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Preços do Café Apresentam Oscilações Contrárias nas Bolsas Internacionais
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Os preços do café registravam movimentos opostos nas bolsas internacionais na manhã desta segunda-feira (6), refletindo a instabilidade do mercado diante de fundamentos sólidos e das condições climáticas irregulares. Enquanto o café robusta avançava nos contratos futuros, o arábica em Nova York apresentava queda.
Mercado Cafeeiro Volátil Pressiona Custos e Margens
De acordo com relatório da Pine Agronegócios, a oscilação nos preços indica dificuldades em manter a regularidade na oferta de grãos de qualidade. Isso impacta diretamente a estrutura de custos da cadeia produtiva e as margens de lucro do setor.
“O consumo permanece, mas em intensidade menor, refletindo diretamente na indústria e no varejo. A instabilidade na oferta reforça a pressão sobre o setor. O ano começou com abastecimento crítico, ganhou fôlego no segundo trimestre, mas voltou a apresentar restrições seletivas no final de agosto e setembro”, aponta o documento.
Clima Irregular Aumenta Incertezas
O clima continua sendo um fator de preocupação nos principais países produtores de café. Segundo informações do Climatempo, uma frente fria deve avançar sobre o Sudeste brasileiro nos próximos dias, provocando chuvas isoladas com volumes moderados a partir de terça-feira em São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.
Essas condições podem influenciar a produtividade e reforçar a volatilidade do mercado nos próximos meses.
Café Arábica em Queda e Robusta em Alta
Por volta das 9h30 (horário de Brasília), os contratos futuros apresentavam os seguintes valores:
- Arábica (Nova York):
- Dezembro/25: 389,10 cents/lbp, baixa de 165 pontos
- Maio/26: 360,85 cents/lbp, baixa de 165 pontos
- Março/26: 372,55 cents/lbp, baixa de 160 pontos
- Robusta (Londres):
- Novembro/25: US$ 4.553/tonelada, alta de US$ 26
- Janeiro/26: US$ 4.533/tonelada, alta de US$ 11
- Março/26: US$ 4.477/tonelada, alta de US$ 10
A diferença de direção entre os mercados reforça a atual volatilidade e os desafios logísticos enfrentados pelo setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Tecnologia nutricional no hortifruti reduz perdas pós-colheita e melhora qualidade dos alimentos, aponta especialista
O setor de hortifruti enfrenta um desafio crescente para equilibrar produtividade e qualidade, ao mesmo tempo em que busca reduzir perdas ao longo de toda a cadeia, do campo até o consumidor final. Por serem altamente sensíveis a fatores como clima, manejo nutricional, logística e armazenamento, frutas e hortaliças podem ter seu valor comercial comprometido por desequilíbrios ao longo do ciclo produtivo.
Especialistas apontam que parte significativa dessas perdas tem origem ainda na fase de cultivo, o que reforça a importância de um manejo nutricional mais preciso e tecnificado desde o início da produção.
Perdas começam no campo e impactam toda a cadeia produtiva
De acordo com a engenheira agrônoma Fernanda Dantas, especialista em Desenvolvimento Técnico de Mercado da Nitro, muitas perdas atribuídas ao pós-colheita têm origem no campo.
Segundo a especialista, falhas no manejo nutricional comprometem a resistência, a uniformidade e a vida útil dos produtos, afetando diretamente a qualidade final.
“Embora as perdas sejam mais visíveis no transporte, armazenamento e varejo, grande parte delas começa no campo, com desequilíbrios nutricionais que reduzem a qualidade dos frutos e hortaliças”, explica.
Esse cenário impacta diretamente a rentabilidade do produtor, aumenta custos operacionais, reduz a eficiência da cadeia produtiva e contribui para o desperdício de alimentos, além de pressionar os preços ao consumidor.
Nutrição vegetal avança com tecnologias mais precisas
Nos últimos anos, o setor de nutrição vegetal passou por uma evolução significativa, com o desenvolvimento de soluções mais específicas e eficientes para o manejo de hortifruti.
Entre as principais inovações estão fertilizantes especiais, bioestimulantes, aminoácidos e tecnologias de nutrição foliar de alta eficiência, que contribuem para maior tolerância ao estresse e melhor aproveitamento dos nutrientes pelas plantas.
Segundo Fernanda Dantas, erros comuns no manejo ainda comprometem o desempenho das lavouras.
“Aplicações desbalanceadas de nutrientes, excesso de nitrogênio, deficiência de cálcio e micronutrientes, além do uso de programas genéricos sem considerar solo, clima e estágio da cultura, estão entre os principais problemas observados no campo”, destaca.
Manejo adequado melhora qualidade e reduz perdas pós-colheita
Um manejo nutricional equilibrado tem impacto direto nos principais atributos valorizados pelo mercado, como coloração, firmeza, uniformidade e desenvolvimento adequado dos frutos.
Nutrientes como cálcio, potássio e micronutrientes desempenham papel fundamental na formação estrutural das plantas e na conservação pós-colheita, aumentando a resistência dos produtos durante transporte e armazenamento.
Como resultado, alimentos com melhor padrão de qualidade apresentam maior aceitação no mercado, melhor valorização comercial, redução de perdas e maior competitividade para o produtor.
Além disso, práticas nutricionais mais eficientes contribuem para a sustentabilidade da produção, com melhor aproveitamento de insumos e redução de perdas por lixiviação, permitindo produzir mais com menor uso de recursos naturais.
Monitoramento e agricultura de precisão são fundamentais
Para alcançar melhores resultados, especialistas recomendam que o produtor adote um acompanhamento constante da lavoura, com base em análises de solo e foliares, além de observação técnica no campo.
Sinais como desuniformidade, queda de vigor, frutos deformados, baixa produtividade e perda de firmeza podem indicar desequilíbrios nutricionais e necessidade de ajuste imediato no manejo.
“A base técnica é semelhante entre os produtores, mas a estratégia deve ser ajustada conforme estrutura, tecnologia disponível e nível de investimento. Hoje existem soluções acessíveis para diferentes perfis de produção, permitindo ganhos de produtividade e qualidade em todas as escalas”, afirma Fernanda Dantas.
Tecnologia nutricional fortalece competitividade do hortifruti brasileiro
Com o avanço das tecnologias nutricionais e a adoção de práticas mais precisas de manejo, o setor de hortifruti tende a reduzir perdas ao longo da cadeia e elevar o padrão de qualidade exigido pelo mercado.
A tendência é de maior profissionalização da produção, com integração entre tecnologia, monitoramento e sustentabilidade, fortalecendo a competitividade do produtor e contribuindo para um sistema alimentar mais eficiente.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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