AGRONEGOCIOS
Na Bahia Farm Show, Governo Federal anuncia R$ 14 bilhões para o programa Move Agricultura
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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou nesta segunda-feira (8) da abertura da 20ª edição da Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães (BA), integrando a comitiva do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.
Durante a cerimônia, o vice-presidente Alckmin destacou a relevância do agronegócio para a economia brasileira e ressaltou a posição de liderança do país no mercado internacional. “Hoje estamos entre os três maiores produtores do mundo e somos o maior exportador de alimentos. No ano passado, o agro brasileiro exportou US$ 169 bilhões”, evidenciou.
Na ocasião, foram anunciadas medidas voltadas ao fortalecimento da produção agropecuária e da logística nacional. Entre elas, o programa Move Agricultura, que disponibilizará R$ 14 bilhões em crédito para a aquisição de tratores, colheitadeiras, plantadeiras e demais implementos agrícolas, com taxa de juros de 9,52% ao ano.
O vice-presidente Geraldo Alckmin também anunciou a disponibilização de R$ 21,1 bilhões para renovação da frota de transporte de cargas e passageiros. Desse total, R$ 19,1 bilhões serão destinados à aquisição de caminhões e R$ 2 bilhões à compra de ônibus, além de recursos voltados a implementos rodoviários. A expectativa é que os financiamentos contem com taxas em torno de 12% ao ano.
As iniciativas integram o conjunto de ações do Governo Federal voltadas ao aumento da competitividade, da produtividade e da eficiência logística do agronegócio brasileiro.
Em seu discurso, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, reafirmou o compromisso do Governo Federal com o desenvolvimento do setor agropecuário e destacou os investimentos realizados nos últimos anos por meio do Plano Safra. “Estamos trabalhando para que os números do próximo Plano Safra sejam compatíveis com o crescimento e a pujança da nossa atividade”, disse.
O ministro André de Paula também ressaltou a credibilidade do sistema de defesa agropecuária brasileiro e os avanços alcançados pelo país na ampliação de mercados internacionais. “Não por acaso o Brasil exporta para mais de 170 países. Recentemente, a China reconheceu o status do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação em todo o território nacional”, destacou.
André de Paula enfatizou ainda a importância estratégica do Oeste baiano para a produção agropecuária nacional e ressaltou a trajetória de desenvolvimento da região.
“Trata-se de uma das maiores histórias de transformação produtiva do Brasil, construída pela força do povo nordestino, pela coragem de milhares de imigrantes vindos de outras regiões, especialmente do Sul do país, e pelo apoio decisivo da ciência, da tecnologia e da inovação”, declarou.
Durante a solenidade, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, destacou a importância da Bahia Farm Show como espaço de diálogo entre o setor produtivo e o poder público. O governador também ressaltou os investimentos em infraestrutura logística na região Oeste, com projetos ferroviários e rodoviários voltados à ampliação da capacidade de escoamento da produção e ao fortalecimento da agroindustrialização.
“Precisamos avançar na agregação de valor à produção agropecuária, transformando matéria-prima em proteína e produtos industrializados, gerando mais renda, empregos e desenvolvimento para a Bahia e para o Brasil”, afirmou.
BAHIA FARM SHOW
Realizada pela Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), com apoio da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), da Associação dos Revendedores de Máquinas e Equipamentos Agrícolas do Oeste da Bahia (Assomiba) e da Fundação Bahia, a Bahia Farm Show é considerada uma das principais feiras de tecnologia agrícola e negócios do país.
A 20ª edição do evento ocorre entre os dias 8 e 13 de junho e reúne representantes do setor produtivo, instituições públicas, empresas, entidades de classe e agentes estratégicos ligados ao agronegócio.
Para 2026, a organização ampliou em 35% a área do complexo em relação ao ano anterior, totalizando 38 hectares (380 mil metros quadrados). A expectativa é receber mais de 500 expositores e movimentar investimentos estimados em R$ 180 milhões, consolidando a feira como uma das principais vitrines da inovação, tecnologia e competitividade do agronegócio brasileiro.
Informações à imprensa
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AGRONEGOCIOS
Reforma Tributária no Agronegócio: desorganização fiscal pode pesar mais que aumento de impostos para o produtor rural
A Reforma Tributária aprovada no Brasil inaugura uma das maiores mudanças estruturais já enfrentadas pelo agronegócio nas últimas décadas. Mais do que uma simples alteração de alíquotas, o novo modelo deve redefinir a forma como produtores rurais, cooperativas e agroindústrias organizam suas operações, gerenciam custos e estruturam seus negócios.
Especialistas alertam que, nesse novo cenário, a falta de organização tributária pode gerar impactos financeiros mais relevantes do que o próprio aumento de carga tributária em determinados casos, especialmente para produtores que não se adaptarem às novas regras.
Modelo atual chega ao fim e dá lugar ao IBS e CBS
Durante anos, o agronegócio brasileiro operou sob um sistema tributário complexo, baseado em regimes especiais, benefícios fiscais e diferentes tratamentos entre estados e União. Embora tenha permitido certa competitividade ao setor, esse modelo também gerou alta complexidade operacional.
Com a implementação da Reforma Tributária, o sistema passa a ser estruturado principalmente pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), que substituem uma série de tributos atuais.
A proposta busca maior uniformidade, transparência e simplificação na tributação sobre consumo. No entanto, na prática, exigirá reorganização profunda das rotinas fiscais, contábeis e operacionais do setor agropecuário.
Produtor rural passa a ter novas obrigações e enquadramentos
Um dos pontos de maior atenção no novo sistema é a ampliação da base de contribuintes e a reconfiguração do enquadramento do produtor rural.
Com a criação de um novo modelo de cadastro tributário, a pessoa física poderá ser enquadrada como contribuinte dentro de critérios específicos. Produtores com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões poderão optar pelo enquadramento, enquanto aqueles que ultrapassarem esse limite — considerando a soma de atividades vinculadas, inclusive entre pessoas físicas e jurídicas — passarão a ser obrigatoriamente contribuintes.
A medida exige atenção redobrada à organização financeira e societária das propriedades rurais, já que o enquadramento impacta diretamente a forma de tributação e apuração de créditos.
Créditos tributários e insumos exigem nova estratégia de gestão
Outro ponto crítico da Reforma Tributária no agro está na gestão de créditos e na formação de preços ao longo da cadeia produtiva.
O novo modelo prevê redução de aproximadamente 60% da alíquota para determinados insumos e alíquota zero para itens da cesta básica. No entanto, o setor rural convive atualmente com regimes específicos, isenções e benefícios que afetam diretamente a composição do custo de produção.
Com a transição para o novo sistema, será necessário reavaliar a estrutura de custos, a precificação de produtos e a capacidade de aproveitamento de créditos tributários ao longo da cadeia produtiva.
Planejamento tributário passa a ser fator decisivo no agro
A experiência do agronegócio brasileiro mostra que os produtores mais competitivos não são apenas os que conseguem maior produtividade, mas aqueles que se antecipam às mudanças regulatórias e estruturais do mercado.
Nesse contexto, o planejamento tributário, a gestão patrimonial e o planejamento sucessório deixam de ser ferramentas complementares e passam a integrar a estratégia central dos negócios rurais.
A adaptação ao novo sistema exigirá maior integração entre contabilidade, gestão financeira e consultoria jurídica, especialmente em propriedades de médio e grande porte.
Reforma Tributária exige preparo e visão de longo prazo
A Reforma Tributária representa uma transformação estrutural de grande impacto para toda a economia brasileira, com reflexos diretos no agronegócio.
Para o produtor rural, o desafio não se limita à compreensão das novas regras, mas envolve a necessidade de reorganizar sua estrutura de negócios para manter competitividade, preservar patrimônio e garantir sustentabilidade financeira no longo prazo.
Em um cenário mais regulado e tecnicamente exigente, a capacidade de planejamento passa a ser tão importante quanto a eficiência produtiva, consolidando a gestão tributária como um dos pilares estratégicos do agronegócio moderno.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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