AGRONEGOCIOS
Peter Surai, Palestrante Internacional, Estará em Chapecó no 25º SBSA
AGRONEGOCIOS
O professor doutor Peter Surai, renomado especialista em bioquímica nutricional e antioxidantes, será um dos palestrantes do 25º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA) e da 16ª Poultry Fair, que acontecerão de 8 a 10 de abril no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó. Organizado pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), o evento espera atrair aproximadamente 2,5 mil participantes, incluindo profissionais, estudantes e entusiastas do setor avícola.
Surai, com uma vasta carreira acadêmica e internacional, acumula mais de 950 publicações científicas, das quais 408 são artigos em revistas de alto impacto. Sua trajetória inclui o desenvolvimento do conceito de “vitagene”, que se refere à importância dos genes na promoção da saúde e longevidade, especialmente na produção de aves. A palestra do professor Surai, intitulada “Efeito dos Antioxidantes na Qualidade de Carcaças e Seus Impactos na Diminuição do Peito Madeira”, ocorrerá no dia 9 de abril, às 10h30, no Bloco Abatedouro.
Com uma carreira que o levou a ministrar palestras em mais de 70 países ao longo de 25 anos, Surai se tornou referência mundial em estudos sobre antioxidantes naturais. Seus livros, incluindo títulos como “Antioxidantes Naturais na Nutrição e Reprodução de Aves” (2002), “Selênio na Nutrição e Saúde” (2006), e “Vitagene na Biologia Aviária e Saúde de Aves” (2020), são fontes essenciais para especialistas da indústria avícola e de produção animal.
Impacto Internacional e Sustentabilidade no Setor Avícola
Tiago José Mores, presidente do Nucleovet, destaca que a presença de palestrantes internacionais no evento não só amplia a abrangência temática, mas também contribui para o desenvolvimento sustentável da avicultura na América Latina. “O impacto do SBSA vai além do avanço técnico e científico. Ele fortalece os pilares do setor, impulsionando a competitividade das exportações brasileiras e promovendo inovação, qualidade e sustentabilidade”, afirma Mores. Ele ressalta ainda que a interação com especialistas de diferentes países reforça os padrões de qualidade e segurança alimentar do Brasil, essenciais para o acesso a novos mercados.
Inscrições e Informações
As inscrições para o Simpósio estão abertas até o dia 27 de março, com valores de R$ 720 para profissionais e R$ 450 para estudantes. A entrada para a 16ª Poultry Fair custa R$ 100. Pacotes de inscrição com mais de dez participantes garantem benefícios adicionais. Profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários têm condições especiais. Para realizar a inscrição e acessar a programação completa, acesse: https://nucleovet.com.br/simposios/avicultura/inscricao.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Investimentos em pesquisa elevam produtividade e competitividade do agro de Mato Grosso do Sul
Os investimentos em pesquisa agropecuária seguem como um dos principais pilares para o aumento da produtividade e da competitividade do agronegócio em Mato Grosso do Sul. Com atuação consolidada no nordeste do Estado, a Fundação Chapadão vem ampliando sua área de abrangência e fortalecendo parcerias com instituições públicas e privadas para o desenvolvimento de tecnologias voltadas às principais culturas agrícolas.
Às vésperas de completar 29 anos de atuação, a instituição atende municípios como Chapadão do Sul, Costa Rica, Paraíso das Águas, Alcinópolis, Cassilândia, Paranaíba e Coxim, com expansão gradual de projetos para outras regiões do norte sul-mato-grossense.
Soja e milho seguem como foco central das pesquisas regionais
O presidente da Fundação Chapadão, Ilton Henrichsen, destaca que as condições climáticas da região norte de Mato Grosso do Sul favorecem a consolidação das culturas de soja e milho, que permanecem como prioridade das pesquisas.
Segundo ele, a estabilidade climática reduz impactos de veranicos mais frequentes em outras regiões, o que contribui para maior previsibilidade produtiva.
“A soja e o milho estão muito consolidados na nossa região. Por isso, as pesquisas continuarão focadas no desenvolvimento de novas cultivares, no aumento da produtividade e em soluções para os desafios que surgem a cada safra”, afirma.
Cana-de-açúcar e diversificação agrícola entram no radar científico
Além das grandes culturas, a expansão da cana-de-açúcar em áreas consideradas marginais e a presença de usinas na região têm ampliado a demanda por novas linhas de pesquisa.
Henrichsen ressalta que a cultura já é uma realidade em parte do território e deve ganhar mais espaço nos estudos técnicos.
“A cana já é uma realidade em parte da região e existe uma demanda crescente por conhecimento técnico”, destaca.
Outras cadeias produtivas, como citros em municípios como Cassilândia e Paranaíba, também aparecem como potenciais áreas de expansão da pesquisa agropecuária regional.
Fundação Chapadão nasceu para enfrentar crise de nematoides na soja
De acordo com o diretor-executivo da instituição, André Bartolomeu Piesanti, a Fundação Chapadão surgiu no fim da década de 1990 a partir de um problema crítico enfrentado por produtores rurais: a infestação de nematoides que comprometia a viabilidade da soja.
O movimento de produtores, aliado a instituições como a Embrapa e o Governo do Estado, deu origem a uma estrutura de pesquisa voltada à solução de problemas reais do campo.
Mais de 500 mil hectares são atendidos com pesquisas aplicadas
Atualmente, a Fundação desenvolve pesquisas em uma área superior a 500 mil hectares, com foco em:
- validação de cultivares
- manejo de pragas e doenças
- fertilidade do solo e nutrição vegetal
- controle de nematoides
- sementes e genética
- tecnologias para mitigação de efeitos climáticos
Segundo Piesanti, a validação regional de cultivares é essencial para orientar decisões do produtor.
“Analisamos potencial produtivo, comportamento diante de doenças, melhor época de plantio e adaptação ao clima”, explica.
Investimentos públicos sustentam avanço da pesquisa agropecuária
A Fundação Chapadão recebe apoio financeiro do Governo de Mato Grosso do Sul para manutenção das atividades de pesquisa. Os recursos são utilizados principalmente em insumos, materiais de campo e execução de experimentos.
Segundo a instituição, os aportes somaram cerca de R$ 2,5 milhões por safra em 2023 e 2024, subindo para R$ 3,7 milhões na safra 2024/2025, com previsão de aproximadamente R$ 2,7 milhões para 2026/2027.
Sustentabilidade e rastreabilidade ganham centralidade no agro
Além da produtividade, a sustentabilidade ambiental se tornou um dos eixos centrais das pesquisas. Piesanti destaca que mercados internacionais exigem cada vez mais rastreabilidade e comprovação de boas práticas.
A evolução tecnológica, segundo ele, permite maior transparência na origem da produção, com exemplos como a rastreabilidade total do algodão.
“Hoje o comprador estrangeiro quer saber de onde veio o produto”, afirma.
Inteligência artificial acelera transformação digital no campo
A incorporação da inteligência artificial ao agronegócio é outro destaque apontado pela Fundação. A tecnologia já é aplicada no monitoramento de lavouras, mecanização e análise de dados.
A instituição ainda não possui estrutura dedicada exclusivamente à IA, mas busca parcerias para integrar ferramentas de análise preditiva, identificação de riscos e apoio à tomada de decisão.
“A IA pode prever cenários e identificar riscos antes que eles aconteçam”, observa Piesanti.
Ciência, genética e análise de dados ampliam impacto das pesquisas
Para o engenheiro agrônomo Fábio Lima Abrantes, a inteligência artificial já contribui para transformar grandes volumes de dados em informações estratégicas para o produtor rural.
Na área de genética, as pesquisas avaliam desde cultivares comerciais até materiais em desenvolvimento, considerando resistência a doenças, tolerância ao déficit hídrico e adaptação climática.
O trabalho da Fundação abrange mais de 600 mil hectares, com impacto direto em municípios como Chapadão do Sul, Costa Rica, Paraíso das Águas, Coxim e Sonora.
Laboratórios garantem diagnóstico e suporte técnico ao produtor
A estrutura laboratorial da Fundação Chapadão desempenha papel fundamental no suporte às pesquisas e ao atendimento dos produtores rurais.
Segundo a engenheira agrônoma Aniele Versotto Teixeira, os laboratórios realizam diagnósticos de doenças, análises de produtos biológicos e testes de viabilidade de microrganismos utilizados no controle de pragas.
“Isso permite uma recomendação mais precisa e assertiva”, explica.
A manutenção dessa estrutura exige investimentos contínuos em equipamentos, insumos e capacitação técnica, reforçando a importância do apoio institucional.
Pesquisa agropecuária sustenta competitividade do Mato Grosso do Sul
O conjunto de ações evidencia o papel estratégico da pesquisa científica no avanço do agronegócio sul-mato-grossense. A integração entre instituições, governo e setor produtivo tem impulsionado ganhos de produtividade, sustentabilidade e inovação no campo.
Com o avanço de tecnologias como genética aplicada, análise de dados e inteligência artificial, a tendência é de maior eficiência e competitividade na agricultura regional nos próximos anos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


