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Preço do diesel segue em queda no Brasil durante junho, aponta levantamento Edenred Ticket Log
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Queda de preços mesmo sem novos reajustes
Segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha os valores praticados nos postos de combustível em todo o Brasil, o diesel comum teve preço médio de R$ 6,15 na primeira quinzena de junho. Isso representa uma redução de 1,60% em comparação ao mesmo período de maio. Já o diesel S-10 foi comercializado a R$ 6,19, queda de 1,90% no mesmo intervalo.
Renato Mascarenhas, diretor de Rede, Operações e Transformação da Edenred Mobilidade, explica que a queda recente não resulta de novos reajustes, mas do efeito dos cortes anunciados pela Petrobras em maio. “Existe uma inércia natural no setor, pois os estoques adquiridos a preços mais altos levam tempo para serem substituídos, e o preço menor passa a refletir nos postos de forma gradual. Agora vemos a consolidação desse repasse, trazendo alívio para o consumidor”, comenta.
Redução de preços em todas as regiões
A análise regional mostra que todas as regiões do país registraram queda nos preços do diesel na primeira quinzena de junho em relação a maio. O Centro-Oeste lidera as maiores reduções, com o diesel comum caindo 2,54% e o S-10, 2,35%.
A região Sul mantém o título do diesel mais barato do Brasil, com o diesel comum vendido em média a R$ 5,96 e o S-10 a R$ 5,98.
Região Norte registra os preços mais altos do país
No Norte, o diesel comum apresentou preço médio de R$ 6,82, após queda de 1,30%, ainda assim o valor mais alto do país para este tipo de combustível. O diesel S-10 na mesma região foi comercializado a R$ 6,62, também com redução, mas continuando entre os mais caros.
Destaques por estados
- Acre: Continua com os valores mais elevados para diesel no país, apesar da redução. O diesel comum está a R$ 7,72 (-0,77%) e o S-10 a R$ 7,63 (-1,29%).
- Sergipe: Apresentou a maior queda para o diesel comum, com redução de 4,01%, levando o preço médio para R$ 6,23.
- Rio Grande do Norte: Destaca-se pela maior queda no diesel S-10, de 3,01%, resultando no preço médio de R$ 6,13.
- Paraná: Registrou o menor preço médio para diesel comum, R$ 5,83, após recuo de 2,83%.
- Pernambuco: Apresentou o menor valor para diesel S-10, R$ 5,86, com redução de 1,51%.
Exceção: altas em Roraima
Enquanto a maioria das regiões registra queda, Roraima teve alta nos preços do diesel. O diesel comum subiu 3,85%, para R$ 7,56, e o S-10 aumentou 0,27%, chegando a R$ 7,42.
Com a continuidade da tendência de queda, os consumidores em diversas regiões do país têm conseguido encontrar preços mais acessíveis para o diesel, aliviando o custo do combustível, importante para o transporte e o agronegócio.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Safra de cana 2026/2027 em Minas Gerais deve crescer 11,6% e atingir 83,3 milhões de toneladas
A safra de cana em Minas Gerais para o ciclo 2026/2027 deve registrar crescimento expressivo, consolidando o estado como um dos principais polos da bioenergia no país. A produção está estimada em 83,3 milhões de toneladas, avanço de 11,6% em relação à safra anterior, que somou 74,7 milhões de toneladas.
Os dados foram divulgados pela SIAMIG Bioenergia durante a 9ª Abertura da Safra Mineira de Açúcar e Etanol, realizada pela CMAA, em Uberaba (MG).
Crescimento é puxado por produtividade e leve expansão de área
O avanço da safra está diretamente ligado à melhora nos indicadores agrícolas. A produtividade média deve subir 10%, passando de 72,1 para 79,4 toneladas por hectare, impulsionada por condições climáticas favoráveis ao longo do ciclo.
A área destinada à moagem também apresenta leve crescimento:
- Área de moagem: 1,05 milhão de hectares (alta de 1%)
- Área total de cana: crescimento de 3%
O desempenho no campo reforça a recuperação do setor após ciclos anteriores mais desafiadores.
Qualidade da matéria-prima melhora com avanço do ATR
Outro destaque da safra é a melhora na qualidade da cana. O ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) deve atingir média de 139,4 kg por tonelada, avanço de 1,4%.
Esse indicador é fundamental para a rentabilidade da indústria, pois impacta diretamente a produção de açúcar e etanol.
Produção industrial acompanha crescimento da moagem
No setor industrial, a produção total de ATR está estimada em 11,6 milhões de toneladas, crescimento de 13,2% na comparação anual.
O mix produtivo — divisão entre açúcar e etanol — segue como fator estratégico e dependerá das condições de mercado e do ambiente regulatório.
Cenário base mantém equilíbrio entre açúcar e etanol
No cenário considerado mais provável, a distribuição da produção deve permanecer próxima à da safra anterior:
- Açúcar: 6,1 milhões de toneladas (alta de 13,2%)
- Etanol total: 3,04 milhões de m³ (alta de 13,0%)
- Mix: cerca de 55% da cana destinada ao açúcar
O crescimento ocorre de forma equilibrada entre etanol anidro e hidratado.
Etanol pode ganhar espaço com mudança no ambiente de mercado
Em um cenário alternativo, com medidas que ampliem a competitividade do etanol hidratado em Minas Gerais, o setor pode registrar mudanças relevantes:
- Mix com redução do açúcar para cerca de 51%
- Produção de etanol: 3,34 milhões de m³ (alta de 24,2%)
- Etanol hidratado: 2,23 milhões de m³ (alta de 39,8%)
Nesse contexto, a produção de açúcar teria crescimento mais moderado, alcançando 5,65 milhões de toneladas (alta de 4,6%).
Perspectivas: flexibilidade industrial e mercado definem o rumo
O desempenho projetado para a safra de cana em Minas Gerais reflete a recuperação dos principais indicadores agrícolas, como área, produtividade e ATR, além da elevada flexibilidade industrial do setor sucroenergético.
A definição final do mix produtivo dependerá principalmente de fatores como preços internacionais do açúcar, competitividade do etanol e políticas públicas voltadas ao biocombustível.
Com cenário favorável no campo e capacidade de adaptação nas usinas, Minas Gerais se posiciona para mais um ciclo de crescimento relevante na produção de açúcar e etanol.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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