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Programa ReSolu, da Cargill, alcança 85 mil hectares cadastrados e impulsiona agricultura regenerativa em cinco estados

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Criado para promover a agricultura regenerativa no Brasil, o programa ReSolu, da Cargill, completa um ano com 85 mil hectares cadastrados em cinco estados, principalmente em regiões do Cerrado. Entre junho de 2024 e maio de 2025, a iniciativa realizou mais de 200 visitas técnicas a produtores rurais, oferecendo suporte para a conversão de áreas degradadas e incentivo a práticas sustentáveis.

Foco na recuperação de áreas e práticas sustentáveis

O ReSolu atua em duas frentes principais: a conversão de áreas degradadas para produção de alimentos, fibras e energia, e a promoção de práticas que melhoram a qualidade do solo, aumentam a resiliência climática e elevam a produtividade em áreas agrícolas já consolidadas.

Quatro pilares que sustentam o programa

Para alcançar seus objetivos, o programa se apoia em quatro pilares:

  • Assistência técnica especializada;
  • Portfólio de insumos focados na agricultura regenerativa;
  • Finanças verdes para investimentos em recuperação do solo;
  • Mensuração de carbono, que monitora a evolução da saúde do solo e os impactos ambientais positivos.
Incentivos e benefícios para produtores

A Cargill oferece aos participantes benefícios como cashback na compra de insumos regenerativos e linhas de crédito diferenciadas, facilitando o acesso a recursos para investir na recuperação de áreas degradadas.

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Sustentabilidade aliada à produtividade

Além do impacto ambiental positivo, as práticas adotadas pelo ReSolu reforçam a sustentabilidade e complementam as Boas Práticas Agrícolas já utilizadas no setor. “Estamos colhendo excelentes resultados, não só em produtividade, mas também na saúde do solo”, destaca o agricultor Humberto Leão, de Rio Verde (GO).

Prospetar para garantir segurança alimentar

Leandro Gonzaga, gerente Técnico de Agricultura Regenerativa da Cargill, ressalta: “O balanço do primeiro ano é positivo. Já contamos com dezenas de produtores engajados, recebendo suporte técnico e acesso a insumos que facilitam a conversão de áreas degradadas. A expectativa é continuar avançando para gerar prosperidade ao produtor e contribuir para a segurança alimentar no Brasil.”

Para mais informações sobre o programa, acesse: www.cargillresolu.com

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Alta do petróleo e avanço dos biocombustíveis elevam preços internacionais dos alimentos

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A nova alta dos preços internacionais dos alimentos acendeu um alerta, e também abriu oportunidades, para o agronegócio brasileiro. Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostra que os alimentos voltaram a subir em abril, puxados principalmente pelos óleos vegetais, em um movimento diretamente ligado à tensão no Oriente Médio, ao petróleo mais caro e ao avanço global dos biocombustíveis.

O Índice de Preços de Alimentos da FAO subiu 1,6% em abril e atingiu o maior nível desde fevereiro de 2023. Para o produtor brasileiro, porém, o dado mais importante está no comportamento do óleo de soja e das commodities ligadas à energia.

Com o aumento das tensões envolvendo o Irã e os riscos sobre o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, o mercado internacional passou a precificar possível alta nos combustíveis fósseis. Na prática, petróleo mais caro torna o biodiesel mais competitivo e aumenta a demanda por matérias-primas agrícolas usadas na produção de energia renovável.

É justamente aí que o Brasil ganha relevância. Maior produtor e exportador mundial de soja, o país também ampliou nos últimos anos sua indústria de biodiesel. Com a mistura obrigatória de biodiesel no diesel em níveis mais elevados, cresce a demanda interna por óleo de soja, fortalecendo toda a cadeia produtiva.

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O efeito tende a chegar dentro da porteira. Preços internacionais mais firmes para óleo vegetal ajudam a sustentar as cotações da soja, melhoram margens da indústria e podem aumentar a demanda pelo grão brasileiro nos próximos meses.

Além disso, o cenário fortalece a estratégia de agregação de valor do agro nacional. Em vez de depender apenas da exportação do grão bruto, o Brasil amplia espaço na produção de farelo, óleo e biocombustíveis, segmentos mais ligados à industrialização e geração de renda.

Os cereais também registraram leve alta internacional em abril. Segundo a FAO, preocupações climáticas e custos elevados de fertilizantes continuam influenciando o mercado global de trigo e milho.

Mesmo assim, os estoques mundiais seguem relativamente confortáveis, reduzindo o risco de uma disparada mais intensa nos preços dos grãos neste momento. Outro ponto que interessa diretamente ao produtor brasileiro está na carne bovina. O índice internacional das proteínas animais bateu recorde em abril, impulsionado principalmente pela menor oferta de bovinos prontos para abate no Brasil.

Isso ajuda a sustentar os preços internacionais da proteína brasileira e reforça a competitividade do país em um momento de demanda firme no mercado externo. Na direção oposta, o açúcar caiu quase 5% no mercado internacional diante da expectativa de aumento da oferta global, especialmente por causa da perspectiva de produção elevada no Brasil.

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A FAO também revisou para cima sua projeção para a safra mundial de cereais em 2025, estimada agora em 3,04 bilhões de toneladas — novo recorde histórico. O cenário mostra que o mercado global de alimentos continua abastecido, mas cada vez mais conectado ao comportamento da energia, da geopolítica e dos biocombustíveis. Para o agro brasileiro, isso significa que petróleo, conflitos internacionais e política energética passaram a influenciar diretamente o preço da soja, do milho, da carne e até a rentabilidade dentro da fazenda.

Fonte: Pensar Agro

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