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Oferta elevada pressiona preços do feijão carioca e preto no mercado nacional

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Queda nos preços é impulsionada pelo aumento da oferta

Os preços do feijão carioca e do feijão preto mantiveram trajetória de queda ao longo da última semana, de acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). A desvalorização é resultado do avanço da oferta nas principais regiões produtoras, que tem superado o ritmo da demanda.

Segundo o Cepea, compradores vêm atuando de forma pontual, evitando aquisições de grandes volumes, o que tem reforçado o enfraquecimento das cotações no mercado interno.

Maior disponibilidade de produto no Sudoeste Paulista

A região sudoeste de São Paulo tem se destacado pelo aumento da oferta, especialmente de feijão carioca com grãos mais claros, escurecimento lento e boa padronização — com mais de 90% de grãos retidos na peneira 12 e níveis adequados de umidade.

Essa melhora na qualidade do produto ampliou a disponibilidade no mercado, contribuindo para a pressão baixista sobre os preços.

Feijão preto também registra recuo nas cotações

O feijão preto segue a mesma tendência do carioca, com aumento da oferta de lotes comerciais observado pelo Cepea. Em São Paulo, os agentes de mercado permanecem atentos às chuvas durante o período de colheita, que podem afetar diretamente a qualidade dos grãos devido ao excesso de umidade.

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Produtores priorizam armazenamento em outras regiões

Em outras praças acompanhadas pelo Cepea, produtores têm adotado uma postura mais cautelosa, optando por armazenar parte da produção e disponibilizar apenas lotes pontuais para o mercado. Essa estratégia visa evitar vendas em momentos de baixa e aguardar possíveis reações nas cotações.

Expectativas para o curto prazo

A tendência de preços mais baixos deve continuar no curto prazo, enquanto o equilíbrio entre oferta e demanda não se restabelece. O mercado segue atento às condições climáticas, que podem influenciar a colheita e a qualidade dos grãos nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pecanicultura em debate: especialistas discutem produtividade, rentabilidade e perspectivas de mercado da noz-pecã

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A cadeia produtiva da noz-pecã estará em evidência durante o VII Seminário da Noz-Pecã, que será realizado no dia 8 de julho, no Ginásio São Carlos, em Anta Gorda (RS). O evento reunirá produtores, técnicos e especialistas para discutir os principais desafios e oportunidades da pecanicultura brasileira, com foco no aumento da produtividade, na qualidade dos frutos e na rentabilidade dos pomares.

Um dos destaques da programação será a palestra do coordenador técnico do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), Jaceguáy Barros, que apresentará uma análise sobre os fatores que influenciam o desempenho econômico da atividade e as perspectivas de crescimento do mercado da noz-pecã no Brasil.

Manejo eficiente é fundamental para aumentar a rentabilidade

Durante a apresentação, serão discutidos os desafios enfrentados pelos produtores em todas as etapas da cultura, desde a implantação dos pomares até sua expansão e consolidação comercial.

Entre os temas abordados estarão práticas de manejo, produtividade, qualidade dos frutos, planejamento da produção e estratégias para elevar a competitividade da atividade.

Segundo Jaceguáy Barros, o objetivo é oferecer uma visão ampla da pecanicultura, mostrando que a rentabilidade depende de um conjunto de fatores técnicos e mercadológicos.

“Vamos comentar os principais desafios e oportunidades da pecanicultura no momento de implantação, ou mesmo para quem já está com o pomar sendo conduzido, ou ainda para uma ampliação do pomar, questões estas que afetam a produção, a produtividade, a qualidade e principalmente a rentabilidade do produtor”, destaca.

Consumo da noz-pecã cresce e amplia oportunidades para os produtores

Além dos aspectos relacionados à produção, a palestra também destacará a evolução do mercado consumidor da noz-pecã, impulsionada pelo aumento da divulgação de seus benefícios nutricionais e pela crescente valorização dos alimentos saudáveis.

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Nos últimos anos, campanhas de promoção do consumo e ações de fortalecimento da cadeia produtiva têm ampliado o reconhecimento da noz-pecã entre consumidores e aberto novas oportunidades para os produtores brasileiros.

De acordo com Barros, a combinação entre qualidade nutricional e maior conscientização do público favorece o crescimento da cultura.

“A noz-pecã é uma alternativa bastante interessante em função da sua qualidade nutricional e da ampliação do consumo, resultado do trabalho de divulgação que vem consolidando o fruto seco como um importante alimento para a saúde humana”, afirma.

Evento reforça desenvolvimento da pecanicultura brasileira

O VII Seminário da Noz-Pecã será uma oportunidade para atualização técnica, troca de experiências e discussão sobre tendências de mercado, reunindo profissionais envolvidos em diferentes elos da cadeia produtiva.

Com o avanço do consumo interno e a crescente profissionalização dos pomares, especialistas avaliam que a pecanicultura apresenta potencial para ampliar sua participação no agronegócio brasileiro, desde que os produtores invistam em tecnologia, manejo eficiente e planejamento estratégico para garantir produtividade e qualidade dos frutos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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