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Preço do frango recua em novembro após três meses de alta, aponta Cepea
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Os preços da carne de frango registraram queda em novembro, interrompendo uma sequência de três meses de alta, segundo levantamentos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). A maior disponibilidade de frango vivo para abate e a menor demanda no final do mês pressionaram os valores do mercado atacadista.
Oferta maior pressiona preços do frango
De acordo com agentes consultados pelo Cepea, o aumento da disponibilidade de frango vivo ao longo de novembro elevou a oferta de carne no atacado, refletindo diretamente na redução dos preços médios. No atacado da Grande São Paulo, o frango inteiro congelado teve média de R$ 7,77/kg, queda de 2,1% em relação a outubro.
Sazonalidade contribui para enfraquecimento da demanda
Além da maior oferta, o movimento sazonal de enfraquecimento da demanda na segunda quinzena do mês também contribuiu para a queda de preços. Este comportamento é comum no período, à medida que o consumo recua antes do aquecimento esperado no final de ano.
Perspectivas do setor para dezembro são divergentes
As expectativas para as próximas semanas divergem entre os agentes do setor.
- Otimismo: Alguns operadores apostam em reação nos preços com o aumento das vendas de aves no período de festas.
- Atenção à oferta: Outros permanecem cautelosos diante da oferta de frango vivo acima da demanda, o que poderia manter os preços pressionados.
O cenário evidencia a importância do acompanhamento constante da oferta e da procura para antecipar movimentos do mercado da carne de frango.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Brasil exporta menos café em volume, mas mantém faturamento com preços elevados
O Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os embarques somaram 43 milhões de sacas.
Apesar da redução na quantidade exportada, o desempenho financeiro do setor se manteve praticamente estável. A receita acumulada atingiu US$ 13,6 bilhões, levemente abaixo dos US$ 13,7 bilhões registrados na temporada 2024/25. O resultado evidencia que a valorização do grão no mercado internacional compensou a menor disponibilidade do produto brasileiro.
Preços altos sustentam receita mesmo com queda nas exportações
De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho do café brasileiro ao longo da safra 2025/26 foi impactado por uma combinação de fatores, especialmente a menor produção e os estoques internos historicamente reduzidos.
Com a oferta limitada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado ao longo do ciclo, o que reduziu significativamente os volumes remanescentes para negociação. Em paralelo, os preços elevados permitiram maior capitalização dos produtores, que não demonstraram necessidade de acelerar a venda dos estoques restantes.
Esse cenário contribuiu para a queda nos embarques, mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade no mercado internacional.
Nova safra avança, mas impacto nas exportações será gradual
Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar ritmo em maio, impulsionando o avanço das negociações no mercado interno. No entanto, o impacto desse novo ciclo ainda não aparece de forma significativa nos dados de exportação.
Isso ocorre porque o café recém-colhido precisa passar por etapas de preparo, secagem e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Dessa forma, o reflexo da nova safra sobre os volumes exportados deve ocorrer de maneira gradual ao longo dos próximos meses.
O Cepea avalia que parte desse movimento já pode ser percebida nos dados de junho, embora ainda de forma parcial, com tendência de aumento progressivo na oferta exportável conforme a safra avança.
Perspectivas para o setor cafeeiro brasileiro
O comportamento recente do mercado reforça o papel dos preços internacionais como principal fator de sustentação da receita do setor cafeeiro brasileiro em um cenário de menor oferta. Ao mesmo tempo, a transição para a nova safra tende a redefinir o equilíbrio entre volume e valor nas exportações nos próximos meses.
Com a entrada gradual da produção 2026/27 no mercado, a expectativa é de recuperação parcial dos embarques, ainda que condicionada ao ritmo de beneficiamento e à dinâmica de demanda global pelo café brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


