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Nova safra brasileira e clima pressionam cotações do café, que operam em direções opostas nas bolsas internacionais
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Mercado do café registra movimentos divergentes nesta quinta-feira (12)
Os preços dos contratos futuros de café operavam de forma mista nas bolsas internacionais na manhã desta quinta-feira (12), refletindo a influência da nova safra brasileira e as incertezas climáticas.
Safra brasileira pressiona os preços internacionais
Segundo boletim do Escritório Carvalhaes, a entrada da nova safra de café 2025 do Brasil no mercado está provocando pressão sobre as cotações em Nova Iorque e Londres. Fundos e especuladores vêm atuando para derrubar os preços diante da perspectiva de maior oferta.
A colheita da safra 2025/2026 avança em bom ritmo, com dados preliminares confirmando as expectativas de técnicos e produtores: a produção de conilon deve ser superior à registrada em 2024, enquanto a de arábica deve ser menor do que a da safra atual.
Volatilidade continua com chegada do inverno brasileiro
A aproximação do inverno no Brasil deve manter a volatilidade no mercado nos próximos meses. Embora as previsões atuais não indiquem risco de geadas, a maior parte dos modelos climáticos oferece maior precisão apenas no curto prazo. Isso mantém um cenário de incerteza, que pode impulsionar novas altas de preços.
Além disso, os estoques certificados pela ICE para arábica e robusta voltaram a cair abaixo dos níveis da safra 2024/2025 na última semana, o que gera preocupações adicionais, conforme destaca Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.
Cotações do arábica recuam
Por volta das 8h50 (horário de Brasília), os contratos futuros do café arábica apresentavam queda nos principais vencimentos:
- Julho/25: recuo de 80 pontos, cotado a 349,85 cents por libra-peso
- Setembro/25: baixa de 120 pontos, a 347,40 cents/lbp
- Dezembro/25: perda de 155 pontos, negociado a 341,90 cents/lbp
Robusta opera em alta
Enquanto isso, os contratos futuros do café robusta registravam avanço nos principais vencimentos:
- Julho/25: alta de US$ 37, cotado a US$ 4.429 por tonelada
- Setembro/25: ganho de US$ 34, a US$ 4.325/t
- Novembro/25: aumento de US$ 27, negociado a US$ 4.254/t
Perspectivas
O mercado segue atento ao ritmo da colheita no Brasil, às condições climáticas e aos níveis dos estoques globais. Esses fatores devem continuar ditando o tom das negociações nos próximos meses, em um cenário de forte oscilação entre oferta e demanda.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportações de algodão de Mato Grosso batem recorde em junho e China amplia compras da pluma brasileira
As exportações de algodão em pluma de Mato Grosso registraram um novo recorde para o mês de junho, consolidando o protagonismo do estado no comércio internacional da fibra. Impulsionadas pelo forte avanço da demanda chinesa e pela competitividade da pluma brasileira, as vendas externas apresentaram crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado.
De acordo com análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), elaborada com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 217,04 mil toneladas de algodão em pluma em junho de 2026. Embora o volume represente uma retração de 25,46% frente a maio, houve avanço de 63,41% na comparação com junho de 2025.
Mato Grosso lidera exportações brasileiras de algodão
Em Mato Grosso, os embarques somaram 154,18 mil toneladas em junho, resultado que representa queda mensal de 20,70%, mas crescimento de 66,38% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
O desempenho estabeleceu um novo recorde para junho na série histórica da Secex, reforçando a liderança do estado nas exportações brasileiras de algodão.
Safra 2024/25 mantém ritmo forte nas vendas externas
No acumulado da safra 2024/25, entre agosto de 2025 e junho de 2026, Mato Grosso exportou 1,97 milhão de toneladas de algodão em pluma.
O volume representa um crescimento de 13,57% em comparação ao mesmo período da temporada anterior, evidenciando o fortalecimento da presença brasileira no mercado internacional da fibra.
China amplia importações e consolida liderança entre os compradores
Segundo o Imea, a China permaneceu como o principal destino do algodão mato-grossense na safra 2024/25.
As compras chinesas cresceram 53,97% em relação ao ciclo anterior e passaram a representar 19,75% de todas as exportações de algodão realizadas pelo estado.
O instituto atribui esse avanço à maior competitividade da pluma brasileira em um cenário de elevada oferta exportável, fator que aumentou a atratividade do produto nacional frente aos concorrentes internacionais.
Mato Grosso concentra embarques para o mercado chinês
Com o forte crescimento da demanda asiática, Mato Grosso respondeu por mais da metade das exportações brasileiras de algodão destinadas à China, reforçando sua posição estratégica no abastecimento do maior mercado consumidor mundial da fibra.
A combinação entre elevada produção, qualidade da pluma e competitividade nos preços segue fortalecendo o estado como principal polo exportador de algodão do Brasil e um dos mais relevantes fornecedores do mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


