CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Produtores comemoram aprovação de uso da Taxa CDO para fortalecer a cadeia do arroz no Rio Grande do Sul

Publicados

AGRONEGOCIOS

Assembleia do RS aprova projeto que autoriza uso da Taxa CDO em apoio ao setor arrozeiro

Por 48 votos favoráveis e nenhum contrário, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou, na terça-feira (2), o Projeto de Lei 472/2025, que altera o funcionamento do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). A proposta, articulada entre o governo estadual e entidades do agronegócio, permite que a Taxa de Cooperação e Defesa da Orizicultura (CDO) seja utilizada como instrumento direto de apoio à cadeia produtiva do arroz no estado.

A Taxa CDO é um tributo estadual pago por quem produz ou beneficia arroz em casca no Rio Grande do Sul, e tem como objetivo financiar ações de defesa e estímulo à produção orizícola. Com a nova legislação, parte desses recursos poderá ser aplicada de forma mais direta para socorrer produtores e incentivar o escoamento da safra.

Setor enfrenta crise com estoques altos e queda nos preços

A aprovação ocorre em um momento crítico para os arrozeiros gaúchos, que lidam com estoques elevados, retração da área cultivada, custos de produção altos e preços em queda acentuada. Essa combinação tem comprimido a renda dos produtores e ampliado a urgência por medidas de suporte financeiro.

Leia Também:  Preços do café robusta caem mais de 3% nesta quarta-feira (18) com avanço da colheita no Brasil

Entidades do setor, como a Federarroz e a Farsul, vinham defendendo há anos que a CDO fosse usada não apenas para custeio institucional do Irga, mas também como mecanismo de apoio direto aos agricultores.

Entidades destacam importância da decisão

A votação foi acompanhada por lideranças do setor, entre elas o diretor jurídico da Federarroz, Anderson Belloli, o presidente do Conselho Consultivo da entidade, Alexandre Velho, o assessor da presidência da Farsul, Luís Fernando Pires, e representantes do Irga.

Belloli ressaltou que a aprovação representa uma conquista histórica para os produtores, especialmente em um momento de crise.

“Parabéns à Federarroz e à Farsul, entre outras entidades, e aos deputados Frederico Antunes e Marcus Vinícius, além de tantos outros parlamentares apoiadores. Acredito que o recurso virá em um momento importante, diante de uma situação crítica do setor”, destacou.

Já Luís Fernando Pires, da Farsul, enfatizou o caráter coletivo da conquista:

“A construção conjunta entre entidades e parlamentares foi decisiva para atender a uma demanda antiga e urgente. Todos os deputados compreenderam a gravidade da situação enfrentada pelos produtores de arroz”, afirmou.

Ele também agradeceu ao governo do Estado pela sensibilidade e apoio à proposta.

Leia Também:  Mercado do algodão mantém estabilidade há três meses com baixa demanda interna e estoques globais elevados
Recursos devem chegar a R$ 38 milhões

A expectativa é de que os recursos provenientes da Taxa CDO alcancem cerca de R$ 38 milhões, sendo R$ 20 milhões destinados a bonificações em vendas externas e escoamento da safra, e R$ 18 milhões voltados a produtores prejudicados por eventos climáticos adversos.

A medida deve proporcionar alívio imediato ao setor e fortalecer a competitividade do arroz gaúcho no mercado interno e externo, em um momento em que o Rio Grande do Sul responde por mais de 70% da produção nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Propaganda

AGRONEGOCIOS

Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

Publicados

em

A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

Leia Também:  Especialistas alertam: Gripe Aviária H5N1 coloca trabalhadores de granjas e frigoríficos em risco

No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

Leia Também:  Reforma tributária pode elevar custos e carga de impostos em toda a cadeia do agronegócio, aponta Martinelli Advogados

A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA