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Preço do café dispara: embalagem de 500g sobe mais de 76% em três anos, aponta levantamento da VR
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O café tem pesado cada vez mais no bolso do trabalhador brasileiro. De acordo com levantamento da VR, ecossistema de soluções voltado para empregadores e empregados, a embalagem de 500g do café moído foi a que mais sofreu aumento entre maio de 2022 e maio de 2025, com alta de 76,1%. O valor passou de R$ 14,20 para R$ 25,01 no período.
A pesquisa foi elaborada com base em mais de 5 milhões de notas fiscais enviadas por mais de 3 milhões de trabalhadores conectados ao SuperApp VR.
Café em outras versões também teve aumento
Além do café moído de 500g, a VR também analisou os preços de outras variações do produto:
- Café em cápsula: teve aumento de 62,3%, passando de R$ 9,65 para R$ 15,66.
- Café moído 250g: subiu 33,5%, indo de R$ 16,01 para R$ 21,37.
- Café solúvel: registrou a menor variação, com leve alta de 2,6%, passando de R$ 11,59 para R$ 11,89.
Ainda segundo o estudo, em alguns casos, como o café em cápsula e o solúvel, não foram registradas compras em maio de 2022, e os dados consideraram o intervalo entre junho de 2022 e maio de 2025.
Média geral aponta aumento de 23% no preço do café
Ao considerar todas as variações de café avaliadas, o aumento médio do produto nos últimos três anos foi de 23,1%, com o valor médio passando de R$ 13,54 para R$ 16,68.
Comportamento do consumidor também mudou
Mesmo com a alta dos preços, o consumo médio de café se manteve estável, com cerca de duas unidades adquiridas por mês por trabalhador. No entanto, o comportamento de compra sofreu ajustes. Segundo a VR, muitos consumidores têm buscado alternativas mais econômicas, optando por marcas regionais ou com melhor custo-benefício em substituição às marcas mais tradicionais.
Mercado usa dados para ajustar ofertas
Para o diretor-executivo de Negócios Pessoa Física da VR, Cassio Carvalho, o monitoramento do comportamento de consumo ajuda não apenas os consumidores, mas também o mercado. “Na VR buscamos parceiros na indústria que podem ajudar a fazer o dinheiro do trabalhador render mais, e essa dinâmica de análise de consumo retroalimenta o mercado ao fornecer dados estratégicos para as marcas, que podem, consequentemente, ofertar aquilo que melhor se adequa aos hábitos do usuário, em especial nesse período de alta dos alimentos”, destaca.
Resumo da variação por categoria (maio/2022 a maio/2025):
- Café 500g: +76,1% (de R$ 14,20 para R$ 25,01)
- Café em cápsula: +62,3% (de R$ 9,65 para R$ 15,66)
- Café 250g: +33,5% (de R$ 16,01 para R$ 21,37)
- Café solúvel: +2,6% (de R$ 11,59 para R$ 11,89)
- Média geral: +23,1% (de R$ 13,54 para R$ 16,68)
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Vendas de máquinas agrícolas e industriais caem em 2026 e acendem alerta no setor, aponta Abimaq
A indústria brasileira de máquinas e equipamentos iniciou 2026 sob pressão. Dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) mostram retração nas vendas em março e no acumulado do primeiro trimestre, refletindo um ambiente de demanda mais fraca e maior concorrência com produtos importados.
O faturamento do setor somou R$ 23,8 bilhões em março, queda de 3,4% na comparação com o mesmo período de 2025. No acumulado do trimestre, a receita líquida alcançou R$ 61,7 bilhões, recuo expressivo de 11% frente aos três primeiros meses do ano anterior.
Mercado interno recua e importações avançam
O desempenho negativo foi puxado principalmente pela queda nas vendas no mercado doméstico. A receita líquida interna recuou 0,9% em março e acumulou queda de 12,6% no trimestre, evidenciando a perda de ritmo da demanda nacional.
Em contrapartida, as importações de máquinas e equipamentos cresceram de forma significativa, avançando 21,4% em março e 4,2% no acumulado do trimestre. O aumento reforça a competitividade dos produtos estrangeiros no mercado brasileiro e pressiona ainda mais a indústria local.
Exportações mostram resiliência, mas com sinais de desaceleração
No mercado externo, o desempenho foi mais estável. As exportações somaram US$ 1,03 bilhão em março, praticamente estáveis na comparação anual. No acumulado do trimestre, houve crescimento de 7,5%, atingindo US$ 2,9 bilhões.
Os Estados Unidos seguem como principal destino das exportações brasileiras do setor. As vendas para o país totalizaram US$ 709 milhões no trimestre, acima dos US$ 631 milhões registrados no mesmo período de 2025.
No entanto, na comparação com o quarto trimestre do ano passado, houve retração de 10,5% nas exportações para o mercado norte-americano. O recuo foi puxado por quedas em segmentos relevantes, como máquinas agrícolas (-32%), componentes (-16%) e equipamentos para logística e construção civil (-13,5%).
Com isso, a participação dos Estados Unidos nas exportações do setor ficou em 24,3% no primeiro trimestre, abaixo do pico de 29,3% registrado em 2023, embora ligeiramente acima dos 23,3% observados em 2025.
Capacidade instalada sobe, mas pedidos indicam fraqueza
A utilização da capacidade instalada da indústria atingiu 79,9% em março, acima dos 77,6% registrados no mesmo mês de 2025, indicando melhora operacional.
Por outro lado, a carteira de pedidos, importante indicador de demanda futura, apresenta sinais de enfraquecimento. Em março, houve leve alta frente a fevereiro, com 9 semanas de pedidos, mas ainda assim queda de 1,5% na comparação anual.
No acumulado do trimestre, a retração foi de 5,2%, reforçando a perspectiva de um ano mais desafiador para o setor.
Perspectivas para 2026
Segundo a Abimaq, o comportamento da carteira de pedidos indica que a indústria deve enfrentar um período de receitas mais fracas ao longo de 2026. A combinação de demanda interna desaquecida, avanço das importações e incertezas no mercado externo compõe um cenário de cautela.
Para o agronegócio, o desempenho do setor de máquinas é um termômetro importante, já que reflete diretamente o nível de investimento no campo. A evolução desse mercado será decisiva para medir o ritmo de modernização e expansão da produção agrícola nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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