantadas mais tarde no Paraná, em Mato Grosso do Sul e em partes do Matopiba poderão permanecer no campo durante setembro.
O volume final continuará elevado, mas a diferença entre as regiões será significativa. Mato Grosso caminha para uma colheita recorde e praticamente concluída, enquanto produtores de outros estados ainda enfrentam atraso, umidade excessiva ou perdas causadas pela estiagem.
Fonte: Pensar Agro


