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Produtividade deve sustentar safra de inverno no Brasil, mesmo com área menor

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O plantio das culturas de inverno no Brasil avança em 2025 com um cenário de redução de área e cautela por parte dos produtores. Trigo, aveia, cevada e canola seguem no campo, mas enfrentam desafios como crédito mais caro, seguro rural limitado e incertezas do clima, segundo especialistas.

O trigo, principal cultivo do período, tem o plantio praticamente concluído no país. Os dois maiores produtores, Rio Grande do Sul e Paraná, reduziram a área semeada — reflexo do alto custo de produção, endividamento e restrições no acesso a programas de seguro rural. No total, a área cultivada com trigo no Brasil deve cair cerca de 8% em relação ao ciclo anterior, ficando próxima de 3 milhões de hectares.

Apesar do recuo, a produtividade deve compensar parte da perda. Estimativas apontam que as lavouras podem render mais de 3 toneladas por hectare, o que deixaria a produção nacional entre 7,7 e 7,9 milhões de toneladas.

Além do trigo, outras culturas de inverno avançam em ritmo regular. A aveia e a cevada tiveram a semeadura encerrada dentro do prazo recomendado, e a canola também completou o plantio. Especialistas dizem que as chuvas recentes favoreceram o desenvolvimento dessas lavouras, especialmente no Sul, que concentra a maior parte da produção.

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A situação varia por região. No Sul, que responde por mais de 80% do trigo brasileiro, a área plantada encolheu, mas o clima até agora tem ajudado o desenvolvimento das lavouras. No Sudeste, produtores mantiveram áreas estáveis, enquanto no Centro-Oeste as culturas de inverno ocupam espaço menor, já que a prioridade continua sendo soja e milho.

Para os próximos meses, a expectativa é de uma safra menor, mas com grãos de boa qualidade. Com os estoques internos mais apertados, o Brasil deve depender mais das importações para equilibrar a oferta.

Fonte: Pensar Agro

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Mercado global de açúcar pode registrar déficit em 2026/27, alerta Organização Internacional do Açúcar

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A Organização Internacional do Açúcar projeta que o mercado global de açúcar deverá entrar em déficit na safra 2026/27, sinalizando uma possível mudança no equilíbrio entre oferta e demanda após um período de superávit mundial.

Segundo estimativa divulgada pela entidade em atualização trimestral, o déficit global deverá alcançar 0,262 milhão de toneladas métricas na próxima temporada, refletindo principalmente uma queda prevista de cerca de 2 milhões de toneladas na produção mundial.

El Niño amplia preocupação com oferta global de açúcar

De acordo com a OIA, o avanço do fenômeno climático El Niño aumenta os riscos para importantes regiões produtoras, elevando as preocupações com produtividade agrícola e oferta global da commodity.

O relatório aponta que as condições climáticas podem afetar diretamente a produção de cana-de-açúcar em grandes exportadores, alterando o comportamento do mercado internacional ao longo de 2026 e 2027.

A entidade destacou que a previsão de déficit marca a primeira estimativa oficial para a safra 2026/27.

Superávit global de açúcar em 2025/26 foi revisado para cima

Apesar da perspectiva de déficit futuro, a Organização Internacional do Açúcar revisou para cima sua projeção de superávit global na temporada 2025/26, considerando o ciclo entre outubro e setembro.

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A estimativa passou de 1,22 milhão para 2,244 milhões de toneladas métricas, indicando oferta ainda confortável no curto prazo.

Segundo a entidade, o cenário atual tende a manter os preços relativamente estáveis nos próximos meses.

“A perspectiva para os preços nos próximos três meses é neutra, pois o superávit de 2025/26 é modesto”, informou a organização.

Formação de estoques pode sustentar preços internacionais

Mesmo com oferta global positiva na temporada atual, a OIA avalia que alguns fatores podem limitar pressões de baixa sobre os preços internacionais do açúcar.

Entre eles estão:

  • preocupações com redução no uso de fertilizantes;
  • aumento das operações de hedge;
  • formação preventiva de estoques;
  • incertezas climáticas relacionadas ao El Niño.

Segundo a entidade, esses elementos podem contribuir para maior sustentação dos preços no mercado internacional.

Produção global de etanol deve crescer em 2026

O relatório também apresentou projeções para o mercado global de etanol, setor diretamente ligado à cadeia sucroenergética.

A expectativa da OIA é que a produção mundial avance de 123,1 bilhões para 129,4 bilhões de litros em 2026, impulsionada principalmente pela recuperação da produção brasileira e pela expansão do setor na Índia.

O consumo global de etanol também deverá crescer, passando de 122,9 bilhões para 126,9 bilhões de litros, embora ainda permaneça abaixo da oferta prevista.

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Alta do petróleo fortalece demanda por biocombustíveis

Segundo a organização, o aumento dos preços do petróleo, influenciado pelas tensões geopolíticas no Golfo Pérsico, vem ampliando o interesse global pelos biocombustíveis.

A OIA destacou que diversos países estão ampliando programas de mistura de etanol à gasolina como estratégia energética e ambiental.

Entre os movimentos citados pela entidade estão:

  • o avanço do E32 no Brasil;
  • discussões sobre E25 na Índia;
  • ampliação do E20 na União Europeia.

Os biocombustíveis ganham competitividade econômica em cenários de petróleo elevado, favorecendo a demanda por etanol produzido a partir da cana-de-açúcar e do milho.

Brasil segue no centro das atenções do mercado sucroenergético

Com a recuperação da produção nacional prevista para 2026, o Brasil deve continuar exercendo papel estratégico no abastecimento global tanto de açúcar quanto de etanol.

O desempenho climático da safra brasileira, aliado ao comportamento da demanda internacional por biocombustíveis, deverá ser determinante para o equilíbrio do mercado global nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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