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Produtos biológicos: veja os cuidados essenciais para acertar na escolha e garantir resultados no campo
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O mercado de produtos biológicos segue em forte expansão no agronegócio brasileiro e já ocupa posição estratégica no manejo de inúmeras culturas. Utilizados no controle de pragas, doenças e nematoides, além de contribuírem para a saúde do solo e o desenvolvimento das plantas, esses insumos ganham cada vez mais espaço nas propriedades rurais.
No entanto, especialistas alertam que a eficiência dos biológicos está diretamente ligada à escolha adequada do produto. Fatores como a qualidade do microrganismo, a formulação, a compatibilidade com outros defensivos e a validação agronômica podem determinar o sucesso ou o fracasso da aplicação no campo.
Segundo Ana Dulce Botelho, coordenadora de Pesquisa e Desenvolvimento da Vitalforce, o primeiro passo para uma escolha assertiva é identificar claramente o problema que precisa ser resolvido na lavoura.
Definir o alvo é o primeiro passo
De acordo com a especialista, existem produtos biológicos específicos para diferentes finalidades, como controle de doenças, manejo de nematoides, combate a insetos-praga e estímulo ao equilíbrio fisiológico das plantas.
“A escolha do microrganismo deve estar alinhada ao objetivo do produtor. Cada solução possui características próprias e atua de maneira diferente dentro do sistema produtivo”, destaca.
Registro no MAPA garante segurança e qualidade
Outro ponto fundamental é verificar se o produto possui registro junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). O registro assegura que a tecnologia passou por processos de avaliação e atende aos requisitos legais e de qualidade exigidos para comercialização.
Em um mercado que cresce rapidamente, esse cuidado se torna ainda mais importante para evitar produtos sem comprovação técnica ou validação adequada.
Cepa e formulação influenciam diretamente nos resultados
Embora muitos produtores reconheçam microrganismos amplamente utilizados, como Bacillus, Trichoderma e Beauveria, especialistas reforçam que nem todas as cepas apresentam o mesmo desempenho.
A cepa utilizada interfere diretamente na capacidade de colonização, na estabilidade do produto e na eficiência do controle biológico. Por isso, avaliar as características técnicas da tecnologia é essencial para maximizar os resultados.
Além disso, a formulação do produto também merece atenção. Soluções líquidas, em pó ou oleosas apresentam comportamentos distintos durante o armazenamento, transporte e aplicação, influenciando a sobrevivência dos microrganismos e sua atuação no ambiente.
Compatibilidade de mistura exige atenção
A mistura de produtos na calda de pulverização é uma prática comum para otimizar operações agrícolas. No entanto, combinações inadequadas podem comprometer a viabilidade dos microrganismos e reduzir significativamente a eficiência do tratamento.
Por isso, especialistas recomendam verificar previamente as tabelas de compatibilidade fornecidas pelos fabricantes e utilizar apenas misturas tecnicamente validadas para diferentes modalidades de aplicação, como tratamento de sementes, aplicação em sulco ou pulverização foliar.
Pesquisa e validação agronômica fazem diferença
A recomendação também é priorizar fabricantes que investem em pesquisa, desenvolvimento e validação contínua de suas tecnologias. Ensaios em campo, estudos científicos e acompanhamento técnico contribuem para comprovar a eficiência dos produtos nas condições da agricultura tropical brasileira.
Com o avanço da adoção dos biológicos, a escolha baseada em critérios técnicos torna-se cada vez mais importante para garantir retorno sobre o investimento e resultados consistentes na lavoura.
Biológicos ganham papel estratégico no agro
O uso de produtos biológicos deixou de ser apenas uma tendência para se consolidar como uma ferramenta estratégica dentro do manejo agrícola moderno. Além de contribuir para a sustentabilidade dos sistemas produtivos, essas tecnologias oferecem alternativas eficientes para enfrentar desafios fitossanitários cada vez mais complexos.
Nesse cenário, especialistas reforçam que o sucesso da aplicação começa muito antes da entrada no campo: passa pela seleção criteriosa do produto, pela orientação técnica adequada e pelo acesso a informações confiáveis para a tomada de decisão.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Semi-hidroponia impulsiona produção de tomate com mais produtividade, qualidade e sustentabilidade
A busca por sistemas de cultivo mais eficientes e sustentáveis tem impulsionado a adoção da semi-hidroponia na produção de tomate no Brasil. A tecnologia vem se consolidando como uma alternativa capaz de aumentar a produtividade, melhorar a qualidade dos frutos e reduzir problemas fitossanitários, especialmente aqueles relacionados ao solo.
De acordo com o especialista em agronegócio Felipe Vicentini Santi, que atua nas áreas de grãos e horticultura, o sistema semi-hidropônico tem proporcionado resultados expressivos no cultivo de diferentes variedades de tomate, como caqui, italiano, cereja e grape. Entre os principais avanços observados estão a maior uniformidade das plantas, ciclos produtivos mais longos e ganhos significativos de rendimento em comparação aos sistemas convencionais.
Nutrição precisa favorece o desenvolvimento das plantas
Na semi-hidroponia, as plantas recebem uma solução nutritiva composta por água e fertilizantes, formulada para atender de forma precisa às necessidades da cultura em cada fase do desenvolvimento.
Esse controle nutricional permite maior equilíbrio no fornecimento dos nutrientes essenciais, favorecendo o crescimento vigoroso das plantas e a expressão máxima do potencial produtivo.
Além dos ganhos agronômicos, o sistema também promove maior eficiência no uso dos recursos naturais, reduzindo desperdícios de água e fertilizantes e contribuindo para uma produção mais sustentável.
Principais vantagens da semi-hidroponia no cultivo de tomate
Entre os benefícios observados pelos produtores que adotam o sistema, destacam-se:
- Maior eficiência na absorção de nutrientes;
- Controle mais preciso do pH e da condutividade elétrica;
- Redução da incidência de doenças associadas ao solo;
- Correção rápida de deficiências nutricionais;
- Maior uniformidade de desenvolvimento das plantas;
- Frutos com melhor padrão de qualidade;
- Melhor aproveitamento dos insumos utilizados na produção.
Produtividade pode chegar a 12 quilos por planta
Quando cultivado em ambiente protegido, como estufas, e manejado com nutrição equilibrada e boas práticas agrícolas, o tomateiro pode apresentar período de colheita entre quatro e seis meses.
O ciclo completo da cultura varia entre sete e nove meses, proporcionando maior permanência das plantas em produção e, consequentemente, maior retorno econômico ao produtor.
Nessas condições, a produtividade pode alcançar entre 10 e 12 quilos por planta, dependendo da variedade cultivada, do manejo adotado e das condições climáticas ao longo do ciclo.
Redução das doenças do solo é um dos maiores diferenciais
Um dos principais desafios da tomaticultura convencional é o controle das doenças de solo, especialmente a murcha bacteriana, considerada uma das enfermidades mais destrutivas da cultura.
No sistema semi-hidropônico, a utilização de substratos adequados reduz significativamente os riscos de contaminação, podendo levar a níveis próximos de zero de incidência dessas doenças.
Esse diferencial proporciona maior segurança produtiva e reduz perdas ao longo do ciclo.
Mistura de areia e casca de arroz se destaca como substrato
Entre as opções de substrato disponíveis, uma das combinações que vem apresentando excelentes resultados técnicos e econômicos é a mistura de areia e casca de arroz carbonizada na proporção de 50% para cada componente.
Para garantir maior sanidade, a areia pode passar pelo processo de solarização, utilizando lona transparente e exposição ao sol durante aproximadamente 30 dias. Já a casca de arroz necessita apenas do processo de carbonização antes da utilização.
Os recipientes mais indicados para o cultivo semi-hidropônico de tomate possuem capacidade entre 11 e 14 litros, oferecendo volume adequado para o desenvolvimento radicular das plantas.
Controle biológico fortalece a proteção fitossanitária
Outra estratégia que vem ganhando espaço na produção semi-hidropônica é o uso de agentes biológicos para o manejo preventivo de doenças.
Microrganismos como Trichoderma asperellum e Bacillus amyloliquefaciens auxiliam no fortalecimento das defesas naturais das plantas e contribuem para o controle de problemas como:
- Nematoides;
- Podridão radicular;
- Podridão de caule;
- Mofo branco;
- Murcha de fusarium.
A combinação entre substratos esterilizados e controle biológico aumenta a eficiência do sistema e reduz a dependência de produtos químicos para o manejo fitossanitário.
Tecnologia amplia a competitividade da tomaticultura
Com ganhos em produtividade, qualidade dos frutos e sustentabilidade, a semi-hidroponia se consolida como uma ferramenta estratégica para a modernização da produção de tomate.
A adoção de práticas adequadas de manejo nutricional, utilização de substratos de qualidade e estratégias eficientes de proteção fitossanitária permite aos produtores obter maior estabilidade produtiva, reduzir limitações impostas pelo solo e ampliar a rentabilidade da atividade.
Diante dos resultados observados em diferentes regiões produtoras, o sistema semi-hidropônico surge como uma alternativa cada vez mais viável para atender à crescente demanda por alimentos produzidos com eficiência, qualidade e responsabilidade ambiental.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


