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Número de empresas exportadoras em São Paulo atinge recorde histórico em 2025
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O estado de São Paulo alcançou 13.268 empresas exportadoras em 2025, o maior número já registrado na série histórica. Os dados constam no Relatório Anual de Comércio Exterior por Porte de Empresas, elaborado pela Secretaria de Comércio Exterior.
O resultado representa crescimento de 3,13% em relação a 2024 e consolida São Paulo como o principal polo exportador do Brasil, reunindo empresas de diferentes setores e tamanhos com atuação no mercado internacional.
Crescimento das exportadoras ocorre em todos os portes empresariais
O avanço no número de empresas exportadoras foi registrado em todas as categorias de porte, indicando um ambiente de negócios favorável à internacionalização.
Entre os destaques:
- Microempresas e MEIs: aumento de 2.240 para 2.312 empresas exportadoras (+3,2%)
- Pequenas empresas: crescimento de 2.425 para 2.484 (+2,4%)
- Médias e grandes empresas: expansão de 8.200 para 8.472 (+3,3%)
As médias e grandes empresas continuam concentrando o maior volume exportado, mas o crescimento entre empresas menores demonstra uma ampliação da base exportadora paulista.
InvestSP destaca fortalecimento da economia paulista
Para a InvestSP, os números refletem o fortalecimento da economia do estado e a expansão das oportunidades para empresas acessarem mercados internacionais.
Segundo o presidente da entidade, Rui Gomes Junior, o crescimento das exportações está ligado à diversidade econômica de São Paulo.
“São Paulo tem ampliado de forma consistente sua presença no comércio internacional, e o crescimento do número de empresas exportadoras mostra a força e a diversidade da nossa economia”, afirma.
Programas de internacionalização apoiam empresas paulistas
De acordo com Rui Gomes Junior, iniciativas voltadas à internacionalização têm ajudado empresas a acessar novos mercados e ampliar suas vendas externas.
Entre os programas desenvolvidos pela InvestSP está o Exporta SP, que oferece capacitação e mentoria para empresas interessadas em iniciar ou expandir suas exportações.
Além disso, a agência também organiza missões empresariais para feiras e eventos internacionais, criando oportunidades de negócios e conexões com compradores globais.
Programa Município Global fortalece inserção internacional das cidades
Outra iniciativa promovida pela InvestSP é o Município Global, voltado ao apoio às prefeituras na construção de estratégias de inserção internacional.
O programa busca promover as vocações econômicas dos municípios no exterior, além de fortalecer a conexão entre cidades, empresas e mercados globais.
Com essa estratégia, o governo paulista pretende ampliar as oportunidades de negócios internacionais e impulsionar o desenvolvimento econômico regional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais
As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.
A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.
O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.
No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.
Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.
A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.
Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.
O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.
Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.
Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.
Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.
A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.
Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.
Fonte: Pensar Agro


