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Perdas de mais de 47 milhões de toneladas na soja 2024/25 devido a falhas no manejo, aponta DataFarm
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A safra brasileira de soja para o ciclo 2024/25 deverá registrar perdas superiores a 47,49 milhões de toneladas devido a falhas no manejo agrícola, conforme estimativas da DataFarm. A análise, que utiliza a tecnologia YieldGapMaps, baseada em inteligência artificial e cruzamento de dados, projeta que a produção será de 165,98 milhões de toneladas, considerando uma área de 47,65 milhões de hectares. No entanto, o potencial produtivo da soja no Brasil é estimado em 207,47 milhões de toneladas, ou seja, uma diferença de 47,49 milhões de toneladas atribuída a falhas no manejo, sem considerar o impacto climático. O valor das perdas pode ser calculado em cerca de R$ 102,89 bilhões, com base no preço médio de R$ 130,00 por saca de 60 kg.
Armando Parducci, cofundador da DataFarm, explica que o YieldGapMaps não apenas prevê a produtividade das safras nacionais, mas também pode ser aplicado na previsão de safras em propriedades rurais, auxiliando na tomada de decisões de gestão. A tecnologia também é útil para instituições financeiras e seguradoras. “Nosso modelo utiliza dados de campos experimentais e áreas de fazendas com alto potencial produtivo, avaliando os efeitos do clima e do manejo. A previsão de safra é gerada com base em dados reais de produtividade municipal das últimas cinco safras, permitindo quantificar o impacto do clima e as perdas causadas por falhas no manejo”, destaca Parducci.
Além da soja, a plataforma YieldGapMaps também oferece estimativas para outras culturas como milho (safra e safrinha), cana-de-açúcar, algodão e trigo. Parducci ressalta que a agricultura de precisão pode mitigar as perdas devido a falhas no manejo, otimizando práticas como irrigação, correção de solo, plantio e aplicação de defensivos e fertilizantes.
A ferramenta oferece previsões diárias para todo o Brasil, com uma resolução espacial de dois hectares, e se destaca por sua automação total, dispensando a coleta manual de dados de campo. Isso garante maior rapidez e qualidade no processamento das informações. A YieldGapMaps está em constante evolução para atender a demandas específicas do mercado, incluindo previsões de safra, identificação de áreas com maior potencial de expansão agrícola e oportunidades para aumento de produtividade por meio de melhores práticas de manejo.
Utilizando inteligência artificial, o modelo preditivo simula a produtividade das culturas ao avaliar o impacto do clima e do manejo. A estimativa considera fatores como tipo de planta, condições climáticas diárias durante a safra, dados do solo e práticas de manejo, como data de semeadura e colheita. A simulação da produtividade potencial, em condições ideais, é ajustada com base no déficit hídrico, levando em conta a entrada e saída de água no solo, e a disponibilidade de água em cada fase da cultura. A inovação da DataFarm está em considerar também os efeitos do solo e do manejo, como a profundidade do sistema radicular, para prever com precisão a água disponível para as plantas, especialmente durante períodos de estresse hídrico. Dessa forma, é possível calcular a produtividade real do campo e as perdas relacionadas ao manejo inadequado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais
As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.
Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.
Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.
Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro
De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.
Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.
O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:
- 71% das exportações brasileiras de café;
- 30,5% dos produtos apícolas;
- 20,4% dos lácteos;
- 12,8% das rações para animais;
- 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.
Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.
Café continua liderando exportações
O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.
Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.
Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.
Complexo soja mantém segunda posição
O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.
As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.
Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.
Carnes lideram crescimento entre os principais setores
O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.
As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.
A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.
Complexo sucroalcooleiro registra retração
As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.
O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.
A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.
União Europeia permanece principal destino
A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.
O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.
Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.
O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.
Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.
Mercosul amplia volume importado
Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.
Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.
A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.
Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.
Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.
Perspectiva
Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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