AGRONEGOCIOS
Nestlé investe R$ 450 milhões para ampliar fábrica de Nescafé Dolce Gusto em Montes Claros
AGRONEGOCIOS
A Nestlé Brasil anunciou um investimento de aproximadamente R$ 450 milhões para expandir a fábrica de Nescafé Dolce Gusto em Montes Claros (MG) entre 2025 e 2028. A expansão pretende elevar em 40% a capacidade produtiva da unidade, que é a única das Américas e uma das cinco unidades globais da marca.
O aporte integra o pacote de R$ 7 bilhões anunciado pela companhia neste ano e visa sustentar o crescimento acelerado do negócio de cápsulas de café no país, que registrou crescimento de dois dígitos nos últimos dois anos.
Novas linhas, modernização tecnológica e espaço para sachês de café
O projeto adicionará 7.000 m² à unidade e será implementado em etapas. Entre as melhorias previstas estão:
- Modernização de equipamentos e automação de processos;
- Instalação de duas novas linhas de produção de cápsulas e multibebidas à base de café, como cappuccino e latte;
- Construção de espaço dedicado ao envase de sachês de café solúvel;
- Ampliação de áreas para paletização e armazenamento de insumos.
A primeira fase, com início de operação previsto para o segundo semestre de 2026, deve gerar cerca de 1.000 empregos diretos e indiretos. A expansão total será concluída até o primeiro trimestre de 2028, incluindo a operação das novas linhas de cápsulas e a criação de mais postos de trabalho.
Inovação e portfólio diferenciado
A unidade de Montes Claros se destaca por sua capacidade de inovação, lançando novos sabores anualmente. A fábrica está entre as que mais desenvolvem soluções em cápsulas de café e multibebidas no mundo, fortalecendo a marca Nescafé Dolce Gusto e o portfólio global da Nestlé.
Segundo Mariana Gradnauer, diretora da fábrica, “este investimento reafirma nossa jornada de premiumização da marca e nosso compromisso com a região, com foco em soluções inovadoras, sustentáveis e eficientes.”
Histórico de ampliações e liderança feminina
Inaugurada em 2015, a fábrica já passou por duas ampliações:
- 2018: instalação de novas linhas de produção de cápsulas da primeira geração;
- 2022: produção de cápsulas compostáveis Dolce Gusto NEO.
A unidade também é referência em diversidade e inclusão, com 57% do quadro de colaboradores formado por mulheres e sendo a primeira planta da Nestlé no Brasil a ter uma diretora de fábrica.
Sustentabilidade como prioridade
A fábrica é pioneira em ESG dentro da Nestlé:
- Primeira unidade global da marca com impacto ambiental neutro em água, resíduos e emissões de carbono;
- Utiliza 100% da água proveniente da unidade vizinha de Leite Moça, sem explorar fontes naturais potáveis;
- Todos os resíduos são destinados a reciclagem, compostagem ou coprocessamento;
- Equipamentos com baixa emissão de poluentes, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas.
A expansão reforça o compromisso da Nestlé com inovação, eficiência e sustentabilidade, consolidando Montes Claros como polo estratégico para o desenvolvimento global de cafés em cápsulas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Vacinação contra Salmonella reduz mortalidade de suínos em mais de 50% e gera ROI de até 796%
Desafio sanitário cresce na suinocultura brasileira
A suinocultura nacional tem enfrentado um cenário de maior pressão sanitária com o avanço da Salmonella enterica sorovar Choleraesuis. Além dos impactos na produtividade e no bem-estar animal, a presença da bactéria também representa risco para a saúde pública e pode afetar a competitividade do Brasil no mercado exportador.
No campo produtivo, os prejuízos estão associados principalmente à redução do ganho de peso e ao aumento da mortalidade nas fases iniciais de criação.
Vacinação reduz mortalidade em mais de 54% na fase de creche
Um levantamento realizado pela MSD Saúde Animal em uma granja comercial em Minas Gerais apontou resultados expressivos com a adoção de estratégia vacinal preventiva.
A taxa de mortalidade na fase de creche caiu de 6,51% para 2,97%, o que representa uma redução de 54,38% nas perdas de animais.
O desempenho reforça o papel da imunização como ferramenta central no controle da enfermidade dentro dos sistemas produtivos.
Retorno econômico chega a quase R$ 8 para cada R$ 1 investido
Além dos ganhos sanitários, o estudo também evidenciou forte impacto financeiro positivo.
A redução da mortalidade foi associada a um incremento estimado de mais de R$ 163 mil por ano no resultado da granja analisada. O Retorno sobre o Investimento (ROI) atingiu 796%.
Na prática, isso significa que cada R$ 1,00 aplicado na vacinação gerou aproximadamente R$ 7,96 de retorno líquido ao produtor.
Segundo Juliana Fernandes, coordenadora técnica de Suinocultura da MSD Saúde Animal, o resultado reforça o papel estratégico da prevenção sanitária dentro da atividade.
Tecnologia vacinal e eficiência operacional na granja
O estudo avaliou o uso da vacina viva atenuada Porcilis® Argus SC/ST, destacando não apenas sua eficácia, mas também a praticidade de aplicação no manejo diário.
Entre os diferenciais observados estão:
- Aplicação via água de bebida, eliminando o uso de agulhas
- Dose única, simplificando o protocolo sanitário
- Redução de mão de obra e custos operacionais
O protocolo é direcionado a leitões desmamados entre 21 e 25 dias de idade, período considerado crítico para a proteção imunológica na fase de creche.
Alternativas de aplicação ampliam flexibilidade no manejo
A vacina também demonstrou viabilidade de aplicação oral direta com uso de dosador tipo pistola (pig doser), mantendo eficácia e segurança clínica e microbiológica.
Nesse modelo, a administração ocorre em dose única de 1 mL ou 2 mL em leitões desmamados.
Segundo especialistas, a possibilidade de diferentes formas de aplicação contribui para adaptar o protocolo às rotinas de cada sistema produtivo, sem perda de desempenho sanitário.
Resistência antimicrobiana reforça papel da imunização
O avanço da resistência a antimicrobianos tem ampliado a preocupação do setor com estratégias preventivas.
Entre 2017 e 2022, a S. Choleraesuis foi o segundo sorovar mais identificado em suínos no Brasil, representando cerca de 33% dos casos, atrás apenas da S. Typhimurium, com 43%.
Esse cenário reforça a vacinação como uma das principais ferramentas para reduzir o uso de antibióticos, melhorar a sanidade dos rebanhos e garantir maior sustentabilidade econômica da produção.
Perspectiva para o setor
Os resultados observados indicam que programas de imunização bem estruturados podem gerar impacto direto na redução de perdas produtivas e na melhoria da rentabilidade das granjas.
A tendência é que estratégias preventivas ganhem ainda mais relevância diante do aumento dos desafios sanitários e da busca por sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


