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Preços do açúcar recuam em bolsas internacionais com oferta global abundante
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Bolsa de Nova York: açúcar registra leve baixa
Na ICE Futures de Nova York, o contrato de março/26, de maior liquidez, fechou a 14,88 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 5 pontos em relação ao dia anterior. O lote de maio/26 caiu 3 pontos, negociado a 14,42 cts/lb. Os demais contratos de açúcar bruto recuaram entre 1 e 7 pontos.
Londres: açúcar branco também em queda
Na ICE Futures Europe, de Londres, o açúcar branco registrou queda em todos os vencimentos. O contrato de março/26 foi negociado a US$ 425,20 a tonelada, redução de 1 dólar. O lote de maio/26 caiu 1,30 dólar, fechado a US$ 422,00 por tonelada, enquanto os demais lotes recuaram entre 0,41% e 0,43%.
Pressão sobre preços causada pelo aumento da produção na Ásia
Analistas destacam que a perspectiva de boa oferta global mantém os preços do açúcar em tendência lateral. A produção avançada em países como Índia e Tailândia contribui para o excedente global.
Na Índia, a produção nos dois primeiros meses da safra 2025/26 cresceu 43%, iniciada em 1º de outubro. O aumento da oferta, aliado a um consumo global estável, mantém o mercado em baixa.
Mercado interno: açúcar cristal e etanol hidratado
No mercado brasileiro, o açúcar cristal apresentou leve alta. Segundo o Indicador Cepea/Esalq (USP), a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 107,58, alta de 0,15% em relação à quarta-feira, quando o preço foi R$ 107,42.
O etanol hidratado voltou a cair, sendo negociado pelo Indicador Diário Paulínia a R$ 2.997,00 o metro cúbico, baixa de 0,20% comparado ao dia anterior.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Da rodada de negócios ao primeiro embarque: caqui brasileiro estreia na Costa Rica
A Costa Rica recebeu o primeiro embarque comercial de caqui brasileiro, consolidando uma oportunidade de negócios identificada durante rodada de negócios promovida pela Embaixada do Brasil em San José, em fevereiro deste ano. A operação marca a entrada da fruta brasileira no mercado costa-riquenho e reforça o potencial da atuação integrada entre promoção comercial e negociação sanitária para ampliar o acesso de produtos agropecuários brasileiros ao exterior.
A oportunidade teve origem em uma rodada promovida pela adidância agrícola do Brasil e pelo Setor de Promoção Comercial na Costa Rica. Na ocasião, a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) apresentou o potencial da fruticultura nacional, despertando o interesse de um importador costa-riquenho na aquisição de caqui brasileiro.
A partir da demanda identificada, foram iniciadas tratativas com as autoridades fitossanitárias da Costa Rica para definição dos requisitos necessários à importação da fruta. Em 11 de maio de 2026, o governo costa-riquenho publicou, por meio de notificação à Organização Mundial do Comércio (OMC), os requisitos fitossanitários para a entrada do produto, viabilizando o início das operações comerciais.
Para a adida agrícola do Brasil na Costa Rica, Priscila Rech Moser, o embarque demonstra a capacidade de transformar oportunidades comerciais em resultados concretos para o setor.
A abertura do mercado ocorre em um cenário de crescimento das exportações brasileiras de caqui. Segundo dados da Abrafrutas, o valor exportado pelo Brasil passou de US$ 995 mil, em 2024, para US$ 1,83 milhão, em 2025, aumento de 83,5%. No mesmo período, o volume embarcado cresceu 95,6%, passando de 459,8 mil para 899,6 mil quilos.
A chegada do caqui brasileiro à Costa Rica integra a estratégia de diversificação de mercados para a fruticultura nacional. Desde 2023, o Brasil conquistou 34 novas oportunidades de exportação para frutas, resultado das negociações sanitárias e fitossanitárias conduzidas pelo governo brasileiro em parceria com o setor produtivo.
“O primeiro embarque de caqui brasileiro para a Costa Rica reforça a importância da aproximação entre exportadores brasileiros e compradores internacionais, com apoio da promoção comercial e do diálogo técnico entre autoridades sanitárias. A operação amplia a presença da fruticultura brasileira na América Central e abre espaço para novos negócios no mercado costa-riquenho”, afirmou o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luís Rua.
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