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Novo acordo entre EUA e China impulsiona bolsas asiáticas e valoriza o iuan

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As bolsas asiáticas iniciaram a semana em alta e o iuan registrou valorização significativa, refletindo o impacto positivo do acordo comercial anunciado entre Estados Unidos e China. O entendimento prevê uma redução recíproca de tarifas, amenizando os riscos de uma guerra comercial de grandes proporções. O resultado animou os mercados, levando os principais índices da região a fecharem com expressivas altas nesta segunda-feira (12).

Acordo entre EUA e China eleva otimismo no mercado

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que os dois países chegaram a um consenso durante reuniões realizadas em Genebra, na Suíça. A decisão prevê a redução das tarifas recíprocas em 115 pontos percentuais. A medida foi formalizada por meio de uma declaração conjunta e sinaliza um alívio nas tensões comerciais que vinham se intensificando.

Segundo Bessent, o entendimento entre as potências econômicas dá sinais de que um conflito comercial mais amplo pode ter sido evitado, o que trouxe alívio e confiança aos investidores globais.

Bolsas chinesas lideram ganhos na Ásia

A resposta dos mercados à notícia foi imediata. Em Hong Kong, o índice Hang Seng disparou 2,98%, enquanto o setor de tecnologia registrou uma valorização superior a 5% — os maiores ganhos em um único dia desde o início de março.

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Na China continental, o índice SSEC, de Xangai, teve alta de 0,82%, e o CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 1,16%.

William Xin, presidente do fundo de hedge Spring Mountain Pu Jiang Investment Management, comentou que o resultado das negociações superou as expectativas. “Antes, o mercado apenas esperava que as partes voltassem a dialogar. Agora, há mais certeza. Tanto as ações quanto o iuan tendem a permanecer em alta por um tempo”, afirmou.

Iuan atinge maior valor em seis meses

Além dos avanços nas bolsas, o iuan também se fortaleceu. A moeda chinesa atingiu 7,2001 unidades por dólar, o maior valor dos últimos seis meses. No mercado offshore, o iuan teve valorização superior a 0,5%, reforçando a tendência positiva observada após o anúncio do acordo.

Principais bolsas da Ásia fecham em alta

Além da China, outros mercados da Ásia também reagiram positivamente ao anúncio:

  • Tóquio (Nikkei 225): alta de 0,38%, encerrando aos 37.644 pontos
  • Hong Kong (Hang Seng): valorização de 2,98%, fechando a 23.549 pontos
  • Xangai (SSEC): ganho de 0,82%, alcançando 3.369 pontos
  • Shenzhen/Xangai (CSI300): alta de 1,16%, encerrando aos 3.890 pontos
  • Seul (Kospi): valorização de 1,17%, aos 2.607 pontos
  • Taiwan (Taiex): avanço de 1,03%, fechando aos 21.129 pontos
  • Cingapura (Straits Times): mercado fechado
  • Sydney (S&P/ASX 200): leve alta de 0,03%, com 8.233 pontos
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O movimento dos mercados asiáticos demonstra a importância do diálogo entre as principais economias globais e indica que avanços diplomáticos têm potencial de aliviar incertezas e impulsionar o apetite por risco no cenário internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Reino Unido amplia pressão e setor do agro brasileiro reage a novas restrições à carne

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O agronegócio brasileiro enfrenta um novo cenário de pressão no comércio internacional após a decisão da União Europeia (UE) de suspender, a partir de setembro, as exportações de carne brasileira, somada ao anúncio de que o Reino Unido também avalia impor restrições adicionais ao produto nacional.

O movimento conjunto dos mercados mais exigentes do mundo acende um alerta no setor pecuário e reforça a necessidade de adequação às regras sanitárias internacionais, especialmente no que se refere à rastreabilidade, uso de antimicrobianos e comprovação de conformidade produtiva.

Pressão internacional exige maior comprovação sanitária do Brasil

Especialistas avaliam que o principal desafio do Brasil não está apenas no cumprimento formal das normas, mas na capacidade de demonstrar, de forma auditável e contínua, que toda a cadeia produtiva atende aos padrões exigidos por mercados como o europeu e o britânico.

De acordo com a coordenadora de contratos e agronegócios do CSA Advogados, Ieda Queiroz, a União Europeia adota critérios rigorosos baseados em evidências verificáveis.

“A UE não trabalha com presunção de conformidade; ela exige evidências. Sem demonstrar, de forma verificável, o uso adequado de antimicrobianos e a rastreabilidade animal, o impacto será duradouro — e afeta a credibilidade global do país”, afirma.

A especialista ressalta que o avanço das restrições britânicas reforça que o tema não é pontual, mas sistêmico dentro do comércio internacional de proteínas animais.

“Quando outro mercado de alta exigência sanitária sinaliza restrições, fica claro que a governança sanitária brasileira está sob escrutínio internacional”, acrescenta.

MAPA articula resposta técnica para evitar ampliação das restrições

Diante do cenário, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) trabalha na consolidação de relatórios técnicos para responder às exigências das autoridades europeias e buscar a reversão das medidas anunciadas.

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A estratégia do governo envolve a apresentação de dados sobre controle sanitário, práticas de produção e sistemas de fiscalização adotados no país.

No entanto, especialistas destacam que a reabertura ou manutenção de mercados dependerá diretamente da capacidade de comprovação prática de conformidade ao longo de toda a cadeia produtiva da carne bovina.

Rastreamento e uso de antibióticos seguem no centro do debate

Embora o Brasil possua regulamentação que proíbe o uso de antibióticos como promotores de crescimento na pecuária, esse fator, isoladamente, não é suficiente para atender às exigências dos mercados europeu e britânico.

As autoridades internacionais também demandam rastreabilidade individual dos animais, auditorias independentes e documentação completa de todas as etapas do processo produtivo, desde a origem até o abate e processamento.

Segundo especialistas, a diferença entre a legislação vigente e a implementação prática desses controles ainda representa um dos principais entraves para o acesso pleno a mercados mais rigorosos.

“A distância entre norma e prática ainda é grande”, avalia Ieda Queiroz.

Competitividade da carne brasileira pode ser impactada

O aumento das exigências internacionais ocorre em um momento em que o Brasil ocupa posição de destaque no comércio global de proteínas animais, com forte participação em mercados da Ásia, Oriente Médio e Europa.

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No entanto, a ampliação das barreiras sanitárias pode impactar diretamente a competitividade do setor, caso o país não consiga comprovar com robustez a conformidade de seus sistemas produtivos.

Especialistas alertam que a manutenção e expansão da presença brasileira no mercado internacional dependerá cada vez mais de transparência, rastreabilidade e alinhamento com padrões globais de governança sanitária.

Setor agropecuário entra em fase de adaptação e resposta

O cenário reforça a necessidade de adaptação estrutural do setor agropecuário brasileiro, especialmente na pecuária de corte, que depende fortemente do mercado externo.

A tendência é de maior pressão por sistemas integrados de controle, digitalização de processos e fortalecimento de auditorias independentes, com foco na comprovação de origem e conformidade sanitária.

Com a União Europeia avançando em restrições e o Reino Unido sinalizando medidas semelhantes, o Brasil enfrenta um momento decisivo para consolidar sua reputação como fornecedor global de carne dentro dos padrões exigidos pelos mercados mais rigorosos do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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