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Preço do ovo na granja paulista sobe mais de 20% em uma semana com demanda aquecida

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Alta nos preços impulsionada por início de mês e clima frio

O preço dos ovos na granja paulista registrou uma alta superior a 20% em uma semana, impulsionada pelo aumento da demanda no início de novembro, associada ao clima frio e ao descarte de poedeiras mais antigas em algumas regiões. Esses fatores ajudam a manter o mercado firme no curto prazo.

Recuperação mais expressiva que o milho favorece avicultores

Segundo dados da Scot Consultoria, a valorização dos ovos está sendo mais intensa que a da saca do milho, melhorando a relação de troca para os avicultores de postura. A demanda aquecida e as expectativas positivas para os próximos dias sustentam os preços em alta.

Preços atuais e valorização significativa
  • Preço do ovo na granja paulista: R$ 157,50 por caixa de 30 dúzias, com alta de 23,53% em relação ao final de maio, quando estava próximo de R$ 127,50.
  • Preço no atacado em São Paulo: R$ 162,00 por caixa de 30 dúzias, valorização de 22,73% frente aos R$ 132,00 registrados no final de maio.
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Cenário nacional acompanha valorização

De acordo com o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), após dois meses consecutivos de queda, os preços dos ovos começaram a subir em junho na maioria das regiões. O crescimento da procura está relacionado à melhora no poder de compra da população, típica do início do mês.

Oferta mais ajustada também favorece alta

Pesquisadores do Cepea destacam que a oferta, que esteve elevada em maio, já está mais equilibrada, contribuindo para o avanço dos preços.

Dados regionais de Bastos/SP
  • Ovos brancos: alta de 3,13%, passando de R$ 157,99 para R$ 162,93 por caixa.
  • Ovos vermelhos: aumento de 4,79%, com preços subindo de R$ 174,71 para R$ 183,07 por caixa no fechamento da última sexta-feira (6).
Custos de produção e milho

O Cepea informa que os preços do milho recuaram em maio devido à maior disponibilidade do cereal com o avanço da colheita da safra verão e o início da segunda safra. Além disso, a expectativa de uma produção elevada no Brasil e no mundo, junto com o uso dos estoques pelos consumidores, mantém os preços do milho pressionados para baixo.

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Esse cenário de preços elevados para os ovos, aliado a custos de produção mais controlados, cria um ambiente favorável para os produtores no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

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O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

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O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

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Fonte: Pensar Agro

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